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Técnicas de aprendizagem para os candidatos

terça-feira, 22 de março de 2011

Passar em um concurso em que a concorrência é muito acirrada, certamente é resultado de muita dedicação e, especialmente, organização. Especialista em técnicas de aprendizagem, o professor Felipe Lima dá exemplos de como os concurseiros podem se preparar para a prova, elaborando um bom planejamento de estudo, e ao mesmo tempo, sem deixar de lado a saúde física e mental.


FAÇA RESUMOS
"É importante fazer resumos com o que foi entendido da matéria. Com isso, além das revisões serem mais rápidas, os conhecimentos adquiridos serão facilmente acessados na hora da prova. Uma forma de resumir a matéria é utilizando os mapas mentais, tema do meu livro em co-autoria com o juiz federal William Douglas, ‘Mapas Mentais e Memorização para Provas e Concursos’. O mapa mental faz uso de cinco regras básicas: uso de cores, letras grandes, escrever sempre do centro da folha para as extremidades, abreviar o máximo que puder e fazer desenhos simples para cada ideia a ser memorizada. Eles são excelentes para a anotação de resumos e informações mais abrangentes, já que registram apenas a ideia central de cada item estudado."

PLANEJAMENTO
"Planejar bem o tempo faz toda diferença. Um bom planejamento aproveita cada tempo livre para se dedicar aos estudos, mas sempre cuidando do tempo diário de descanso, lazer, sono, alimentação e outras necessidades básicas e compromissos do dia. O corpo deve ser respeitado e, ao sentir cansaço ou sono, o concurseiro aumenta bastante o seu desempenho fazendo uma pausa, alongando, bebendo água, caminhando um pouco (uma volta no quarteirão). Na verdade, o melhor remédio para o sono é dormir bem, mas existem elementos como a prática rotineira de exercícios físicos, alimentação adequada e o controle do estresse e da ansiedade, que favorecem e muito um sono de qualidade e quantidade."

CUIDADOS COM A MENTE
"Sem saúde, o desempenho mental é muito prejudicado. A qualidade do sono precisa ser cuidada, principalmente nas vésperas das provas, quando normalmente menos se dorme, por meio do uso de medicamentos e soluções paliativas, que mais prejudicam que ajudam, como o guaraná em pó, cafeina, energéticos, entre outros. É justamente durante o sono que o cérebro armazena as informações em áreas de longo prazo. Se dormimos mal, além de esquecer parte do que foi aprendido, acordamos com uma baixa capacidade de aprender e apreender novos conhecimentos e de lembrar, o que é imprescindível durante a realização de provas. A ingestão de qualquer medicamento precisa ter um acompanhamento médico adequado."

PRATIQUE EXERCÍCIOS
"Exercícios físicos são fantásticos para os candidatos. Quem os faz de duas a três vezes por semana tem muito mais disposição para viver e aprender. Pode não parecer que estudar e fazer provas não cansa, principalmente para aqueles que não estão se preparando para concursos, mas o desgaste físico e mental é imenso. Há ainda a possibilidade de realizar exercícios físicos ouvindo a matéria em um MP3, o que ajuda bastante na manutenção dos conhecimentos apreendidos. Recebo depoimentos de alunos nossos que ouvem a matéria enquanto se exercitam, e os mapas mentais vem à tona naturalmente. Os 45 minutos dedicados ao exercício físico se convertem em rendimentos como uma melhor concentração nos estudos e mais disposição física para manter-se alerta e acordado."


Fonte : Folha Dirigida

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2ª Feira da Carreira Pública-SP começa dia 18

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

De 18 a 20 de fevereiro, São Paulo sediará a segunda edição da Feira da Carreira Pública. Realizada no Palácio de Convenções do Anhembi, a Feira reunirá autoridades públicas e especialistas na área de concursos, que vão orientar e esclarecer sobre as tendências das seleções públicas para este ano e darão dicas de como se preparar. Somente em 2011 estão previstas mais de 100 mil vagas em concursos, com salários iniciais que podem chegar até R$13.879. A entrada é gratuita.

A feira contará com mais de 70 palestras com autoridades, especialistas e professores e também aulas-show sobre os temas dos concursos do momento. Os visitantes poderão conhecer as características do setor público nas áreas fiscal, jurídica, judiciária, policial, educacional e militar, as carreiras existentes, as oportunidades de evolução profissional e dicas de preparação para provas. Além disso, os interessados poderão ter contato com diretores de recursos humanos de instituições públicas e concorrer a brindes como livros, bolsas de estudo e descontos em cursos.

A primeira edição da feira, em 2009, foi considerada um sucesso. Durante os três dias de evento, 38 mil pessoas passaram pelos corredores do Anhembi em contato com o mundo dos concursos. As 74 palestras revelaram tendências de concursos, dicas, experiências de concurseiros que ingressaram em almejados cargos públicos. Além disso, os visitantes também puderam ter contato direto com representantes de instituições como Banco Central, como o chefe de Gestão de Pessoal, José Clovis Dattoli, o então secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva Ferreira e do juiz federal e especialista em concursos públicos, William Douglas.


2ª Feira da Carreira Pública
Data: De 18 a 20 de fevereiro de 2010
Local: Palácio das Convenções do Anhembi, Av. Olavo Fontoura, 1.209, Anhembi Parque - Santana (próximo à estação Tietê do metrô)
Horário: das 10 horas às 22 horas (sexta-feira) e das 10 horas às 20 horas (sábado e domingo).

Entrada: franca


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Fazenda-RJ: especialista em Direito Tributário dá dicas

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Manter a rotina de estudos em dia está entre as principais dicas dos especialistas para aqueles que sonham conquistar aprovação em um concurso público. E para o professor Direito Tributário Claudio Borba os candidatos que desejam participar das seleções para Secretaria de Estado de Fazenda do Rio de Janeiro (Sefaz-RJ), cujos editais estão previstos para sai até segunda-feira, dia 31 de janeiro, não devem seguir uma estratégia diferente.

Ao todo, haverá 230 vagas, sendo 100 para auditor fiscal da receita estadual, cujo remuneração inicial é de R$9.885,40. A carreira é aberta a graduados em qualquer área, assim como a de analista em finanças públicas. Nesse caso, haverá 30 oportunidades, e o salário é de R$4.200.

Serão oferecidas, ainda, 100 chances para analista de controle interno, sendo 80 para nível superior em Contabilidade e 20 para áreas específicas. Esses profissionais recebem R$3.818,18.

De acordo com Claudio Borba, com base nos últimas seleções para auditor fiscal, a maior parte das questões da prova deverá ser referente ao Regulamento do ICMS do Rio de Janeiro.

Segundo o especialista, a Legislação Tributária deve ser dividida em quatro partes: Constituição Federal, Lei Complementar nº87 (que estabelece normais gerais do ICMS), Regulamento do ICMS. Esse último é dividido em 17 livros, mas a maior parte das questões dizem respeito ao Livro I.

"Uma outra parte importante é a dos tributos estaduais, que abrange IPVA, IPCD, taxas e processo administratrivo tributário. Isso reflete 20% do conteúdo exigido, mas, por outro lado, representa 40% das questões da prova", destaca.

O professor ainda ressalta que as avaliações da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a organizadora do concurso, são absolutamente literais, não exigem muito raciocínio. "É preciso ter o conhecimento literal dos dispositivos. As provas são objetivas e bem elaboradas, requerem bastante atenção diante das 'pegadinhas'. A parte de Legislação é muita decoreba. Por isso, é fundamental que o candidato estabeleça técnicas de memorização", diz.

