Alckmin promete política de concursos

domingo, 2 de janeiro de 2011

Após a cerimônia de sua diplomação como governador eleito do Estado de São Paulo, no último dia 17, Geraldo Alckmin confirmou seu compromisso de continuar a política de realização constante de concursos públicos. "Nós vamos sim abrir mais concursos públicos e valorizar o servidor público. Eu sou filho de funcionário público. Meu pai foi funcionário público por 40 anos na Secretaria de Agricultura", ressaltou Alckmin. No evento, que aconteceu na Assembléia Legislativa de São Paulo, também foram diplomados deputados estaduais, federais e senadores eleitos no pleito de outubro deste ano para representar o Estado de São Paulo.

Durante o período em que governou São Paulo, de 2001 a 2006, Alckmin abriu mais de 85 mil vagas em concursos públicos. Segundo ele, a prioridade de sua nova gestão será a área social, incluindo educação, saúde e segurança pública. Essas também foram as áreas que mereceram mais destaque em sua administração anterior.Na época,  a Segurança Pública, incluindo Polícia Civil, Militar e Administração Penitenciária, foi contemplada com 41% das vagas oferecidas em concurso público. A Educação teve o mesmo percentual de participação de vagas, o que equivale a 35 mil. A terceira área mais contemplada foi a Educação, com 6% do total de vagas disponibilizadas durante o mandato de Alckmin.

No mesmo dia, durante o anúncio dos novos secretários  de estado da Educação, Herman Jacobus Cornelis Voorwald, da Habitação, Silvio França Torres, e da Justiça, Eloísa de Souza Arruda, o governado eleito também prometeu investimentos na Polícia Civil. Ele explicou que com a passagem do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) da pasta de Segurança Pública para  a de Gestão Pùblica, os policiais que atuavam no órgão poderão ser aproveitados. "Só na capital 50 delegados de polícia serão liberados. Se contarmos os do Ciretran, que não fazem só isso, mas também dedicam boa parte do tempo a isso, são mais de 400 e mais de 1.000 policiais vão se dedicar à sua atividade fim", ressaltou.

Segundo Alckmin, somente após realocar os profissionais e discutir a demanda de recursos humanos com o secretário de Segurança Pùblica, Antonio Ferreira Pinto, será possível avaliar a realização de novas seleções públicas. A Polícia Civil já solicitou 1.073 vagas para diversos cargos, sendo 168 para delegado de polícia, 391 para agente policial, 298 para escrivão, 103 para papiloscopista, 113 para auxiliar de papiloscopista. "Se, além de tudo isso, houver necessidade de policiais civis, nós vamos sim autorizar o concurso público", declarou.

Ao ser questionado pela FOLHA DIRIGIDA sobre o seu possível apoio à proposta da Polícia Militar em aumentar o efetivo em mais 6 mil policiais, além dos 100 mil que compõem o quadro da corporação, o governandor preferiu ser cauteloso. O anúncio da intenção de aumentar o efetivo foi feito pelo Comandante da PM, Álvaro Batista Camilo, em entrevista exclusiva, em agosto deste ano.

A idéia inicial do governado eleito para a PM é promover uma realocação de funções, a exemplo do que fez em sua gestão anterior. Na época, 4 mil policiais que faziam o policiamento de muralha foram substituídos por agentes de vigilância penitenciária, bem como  a contratação de 6 mil soldados temporários permitiu que os soldados efetivos deixassem serviços administrativos para atuar no policiamento. "Nós temos um número significativo de policiais militares na escolta de presos. Se a gente conseguir aumentar as videoconferências, que aliás é uma das conversas com o Tribunal de Justiça, nós vamos liberar também mais policiais militares. Vamos procurar otimizar nossos recursos humanos". Mas não descartou a possibilidade de mais vagas para a corporação. "É preciso avaliar. A Segurança Pública é prioridade e terá os recursos humanos necessários para a gente fazer o melhor trabalho".  Alckmin também destacou o investimento em tecnologia e equipamentos para auxiliar o trabalho da polícia.

Na área da Educação,  o novo secretário, reitor da Unesp desde 2009, comprometeu-se a realizar concursos para professor. "Não quero professores temporários, assim como já acontece no ensino superior. Sou a favor de professores concursados e comprometidos", declarou. Há, ainda, espaço para aumentar o quadro de professores efetivos, visto que em 2009 foram criadas 80 mil vagas para professor de educação básica II, que aguardam por concurso público.


Fonte : Folha Dirigida



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