Para Claudio Borba, aqueles que nunca tiveram contato com a disciplina devem buscar orientação com um profissional da área, já que, segundo ele, o conteúdo programático é bastante extenso, e alguns tópicos não são recorrentes nos exames.

"É preciso, sobretudo, estabelecer uma rotina diária de estudos, pois a necessidade é concreta. No entanto, o candidato deve ser conhecedor de seus limites, pois o estresse pode comprometer seu rendimento. É necessário o conhecimento intelectual, sem deixar de lado uma boa saúde mental e física", alerta.


Fonte : Folha Dirigida

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Servidora do INSS orienta os candidatos

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Claudia Oliveira, analista do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e, desde de 2006, também professora de Legislação Previdência é o que se pode chamar de um exemplo para quem deseja concorrer ao concurso para área de atendimento da autarquia, que deverá ter oferta de 2.500 vagas (2 mil para técnico e 500 para analista). "É preciso ter autoestima elevada, tem que se sentir capaz, acreditar e fazer a sua parte. Estudar, estudar e estudar", frisou, ao lembrar que não foi fácil conseguir a aprovação.


Segundo ela, o concurso é fundamental para o INSS já que a autarquia necessita de mais profissionais. "O INSS criou várias agências e ainda outras serão construídas em 2011. Então, será preciso um número maior de servidores".

Para passar no concurso, Claudia, teve uma rotina exaustiva semelhantes à de milhares de concurseiros, no entanto, segundo ela, o determinante em sua trajetória foi saber tirar proveito da experiência oriunda da preparação para outros concursos. "Eu já vinha me preparando para outras seleções, especialmente, para a de auditor da Previdência Social. Eu me dedicava bastante. A experiência que tive foi primordial para conseguir a vaga. Todo esforço valeu a pena", ressaltou.

Lotada na Gerência Executiva Norte/RJ, Claudia falou sobre as atribuições do analista. "Nós atuamos na análise dos vínculos empregatícios dos segurados, analisamos toda a documentação com muito critério e responsabilidade. É quase uma investigação".

Segundo ela, o altruísmo é umas das principais características que deve ter um servidor público, especialmente, o do INSS. "Lá você trabalha realmente para o público, cada atendimento em prol do segurado", salientou.

Para Claudia, além dos bons vencimentos oferecidos, quem trabalha no INSS tem a oportunidade de crescer profissionalmente em uma das principais autarquias da esfera federal. Atualmente, os vencimentos são de R$2.980 para técnico e R$3.280 para analista, sendo que com a gratificação de desempenho os valores podem ser elevados a R$4.917 e R$5.580, respectivamente - já incluso o auxílio-alimentação de R$304.

A Candidata virou professora - Em 2005, um pouco antes de ser aprovada no concurso, Claudia concluíra o bacharelado em Direito, na Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Todavia, a vocação para o magistério já vinha de longe. "Eu já dava aula há muito tempo. Dei aula de Matemática no município. Então, acho que lecionar em cursinhos foi natural. Uma forma de ajudar os outros. Agora sou professora de Legislação Previdência".

Para ela, um dos segredos do sucesso, tanto para quem pretender concorrer às vagas de técnico quanto às de analista é saber mesclar a teoria com a prática. "É preciso compreender a teoria e aplicá-la em exercícios de provas anteriores. O candidato tem que ter uma metodologia de aprendizagem".

Em Legislação Previdênciaria a professora diz ser preciso enfatizar o Decreto 3.048, de 6 de maio de 1999, que está atualizado até outubro deste ano no site do Ministério do Planalto. Além disso, é fundamental ter em mãos o edital do último concurso que, no momento, deve ser a base para o estudo.

Para finalizar, ela deixou uma mensagem de incentivo: "Desejo a todos sucesso, e que saibam manter aquecida a determinação, a força e a esperança na jornada por um cargo público".


Fonte : Folha Dirigida

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TRE-RJ: confira os mandamentos para passar

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Com o anúncio de que o TRE-RJ estuda a realização de um novo concurso para o próximo ano, aumentaram as esperanças de muitos interessados em um emprego estável e a possibilidade de ingressar em uma carreira pública. Para o diretor pedagógico da Academia do Concurso, Paulo Estrella, a notícia veio em boa hora e os candidatos devem começar os estudos desde já porque as seleções para tribunais costumam ser concorridas.

"A concorrência é sempre muito alta. Os concursos que movimentam muita gente demandam uma preparação prévia, pois quem não estiver fazendo essa preparação com certa antecedência não vai estar colocado dentro do número de vagas oferecidas pelo concurso. O início dos estudos deve-se dar de forma rápida, pois não há muito tempo até a prova. Ainda existem algumas etapas a serem vencidas, mas, para o ano que vem, o candidato que quer passar deve estar bem preparado", orientou.

A indicação do professor é que os candidatos estudem com base em editais e provas passadas do TRE. "As provas anteriores vão servir para os candidatos verem com qual profundidade os conteúdos mais frequentes são cobrados. A função das provas anteriores é dizer para o candidato o precisa ser estudado com mais profundidade ou superficialmente. Mas, para resolver provas anteriores, o candidato precisa de um suporte teórico, que pode vir por apostilas, sites ou internet. O candidato precisa ser versátil e saber buscar as informações obviamente seguras", disse.


Segundo Paulo Estrella, o conteúdo programático do próximo concurso poderá seguir o modelo do último. Sendo assim, os candidatos podem dar atenção especial às disciplinas de Direito Administrativo, Direito Constitucional, Informática, Direito Eleitoral, Arquivologia, Português e Redação Oficial.   


10 mandamentos


para passar no

concurso do tre-rj


1 - Organizar a agenda de estudo e cumprí-la.


2 - Estudar a partir do conteúdo programático do edital do último concurso realizado para o Rio.


3 - Utilizar para estudar apostilas e livros especializados em concursos. Evite livros de conteúdos teóricos sem vinculo com concursos.


4 - Fazer questões sem consulta das provas anteriores do TRE ou da Cespe/UnB das disciplinas que são cobradas do TRE do Estado do Rio de Janeiro e de outros estados.


5 - Corrigir a prova realizada com o gabarito oficial e estudar o conteúdo das questões que errou.


6 - Dar prioridade para as disciplinas básicas que são comuns em outros concursos para depois dar início aos estudos dos conteúdos específicos.


7 - Fazer curso preparatório para facilitar os estudos ou pelo menos módulos das disciplinas que os candidatos tem mais dificuldades.


8 - Manter o foco ao longo do período de estudo.


9 - Desenvolver mecanismo próprio para conter o nervosismo em situação de estresse. O candidato necessitará disso na prova.


10 - Fazer simulados ou simular provas em casa com questões antigas.


 

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Palestra: Como se Preparar p/ Concursos de Tribunais, Defensoria e MPs

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Palestra de Como se Preparar p/ Concursos de Tribunais, Defensoria e MPs com o Professor Guerrinha, na primeira feira de carreiras públicas ocorrida no último final de semana no Rio de Janeiro.







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Faetec: edital para 1.159 vagas até outubro

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

A Fundação de Apoio à Escola Técnica do Estado do Rio de Janeiro, que é vinculada à Secretaria de Ciência e Tecnologia, divulgará o edital do concurso para 1.159 vagas até o começo de outubro. O presidente da instituição, Celso Pansera, disse, com exclusividade à FOLHA DIRIGIDA, que a Fundação Ceperj irá organizar a seleção com agilidade e explicou que as oportunidades serão distribuídas por região. 


"É importante dizer que o concurso será regionalizado. No ato da inscrição, o candidato já irá escolher a vaga na região que deseja concorrer. É claro que a grande maioria das vagas será para a capital e para a Região Metropolitana, mas haverá oportunidades também no interior", ressaltou.

O concurso, autorizado no último dia 3, terá 209 vagas na área administrativa e 950 na parte pedagógica (veja tabela abaixo). Os vencimentos podem variar entre R$955,77 e R$2.681,09. Além da estabilidade, assegurada pelo regime estatutário, o presidente da Faetec destacou que um dos principais atrativos é o Plano de Cargos e Salários, que possibilita crescimento profissional a curto prazo.

"A Faetec tem um Plano de Cargos e Salários que prevê a progressão de acordo com o tempo de serviço e por mérito. A primeira é a cada dois anos, sendo que, para a área administrativa, há o aumento de 5% da faixa salarial, e na área pedagógica, de 7%. E a progressão por mérito ocorre à medida que o profissional vai se especializando. Nossos professores recebem, em média, 30% ou 40% acima do salário base, porque, em geral, quando passam no concurso, já têm alguma especialização", explicou, complementando que está lutando pelo direito ao vale-transporte junto ao governo.

Outro destaque da Faetec é a permanente qualificação dos profissionais. Celso Pansera destacou que o programa Formação Continuada (Foco) já treinou mais de 2 mil funcionários em diversas áreas. A aposta agora é investir nos cursos de pós-graduação na área de administração escolar e supervisão escolar para que, dentro de dois anos, a Faetec tenha os diretores de unidades com formação em uma das duas áreas.


Provas previstas para novembro

Com a programação de aplicar as primeiras provas em novembro, o presidente da Faetec, Celso Pansera, garante que a Fundação Ceperj (organizadora) irá acelerar os preparativos para que, até o fim deste ano, os resultados sejam divulgados. O presidente da instituição orienta que os interessados comecem a estudar, tomando por base as disciplinas básicas e os conhecimentos específicos de cada cargo.

"Nosso objetivo é realizar a prova até, no máximo, o fim de novembro. Estamos avaliando a possibilidade de uma prova prática, mas acredito que isso será inviável. Então, a princípio, serão propostas provas objetivas e de títulos. Acredito que a cobrança irá girar em torno das disciplinas básicas, como, por exemplo, Português e Informática, e, claro, de alguns Conhecimentos Específicos. A ideia é fazer as provas de todas as áreas no mesmo dia", explica.

Para o presidente da Faetec, até maio de 2011, os 1.159 aprovados no concurso serão convocados. Pansera não descarta a possibilidade de mais convocações surgirem ao longo da validade do concurso. Tudo irá depender da avaliação do governo.

"Essas vagas que estamos divulgando serão preenchidas até maio do ano que vem. Até lá, queremos contratar todos. A partir daí, vamos abrir uma negociação com o governo, ver como estão as nossas demandas e, claro, avaliar o Orçamento", comenta.




Faetec: presidente garante convocações a partir de janeiro

Comprometido com a expansão da instituição e atento às necessidades de reestruturação de pessoal, o presidente da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), em entrevista exclusiva à FOLHA DIRIGIDA, acredita que a conquista do concurso é o começo de uma nova fase.


"Essa conquista do concurso tende a ser o primeiro passo no sentido de recompor as carreiras de concursados da Faetec. O professor, particularmente, é uma carreira tipicamente de Estado. Ele precisa de concurso para ter a perspectiva de ascensão dentro do Plano de Cargos e Salários, para continuar apostando na carreira e ter o incentivo da progressão", comenta Celso Pansera, destacando que a convocação dos aprovados no concurso terá início a partir de janeiro.

Ciente da carência de mão de obra especializada, Pansera alerta que a expansão da rede é fundamental, mesmo porque reflete diretamente no crescimento do país.
"Nós vamos continuar expandindo a rede, obviamente, que sempre com cautela. O fato é que esse processo de expansão é inevitável ou a questão da falta de mão de obra vai se tornar mais aguda ainda, o que acaba se refletindo num limitador do crescimento econômico", considera.

A entrada dos novos profissionais será positiva também pelo lado da diminuição dos contratos temporários, prática esta que há anos vem sendo criticada por parte dos sindicatos. Segundo Pansera, a Faetec tem, atualmente, cerca de 4 mil profissionais concursados e 2.300 temporários. O presidente garante que substituirá boa parte dos contratos.

FOLHA DIRIGIDA - Como estão os preparativos do concurso? Até agora, efetivamente, o que já foi definido?
Celso Pansera -
Nós já estamos nos reunindo com a Fundação Ceperj, que será a organizadora do concurso. Optamos pela Ceperj porque é um órgão do estado e, além disso, pretendíamos evitar a abertura de pregão eletrônico. Se não fosse assim, correríamos o risco de não realizar o concurso este ano. Estamos definindo o quadro por área, ou seja, quantos professores serão para cada disciplina. Nós queremos divulgar o edital até o começo de outubro, já abrindo as inscrições. É importante dizer que o concurso será regionalizado. No ato da inscrição, o candidato já irá escolher a vaga na região que deseja concorrer. É claro que a grande maioria das vagas será para a capital e para a Região Metropolitana, mas haverá oportunidades também no interior.

No que diz respeito às provas, o que já está acertado?
Nosso objetivo é realizar a prova até, no máximo, o fim de novembro. Estamos avaliando a possibilidade de uma prova prática, mas acredito que isso será inviável. Então, a princípio, serão propostas provas objetivas e de títulos. Acredito que a cobrança irá girar em torno das disciplinas básicas, como, por exemplo, Português e Informática, e, claro, de alguns conhecimentos específicos. A ideia é fazer as provas de todas as áreas no mesmo dia. Ainda não sabemos se vamos colocar todos os cargos num mesmo edital ou em editais diferentes. A Ceperj tem interesse em agilizar o processo.

Qual é a programação de convocações?
Como não podemos contratar antes da posse do governador, então, vamos deixar as convocações para o início de janeiro. A contratação da área pedagógica será a primeira. A nossa programação é chamar esses aprovados no começo do ano. Já o pessoal da área administrativa será chamado na sequência, provavelmente, em março ou abril. É importante destacar que o concurso terá uma validade e, dentro desse prazo, há sempre possibilidade de ser chamado, já que a Faetec está em expansão.


Em entrevista à FOLHA DIRIGIDA, o senhor havia passado uma tabela com 1.480 vagas, sendo 950 da área pedagógica e 530 da área administrativa. Por que esse quantitativo foi reduzido e algumas carreiras foram retiradas do concurso?
Na área pedagógica, o quantitativo de vagas foi mantido. Mas, na parte administrativa, analisamos que algumas carreiras não são necessárias, como, por exemplo, técnico em edificações. Em outros cargos, optamos por distribuir as vagas, porque queremos trabalhar com o mínimo necessário e, se houver necessidade, contrataremos mais. Quanto às carreiras que foram retiradas, como, por exemplo, motoristas e cozinheiros, posso dizer que fizemos uma avaliação estratégica e achamos que não é obrigatória a realização de concurso em algumas carreiras, por não serem estáveis. Além disso, em algumas carreiras, estamos discutindo de mudar de nível fundamental para o médio.

Há possibilidade de chamar além das 1.159 vagas, que estão sendo oferecidas?
Essas vagas que estamos divulgando serão chamadas até maio do ano que vem. Até lá, queremos contratar todos. A partir daí, vamos abrir uma negociação com o governo, ver como estão as nossas demandas e, claro, avaliar o orçamento.

Gostaria que o senhor explicasse como funciona o Plano de Cargos e Salários da Faetec.
A Faetec tem um Plano de Cargos e Salários que prevê a progressão de acordo com o tempo de serviço e por mérito. A primeira é a cada dois anos, sendo que, para a área administrativa, há o aumento de 5% da faixa salarial, e na área pedagógica, de 7%. E a progressão por mérito, ocorre à medida que o profissional vai se especializando. Nossos professores têm, em média, 30% ou 40% acima do salário-base, porque, em geral, quando passam no concurso, já têm alguma especialização.

Os funcionários da Faetec têm direito a algum tipo de benefício, além do salário?
A alimentação, em geral, o funcionário faz dentro da Faetec. Estamos negociando com o governo a liberação do vale-transporte para os estatutários, já que os terceirizados têm esse direito. É um pleito dos funcionários e a direção acha justo. O maior benefício da Faetec é mesmo o Plano de Cargos e Salários. Por lei, os funcionários têm direito ao triênio, mas, aqui na Faetec, eles também têm direito ao biênio. Em três anos, eles têm duas progressões. De 2007 até agora, tivemos um aumento médio de 42% dos salários. Vamos fechar os quatro anos do governo Sérgio Cabral com o aumento médio de 50%. Temos uma comissão que, a cada dois meses, se reúne e faz o reenquadramento. Estamos permanentemente atualizando a folha de pagamento de acordo com o Plano de Cargos e Salários.

De que forma a Faetec contribui para a qualificação dos seus funcionários? Há programas voltados para a formação?
Nós temos um programa chamado Formação Continuada (Foco), que funciona a partir da nossa Diretoria de Ensino Superior. Já treinamos mais de 2 mil funcionários em diversas áreas. O programa, que é permanente, dá ênfase na qualificação e na atualização dos funcionários. Agora, vamos partir para organizar cursos em nível de pós-graduação na área de administração escolar e supervisão escolar. Queremos que, dentro do prazo de dois anos, a Faetec tenha os diretores de unidades com formação em uma das duas áreas. Isso é para melhorar a qualidade da gestão das escolas. Na parte administrativa, também sempre oferecemos cursos dentro da rede.

Como o concurso é uma luta de anos, de que maneira a entrada de novos funcionários irá refletir para a expansão da rede, assim como melhorar a qualidade do ensino?
Percebo que existe um consenso geral na sociedade em relação à formação de mão de obra. 43% do quadro do mercado de trabalho no Brasil tem ligação com aquilo que a Faetec oferece à população: ensino de nível médio/técnico, formação profissional e formação semiprofissional. É uma demanda da sociedade, de fato. Nós vamos continuar expandindo a rede, obviamente, que sempre com cautela. O fato é que esse processo de expansão é inevitável ou a questão da falta de mão de obra vai se tornar mais aguda ainda, o que acaba se refletindo num limitador do crescimento econômico. Diante disso, o governo tem investido na ampliação da Faetec. Nós pegamos a Faetec, em janeiro de 2007, com Orçamento de R$280 milhões e encerraremos este ano, com praticamente R$500 milhões. É sinal que, de fato, o governo compreende e investe nessa linha. Essa conquista do concurso tende a ser o primeiro passo no sentido de recompor as carreiras de concursados da Faetec. O professor, particularmente, é uma carreira tipicamente de Estado. Ele precisa de concurso para ter a perspectiva de ascensão dentro do Plano de Cargos e Salários para continuar apostando na carreira e ter o incentivo da progressão.


Por diversas vezes, a Faetec recebeu críticas relacionadas aos contratos temporários. Hoje, efetivamente, qual é a situação dos quadros da instituição?
Esses 950 professores substituirão o mesmo quantitativo de temporários e, com certeza, mais à frente, outros também serão substituídos. Há carreiras que nós não vamos concursar, porque esses profissionais temporários resolvem uma demanda que tende a ser resolvida em dois ou três anos. Mas as carreiras que são perenes, de fato, nós vamos investir. Nós tínhamos um acerto com o governo de atender às áreas que estavam mais gritantes. Sempre soubemos que o concurso iria sair. A Faetec tem em torno de 4 mil concursados e cerca de 2.300 temporários. Com a entrada desses novos servidores, haverá uma boa redução desses contratos.

Que mensagem o senhor pode deixar aos interessados em ingressar nos quadros da Faetec?
A Faetec tem um corpo técnico pedagógico muito bem preparado, tanto que o nosso índice do Ideb está bem acima da média. Aqui, nós procuramos manter uma boa relação com todas as unidades. Nós sempre fazemos processos de avaliação. Os próprios funcionários avaliam tanto a direção das escolas quanto a direção da Faetec. Dizer, por fim, que nós continuaremos apostando na qualificação do nosso pessoal, para que a Faetec continue sendo uma das principais redes de ensino técnico e profissionalizante do Brasil.    

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MPU: procurador-geral garante muitas chamadas

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

No que depender do procurador-geral da República, Roberto Monteiro Gurgel, a oferta inicial de vagas no concurso para o quadro técnico-administrativo do Ministério Público da União (MPU), de 594, deverá ser bastante ampliada com a sanção do Projeto de Lei da Câmara (PLC) nº 86/2010, programada para até o próximo dia 8.


Em entrevista concedida à FOLHA DIRIGIDA na última sexta-feira, dia 27, durante o 1º Encontro Institucional MPU/MPRJ - Em Busca da Unidade, o chefe do MPU falou sobre a expectativa de aproveitamento do cadastro de reserva da seleção, cuja validade é de um ano, podendo ser prorrogada por igual período.

"A ideia é usar bastante o cadastro. O preenchimento dos cargos da lei ocorrerá ao longo de quatro anos. Todo esforço será feito para que aproveitemos ao máximo os aprovados nesse concurso, que tem um número absolutamente recorde de inscritos, com a parcial de 756 mil. Não podemos antever o volume de cargos que serão providos, mas haverá todo esforço para que seja o máximo possível", afirmou Gurgel.

As provas escritas do concurso estão programadas para os próximos dias 11 (analista) e 12 de setembro (técnico), no turno da tarde, em todas capitais do país (incluindo Brasília) e, possivelmente, em cidades próximas. Os locais e demais informações constarão nos cartões de confirmação, a serem disponibilizados a partir desta sexta, 3, no site do Cespe/UnB, organizador. O número final de inscritos e a concorrência por cargo e cidade de lotação deverão sair no mesmo dia.

Todos os concorrentes serão submetidos a provas objetivas com 60 questões de Conhecimentos Básicos (Português, Noções de Informática, Noções de Direito Constitucional, Noções de Direito Administrativo e Legislação Aplicada ao MPU, dependendo da especialidade) e 90 de Específicos. Ainda será feita uma redação com até 30 linhas, exceto para técnico de apoio especializado em segurança e em transporte. Por isso, esses candidatos ainda realizarão, em datas a serem definidas, testes de aptidão física e de direção veicular.

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Audio aula de Direito Administrativo para MPU 2010

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Concurseiros, segue audio aula de direito administrativo para concurso do MPU 2010. aproveitem para estudarem no onibus, na espera do dentista, na fila do banco, voltando do trabalho, etc ... coloque no mp4 e estude muito ....


MPU - Direito administrativo aula 1
MPU Direito administrativo aula 2
MPU Direito administrativo aula 3
MPU Direito administrativo aula 4
MPU Direito administrativo aula 5
MPU Direito administrativo aula 6
MPU Direito administrativo aula 7


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Analista ambiental: 200 vagas. Edital em setembro

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

O edital do concurso que visa ao preenchimento de 200 vagas de analista ambiental (nível superior) para o Ministério do Meio Ambiente (MMA) está previsto para sair no mês de setembro, caso a autorização dessas vagas seja autorizada pelo Ministério do Planejamento na primeira quinzena do mês de agosto, conforme informou o coordenador-geral de gestão de pessoas do MMA Humberto Luciano Schloegl. Atualmente o salário para a função é de R$5.577,64.




Segundo a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, os preparativos já foram iniciados e o edital já está em fase de elaboração, dependendo somente da autorização.

"Estamos em negociação com o Ministério do Planejamento e a ideia é que a seleção que visa a preencher 200 vagas de analista ambiental seja aberta o quanto antes, em função do término dos contratos de servidores temporários. O edital está em fase de elaboração para ser lançado, mas não há uma data certa. No entanto, a previsão é que as provas ocorrão até o final do ano", diz.

O número de servidores efetivos do Ministério do Meio Ambiente, de acordo com o coordenador-geral Humberto Luciano, passou de 12, em 2005, quando não existia uma carreira para o órgão, para atuais 640. No total, o ministério tem atualmente 1.240 funcionários.

No último concurso para analista ambiental, que ocorreu em novembro de 2007, foram ofertadas 83 vagas e as 83 foram preenchidas. Desse total, 43 eram destinadas à área de administração e planejamento de meio ambiente e 40 para a de política e gestão de meio ambiente.

O exame de múltipla escolha foi composto por 120 questões objetivas, sendo 50 de Conhecimentos Básicos (Língua Portuguesa, Raciocínio Lógico-Quantitativo, Informática e Atualidades) e 70 de Conhecimentos Específicos.


Fonte : Folha Dirigida

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Para 'craques de concurso', organização garante emprego público

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Diminuir o tempo para o lazer. Começar a se preparar o quanto antes. Organizar melhor os estudos. Fazer a prova com confiança. Dicas simples, mas que estão entre as preferidas de quem entende de concursos. O G1 pediu conselhos para três “experts” que já passaram em vários concursos, entre eles o da Receita Federal, um dos mais esperados pelos candidatos. Ricardo Ferreira, 38 anos, Demétrio de Macedo Pepice, 30 anos, e Alexandre Camara Meirelles, 39 anos, contaram o que fez a diferença na hora de encontrar uma vaga em uma repartição pública. Os três foram aprovados em concursos para cargos relacionados à área fiscal, uma das que oferecem os melhores salários na carreira pública. Confira abaixo como cada um deles se preparou.

Demétrio Pepice
Filho de servidores públicos, Pepice interessou-se pela carreira pública por conta da influência dos pais. Formado em engenharia pela Universidade de São Paulo (USP), ele nunca exerceu a profissão. “Logo que me formei percebi que os salários e a estabilidade dos cargos públicos eram mais atrativos do que os oferecidos na área de engenharia”, diz. Ele afirma que começou a estudar para concurso aos 24 anos, assim que concluiu a faculdade. “Como eu não trabalhava, tinha mais tempo para me dedicar.” A facilidade de raciocínio lógico que tinha por conta da graduação o ajudou, mas ele diz que as matérias abordadas nos concursos fogem das vistas na faculdade, o que o obrigou a estudar. No começo, o agente fiscal diz que não sabia por onde começar a estudar e procurou informação com outros concurseiros em sites, blogs e fóruns pela internet. “Descobri os melhores livros e como os candidatos faziam e comecei a fazer o mesmo”, diz. “Meus pais não ajudaram muito porque, na época que eles estudaram, as provas eram diferentes." Para o primeiro concurso que prestou, o da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), ele pode se dedicar em tempo integral, pois não trabalhava. Nos outros concursos, já empregado, ele diz que estudava cerca de três horas por dia, depois que chegava do trabalho. No final de semana eram oito horas seguidas no sábado e outras oito horas no domingo. Mesmo depois de aprovado em um cargo, Pepice prestava outros concursos por conta dos melhores salários. O concurseiro explica que adotou um método no qual descansava de 20 a 15 minutos a cada uma hora e meia de preparo, sempre alternando as matérias. “Eu não fazia nada além de estudar, cheguei a explicar para a família que ficaria mais reservado por conta disso”, diz. Ele também não namorou no período. Eu não fazia nada, cheguei a explicar para a família que ficaria mais reservado por conta dos estudos." Quando o concurseiro não tinha muito conhecimento a respeito de uma matéria, como as voltadas para a área jurídica, ele buscava cursos que ajudassem na compreensão do tema. “Primeiro eu me preocupava em aprender o tema. Depois que eu já sabia a teoria, fazia exercícios de provas anteriores e simulados”. Ele estima que, caso fosse dividir o tempo de estudo, 40% seria para aprender a matéria e outros 60% para fazer os exercícios. Para ele, estudar ajudava inclusive a combater o nervosismo na hora da prova. “Quanto mais preparado o candidato está, mesmo que fique nervoso, o nível de conhecimento é o suficiente para passar”, diz. O fiscal tinha em mente que passar só dependia dele. “Em vez de eu disputar com os outros, sempre tentei lutar comigo mesmo. Pensava ‘se eu tiver nota acima de determinada pontuação, consigo passar’”
Ricardo Ferreira
Ele perdeu as contas de quantos concursos já passou, mas garante que foram mais de dez. Para ajudar aqueles que ainda estão na fila por uma cadeira em uma repartição pública, Ferreira escreveu o livro “Manual dos Concurseiros - Dicas e estratégias para passar em concursos”, da Editora Ferreira. Para ele, a vontade de ingressar na carreira pública veio depois que foi reprovado nas seleções de empresas privadas. “Passava nos testes escritos, mas era reprovado por critérios subjetivos”, diz. O primeiro concurso que prestou foi para escriturário do Banco do Brasil. “Como as matérias eram parecidas com o que eu via na faculdade de ciências contábeis, consegui passar”, revela. O fiscal conta que sempre usou como referência para os estudos provas anteriores da mesma organizadora do concurso que pretendia fazer. Eu evitava estudar com sono, com fome, cansado ou estressado.” " O estudo durava em média três horas por dia, priorizando a qualidade e não a quantidade. “Eu tentava transformar as informações em um sistema de lógica, sem decorebas”. Como sempre precisou trabalhar, nunca teve tempo integral para os estudos e, por isso, buscava aproveitar momentos como viagens de ônibus e filas de espera para ler. “Eu evitava estudar com sono, com fome, cansado ou estressado.” Ferreira afirma que lia as matérias básicas dos concursos da área de interesse, a fiscal, sem nem mesmo saber para qual concurso estava se preparando. Quando saía a autorização de um concurso, ele já corria atrás de informações de provas anteriores. Dessa forma, após a publicação do edital ele só precisava se atentar às matérias específicas ou a novidades. Ele afirma que abriu mão de uma série de coisas. "À noite, em vez de ligar a TV, lia um livro. Eu reservava só o domingo para ir à praia e namorar." Ele sugere que, como estímulo para os estudos, os concurseiros mentalizem os resultados positivos que terão depois de aprovados. Alexandre Meirelles

Prodígio, Meirelles começou a prestar concurso público aos 14 anos, quando ainda não sabia direito o que pretendia ser quando crescesse. Foi aprovado nas escolas de cadetes da Aeronáutica e do Exército, onde chegou a cursar os dois primeiros anos. Desistiu da carreira militar para prestar vestibular e ingressar no curso de informática na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Porém, nunca trabalhou na área, da qual desistiu assim que foi aprovado no concurso para fiscal da prefeitura de Belo Horizonte. Meirelles se interessou pela carreira pública influenciado pelo pai de um amigo. “Ele dizia que trabalhou em empresas privadas a vida toda, mas foi quando entrou para a área fiscal na carreira pública que encontrou tranquilidade e um salário digno”, disse. “Hoje, o pai desse meu amigo se aposentou e mora no Guarujá [litoral de SP] com sua esposa, feliz da vida, curtindo o salário integral de quando era da ativa”, completou. Quando eu comecei a estudar, parecia um ‘vegetal’, só saía de casa para trabalhar e, de vez em quando, sair para jantar com minha mulher." Para Meirelles, não existe aprovação sem muita dedicação aos estudos. “Quando eu comecei a estudar, parecia um ‘vegetal’, só saía de casa para trabalhar e, de vez em quando, sair para jantar com minha mulher”, diz. Ele acredita, porém, que a preparação deve ser saudável. “Estudava o máximo que eu conseguia com saúde. Procurava dormir de seis a oito horas por dia”. É preciso, crê, aprender a estudar. “Uma pessoa que nunca estudou vai demorar mais tempo para se organizar do que aquela que se preparou para provas por mais tempo." Os estudos começavam um ano antes da prova. Quando saía o edital, direcionava os estudos para as matérias novas ou específicas. Ele também fazia exercícios de provas anteriores feitas pela mesma banca do concurso. Para o agente fiscal, é importante que os concurseiros busquem informações sobre bons cursos e livros antes de “mergulharem” nos estudos. “Sou fiscal há 15 anos e nunca, nem por um segundo sequer, me arrependi do dia que resolvi me dedicar aos estudos para concursos. Foi a melhor escolha da minha vida, sem dúvida alguma", diz.
Fonte : G1.com

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Dez dicas para concursos

sexta-feira, 26 de junho de 2009

1ª Dica: Dicas para obter Motivação
MOTIVAÇÃO
A primeira atitude de que alguém precisa para passar em concursos é a motivação. Uma pessoa motivada é mais feliz e produtiva. Motivação é a disposição para agir, podendo ser entendida simplesmente como "motivo para a ação" ou "motivos para agir". Você precisa de motivação. Ela é quem nos anima e ela é quem nos faz "segurar a barra" nas horas mais difíceis e recomeçar quando algo dá errado. Porém... isto você já sabe. O que todo mundo quer saber é:
Como conseguir motivação?
A motivação é pessoal: só você pode dizer o que lhe dá ânimo para trabalhar, prosseguir, crescer. As outras pessoas podem ajudar na motivação, mas não nos dá-la de presente. A primeira motivação é você cuidar bem de si mesmo, ser feliz. Costumo dizer que você vai passar o resto da vida "consigo", que pode se livrar de quem quiser, de qualquer coisa, menos de você mesmo. Por isso, deve cuidar bem de sua mente, corpo e projetos, sonhos, futuro. Mas existem outras motivações. Deus Deus pode ser uma fonte de ânimo e consolo, de força para viver e prosseguir. Além disto, se você for uma pessoa com sucesso profissional e capaz, poderá servir mais ao trabalho para sua divindade. Família Ajudar a família, ter dinheiro e tempo para o parceiro amoroso, filhos, pais, irmãos, é uma das mais fortes injeções de disposição para o estudo e o trabalho. Riqueza Existem muitas formas de riqueza, sendo o dinheiro a menor delas. Paz, saúde, equilíbrio, família, sucesso, fama, ser benquisto e admirado, tudo isto são formas de riqueza, que podem ser escolhidas por você e servirem como estímulo. Dinheiro O dinheiro nunca deve ser o motivo principal de uma escolha, mas é perfeitamente lícito e digno a pessoa querer ganhar dinheiro. Basta que seja dinheiro honesto. O dinheiro serve para comprar muitas coisas úteis e prazerosas. Assim, se você quer estudar para ter mais dinheiro para gastar, tudo bem, é um bom motivo. Tempo Quanto melhor você estudar e quanto mais resultado tiver, mais tempo você terá para fazer outras coisas. E as fará com mais tranqüilidade e segurança. Resolver problemas Conheço amigos para os quais o concurso serviu para resolver problemas. Um deles, o Professor Carlos André Tamez, do Curso Aprovação, estudou para ser Auditor da Receita, pois morava no Rio de Janeiro e sua amada, em Curitiba. O concurso serviu para ele poder trabalhar na cidade que desejava. E conheço uma amiga para quem o concurso serviu para poder se separar sem depender de pensão do ex-marido. Para outro, o concurso foi a fonte de dinheiro para montar seu consultório dentário. Segurança O estudo e o concurso trazem segurança, seja a de ter alternativas, seja a de ter emprego, dinheiro, aposentadoria etc. São bons motivos.
Motivação é tarefa de todos os dias!
Entenda que todo projeto de longo prazo terá momentos de grande ânimo, momentos normais e momentos de desânimo, e vontade de desistir. Sabendo disso de antemão, procure se preparar para os dias de baixa: eles virão e você vai precisar aprender a lidar com eles. A motivação deve ser trabalhada diariamente. Todos os dias você pode e deve lembrar dos motivos que o estão fazendo estudar, ter planos, persistir.A motivação deve ser redobrada nos momentos de crise, de desânimo e cansaço. Em geral, ela vai segurá-lo. Algumas vezes, você vai "surtar", ter uma crise e parar um tempo. Tudo bem, tenha a crise, faça o que quiser, mas volte a estudar o mais rápido possível. De preferência, recomece no dia seguinte.
Dicas de motivação
1) Você pode criar técnicas para se animar. Eu usava uma xerox do contraqueche (hollerith) de um amigo que já tinha sido aprovado. Quando eu começava a querer parar de estudar antes da hora, olhava o contracheque que eu queria para mim e conseguia continuar estudando mais um tempo. Conheço gente que tem a foto de um carro, de uma casa, uma nota de 100 dólares, a foto de onde quer passar as férias de seus sonhos. E tem gente com foto da esposa, do marido, dos filhos.
2) Outra dica importante: esteja perto de pessoas com alto astral, animadas, otimistas, e de pessoas com objetivos semelhantes. Evite muito contato com pessoas que não estejam trabalhando por seus sonhos, que vivam reclamando de tudo, que não queiram nada. Escolha as pessoas com as quais você estará em contato e sintonizado. O canarinho aprende a cantar, ouvindo outro canário. E canários juntos cantam melhor. Esteja perto de quem cante ou goste de cantar. Motivação: dor ou prazer. O ser humano age basicamente por duas motivações primárias: obtenção de prazer ou fuga da dor. Quando alguém deixa de saborear uma apetitosa sobremesa, pode estar querendo evitar a dor de engordar; quando a saboreia, está buscando o prazer do paladar. Há pessoas que estudam para evitar dor (nota baixa, reprovação, fracasso) e pessoas que estudam para obter prazer (aprender, saber, acertar, crescer, ter sucesso na prova etc.). Embora o objetivo seja o mesmo (estudar), a motivação pode ser completamente diferente. Acontece que, comprovado em 23 anos de estudo e experiência, mesmo com um objetivo idêntico (por exemplo, passar no vestibular ou concurso público), o desempenho de quem tem motivação positiva (buscar prazer) é bastante superior ao daquele que atua por motivação negativa (evitar dor).
2ª Dica: A eterna competição entre o lazer e o estudo
Todo mundo já se pegou estudando sem a menor concentração pensando nos momentos de lazer, e todo mundo já deixou de aproveitar as horas de descanso por causa de um sentimento de culpa, remorso mesmo, porque deveria estar estudando. Esta inversão de fazer uma coisa e pensar em outra causa desconcentração, stress e perda de rendimento no estudo ou trabalho. Além da perda de prazer nas horas de descanso. Em diversas pesquisas que realizei durante palestras e seminários pelo país, contatei que os três problemas mais comuns de quem quer vencer na vida são estes: medo do insucesso (gerando ansiedade, insegurança), falta de tempo e a "competição" entre o estudo ou trabalho e a praia, cinema, namoro, etc.
E então, você já teve estes problemas?
Todo mundo sabe que para vencer e estar preparado para o dia-a-dia é preciso muito conhecimento, estudo e dedicação, mas como conciliar o tempo com as preciosas horas de lazer ou descanso? Este e outros problemas atormentavam-me quando eu era estudante de Direito e depois quando passei a preparação para concursos públicos. Não é à toa que fui reprovado em 5 concursos diferentes! Outros problemas? Falta de dinheiro, dificuldade dos concursos (que pagam salários de até R$ 12.000,00/mês, com status e estabilidade, gerando enorme concorrência), problemas de cobrança dos familiares, memória, concentração etc. Contudo, depois de aprender a estudar, acabei sendo 1º colocado em outros 7 concursos, entre os quais os de Juiz de Direito, Defensor Público e Delegado de Polícia. Isso prova que passar em concurso não é impossível e que quem é reprovado pode "dar a volta por cima". Dá para, com um pouco de organização, disciplina e força de vontade, conciliar um estudo eficiente com uma vida onde haja espaço para lazer, diversão e pouco ou nenhum stress. A qualidade de vida associada às técnicas de estudo são muito mais produtivas do que a tradicional imagem da pessoa trancafiada estudando 14 horas por dia. O sucesso no estudo e em provas (escritas, concursos, entrevistas, etc.) depende basicamente de três aspectos, em geral desprezados por quem está querendo passar numa prova ou conseguir um emprego:
1º) Clara definição dos objetivos e técnicas de planejamento e organização;
2º) Técnicas para aumentar o rendimento do estudo, do cérebro e da memória;
3º) Técnicas específicas sobre como fazer provas e entrevistas, abordando dicas e macetes que a experiência fornece mas que podem ser aprendidos. O conjunto destas técnicas resulta em um aprendizado melhor e mais sucesso em provas escritas e orais (inclusive entrevistas).
Aos poucos, pretendemos ir abordando estes assuntos, mas já podemos anotar aqui alguns cuidados e providências que irão aumentar seu desempenho.Para melhorar a "briga" entre estudo e lazer , sugiro que você aprenda a administrar seu tempo. Para isto, como já disse, basta um pouco de disciplina e organização. O primeiro passo é fazer o tradicional quadro horário, colocando nele todas as tarefas a serem realizadas. Ao invés de servir como uma "prisão", este procedimento facilitará as coisas para você. Pra começar, porque vai levá-lo a escolher as coisas que quer dar mais tempo e a estabelecer suas prioridades. Experimente. Em pouco tempo você vai ver que isto funciona.Também é recomendável que você separe tempo suficiente para dormir, fazer algum exercício físico e dar atenção à família ou namoro. Sem isso, o stress será uma mera questão de tempo. Por incrível que pareça, o fato é que com uma vida equilibrada o seu rendimento final no estudo aumenta.Outra dica simples é a seguinte: depois de escolher quantas horas você vai gastar com cada tarefa ou atividade, evite pensar em uma enquanto está realizando a outra. Quando o cérebro mandar "mensagens" sobre outras tarefas, é só lembrar que cada uma tem seu tempo definido. Isto aumentará a concentração no estudo, o rendimento, e o prazer e relaxamento das horas de lazer. Aprender a separar o tempo é um excelente meio de diminuir o stress e aumentar o rendimento, em tudo.
3ª DICA: Dez dicas importantes para fazer uma prova (concurso público)
A primeira coisa que se precisa em uma prova é calma, tranqüilidade. Se você começar a ficar nervoso, sente-se e simplesmente respire. Respire calma e tranqüilamente, sentindo o ar, sentindo sua própria respiração. Após uns poucos minutos verá que respirar é um ótimo calmante. Procure manter-se em estado alfa, ou seja, combine calma e atenção. Comece a ver a prova como algo agradável, como uma oportunidade, visualize-se calmo e tranqüilo. Lembre-se que "treino é treino e jogo é jogo" e que os jogadores gostam mesmo é de jogar: a prova é a oportunidade de jogar pra valer, de ir para o campeonato. Fazer provas é bom, é gostoso, é uma oportunidade. Conscientize-se disso e enquanto a maioria estiver tensa e preocupada, você estará feliz e satisfeito. Um dos motivos pelos quais eu sempre rendi bem em provas é porque considero fazer provas algo agradável. Imagine só, às vezes a gente vai para uma prova desempregado e sai dela com um excelente cargo! Mesmo quando não passamos, a prova nos dá experiência para a próxima vez. Comece a ver, sentir e ouvir "fazer prova" como algo positivo, como uma ocasião em que podemos estar tranqüilos, calmos e onde podemos render bem.
Ao fazer uma prova, nunca perca de vista o objetivo: passar. O objetivo não é ser o primeiro colocado (o que é uma grande ilusão, já que ser o primeiro traz mais problemas do que vantagens). Também não é mostrar que é o bom, o melhor, o "sabe-tudo". O objetivo é acertar as questões, tentar fazer o máximo de pontos mas ficar feliz se acertar o mínimo para passar. Só isso.
A simplicidade e a objetividade são indispensáveis na prova, ladeadas com o equilíbrio emocional e o controle do tempo. Para passar lembre-se que você precisa responder aquilo que foi perguntado. Leia com atenção as orientações ao candidato e o enunciado de cada questão. Em provas objetivas, seja metódico ao responder. Em provas dissertativas, seja objetivo e mostre seus conhecimentos. Por mais simples que seja a questão, responda-a fundamentadamente. No início e no final seja objetivo; no desenvolvimento (no miolo), procure demonstrar seus conhecimentos. Nessa parte, anote tudo o que você se recordar sobre o assunto e estabeleça relações com outros. Sem se perder, defina rapidamente conceitos e classificações. Se souber, dê exemplos. Aja com segurança: se não tiver certeza a respeito de um comentário, adendo ou exemplo, evite-o. "Florear" a resposta sem ter certeza do que está escrevendo não vale a pena. Isso só compensa se tratar-se do ponto central da pergunta, do cerne da questão. Nesse caso, se o erro não for descontado dos acertos, arrisque a resposta que lhe parecer melhor. Utilize linguagem técnica. A linguagem de prova é formal, de modo que não se deixe enganar pela coloquial. Substitua termos, se preciso. Ex.: "Eu acho", "Eu entendo", "Entendo que". Correção lingüística. Tão ruim quanto uma letra ilegível ou uma voz inaudível é a letra bonita ou a voz tonitruante com erros de português. O estudo da língua nunca é desperdício e deve ser valorizado. Além disso, a leitura constante aumenta a correção da exposição escrita ou falada. Evitar vaidades ou "invenções". Muitos querem responder o que preferem, do jeito que preferem. Em provas e concursos temos que atentar para a simplicidade e para o modo de entender dominante e/ou do examinador. Aquela nossa tese e opinião inovadora, devemos guardá-la para a ocasião própria, que certamente não é a do concurso. Tenha sempre humildade intelectual. Não queira parecer mais inteligente que o examinador ou criticá-lo. Não se considere infalível, sempre prestando atenção mesmo a questões fáceis ou aparentemente simples. Nunca despreze uma opinião diversa. "Teoria do consumidor". Além desses cuidados, temos que ter um extra com alguns examinadores. Lembre-se que todo professor, quando aplica uma prova é, na prática, um examinador. A grande maioria dos examinadores aceita que o candidato tenha uma opinião divergente da sua. Há, contudo, alguns mestres e bancas um tanto mais inflexíveis, casos em que será exigido do candidato uma dose de fluidez, docilidade, suavidade e brandura. Junte-se a isso o ensino daqueles que sabem atender ao consumidor: o importante é satisfazer o cliente, o cliente tem sempre razão, o atendimento é tão importante quanto o produto. Esta técnica ensina que o candidato deve ser prudente e pragmático. Pragmatismo, anote-se, é a "doutrina segundo a qual a verdade de uma proposição consiste no fato de que ela seja útil, tenha alguma espécie de êxito ou de satisfação". O candidato precisa ter fluidez e maleabilidade suficientes para moldar-se à eventual inflexibilidade do examinador.
Se o seu professor só considera correta uma posição, devemos ter cuidado ao responder pois a prova não é a ocasião mais adequada para um enfrentamento de idéias, até porque ele é quem dá a nota, havendo uma grande desigualdade de forças. Existem os momentos adequados para firmar nossas opiniões e pontos de vista e isso é absolutamente indispensável, desde que na hora certa.
Letra legível, palavras audíveis. Se o examinador não consegue decifrar sua caligrafia nem ouvir sua voz, isso irá prejudicar a quem? Quem tem o maior interesse em ser lido, ouvido e entendido? Será que todos os examinadores, profissionais ocupados e atarefados, diante de centenas ou de milhares de provas para corrigir, terão tempo e compreensão diante de uma letra ilegível? Na hora da prova faça letra bonita, de preferência redondinha (ou, no mínimo, em caixa alta), a fim de que ela fique legível. Treine sua oratória para saber falar razoavelmente.
4ª DICA: Fazendo Provas
A realização de provas exige cuidados específicos para cada momento, que serão objeto de nossa atenção a partir de agora. Cada fase da preparação ou da prova tem suas técnicas. Não se assuste, achando que são muitas: como a técnica ajuda, quanto mais técnicas melhor. A técnica da prática: aprenda a fazer, fazendo. Aconselho o leitor a treinar o mais que puder a realização de provas. A experiência constitui um excelente trunfo na hora de um campeonato ou de um concurso. Estes anos correndo o país me mostraram que pouca gente treina fazer provas. E esta é a grande dica: faça provas. Os cursos que mais aprovam são os que levam seus alunos a treinarem fazer provas, os candidatos que passam são os que treinaram fazer provas. Para fazer provas, existem duas maneiras: simulados e provas reais. O ideal é que o candidato faça as duas, ou seja, que treine fazer provas e questões e que se inscreva em concursos para a área que deseja.Para os simulados, recomendo a você resolver questões e provas da matéria que estudou, como forma de fixar o conteúdo, periodicamente, fazer um concurso simulado, reprisando o tempo real da prova, o uso apenas do material permitido e, claro, utilizando provas de concursos anteriores. Outra dica boa é fazer os simulados filantrópicos cada vez mais comuns nos cursos preparatórios. Falemos mais um pouco sobre este importante item.
VÁ FAZER AS PROVAS. Há pessoas que deixam de fazer uma prova por não se considerarem "preparadas" e deixam de adquirir experiência e até mesmo, algumas vezes, ser aprovadas. Mesmo que ainda esteja começando a se preparar, vá fazer as provas. Se for para alguém dizer que você ainda precisa estudar mais um pouco antes da aprovação, deixe que a banca examinadora o faça. Quem sabe o dia da prova não é o seu dia? Asseguro que, pelo menos, você irá adquirir experiência, ver como está o seu nível, como é estar "no meio do jogo" etc. Ao chegar em casa, procure nos livros as respostas: a fixação daquilo que você pesquisar nessa ocasião é sempre muito alta. Analise o gabarito e, se for possível, participe da vista de prova. Se o resultado for abaixo de sua expectativa, não desanime: apenas continue estudando e agregando conhecimentos. A coisa funciona assim mesmo: a gente normalmente "apanha" um pouco antes de começar a "bater".
TREINE EM CASA. Mesmo que você não tenha como fazer as provas, é possível adquirir boa parte dessa experiência em casa, treinando. Reúna provas de concursos anteriores ou comercializadas através de cadernos de testes e livros, separe o material de consulta permitido pelo Edital, o número de questões, o tempo de prova, etc. E faça a prova! Tente simular uma prova do modo mais próximo possível daquele que irá encontrar no dia do concurso. Aproveite esses "simulados" para aprender a administrar o tempo de prova. Se os cursos preparatórios oferecerem provões ou simulados, participe.
TREINOS ESPECIAIS. Depois de algum treino, passe a ficar resolvendo mais questões por um tempo um pouco maior (p. ex., uma hora a mais) do que o que terá disponível no dia da prova, o que serve para aumentar sua resistência. Outro exercício é resolver questões em um tempo menor, aumentando a pressão. Por exemplo, se a prova terá 4 horas para 50 questões de múltipla escolha, experimente tentar responder esse número de questões em 3 horas ou 3 horas e meia. Em seguida, responda a outras questões até completar o tempo de 4 horas. Se você está acostumado a resolver questões com uma pressão maior do tempo e com uma longa duração (5 ou 6 horas, por exemplo), ficará mais à vontade em provas em condições menos severas. Contudo, à medida em que a data do concurso for se aproximando, passe a realizar mais provas simuladas em condições absolutamente iguais às que você irá enfrentar.
5ª DICA: Mudança de paradigma
Se você está acostumado a pensar numa prova apenas como aluno, aprenda a mudar esse paradigma. Você também precisa ver a prova com os olhos do examinador. Se um médico, um engenheiro, um advogado e um político virem uma ponte ruir e pessoas se ferirem, é possível que haja quatro modos de avaliar o fato: um pensará em socorro médico, outro em qual foi a falha na construção, outro em ações de indenização, e o último em mais um ponto de sua plataforma eleitoral. Enquanto você não aprender a ver a prova não como quem quer acertar (o aluno) mas como quem quer ver se está certo (o examinador), as suas provas terão menos qualidade. Em duplas ou grupos, passe a fazer provas e trocá-las para a correção. Corrija-as como se fosse o próprio examinador. Você aprenderá a ver a prova com outros olhos e isto facilitará seu desempenho quando reassumir o papel de aluno. Treine para fazer provas orais reparando a postura e respostas do colega como se você fosse da banca. Humildade intelectual Nunca despreze uma idéia nova ou uma opinião sem meditar e refletir. Nunca despreze uma idéia por causa de sua fonte, por exemplo, por ser de alguém que você não gosta, ou que é pobre, ou que é de outra raça, ou de outra religião, ou de outro estado, ou de outro sexo, ou de outra qualquer coisa. Avalie as idéias pelo seu valor e não pela sua origem ou roupagem. Além disso, é preciso conhecer o que há, o que já existe, nem que seja para sustentar uma tese inteiramente nova. Caso contrário, pode ocorrer aquela história onde um ateu foi para o Clube dos Herejes e, na portaria, perguntaram-lhe se havia lido a Bíblia, o Talmude, etc. O ateu disse que não leu nada porque era ateu, e o mandaram para o Clube dos Ignorantes. Resumos e cores Ao estudar faça resumos, esquemas, gráficos, fluxogramas, anotações em árvore, mencionados no item abaixo. Organize-se para periodicamente, ao estudar a matéria, reler os resumos que tiver preparado. Uma boa ocasião é fazê-lo a cada vez que for começar a estudar a matéria. Quando o número de resumos for muito grande, divida-os de forma a que de vez em quando (semana a semana ou mês a mês) você dê uma "passada" por eles. Essa revisão servirá para aumentar de modo extraordinário seu aprendizado e memorização. O uso de mais de uma cor em suas anotações é proveitosa, pois estimula mais a atenção e o lado direito do cérebro. Alguns alunos gostam de correlacionar cores com assuntos ou com referências. Por exemplo, o que está em vermelho são os assuntos mais "quentes" para cair, o que está em azul são exceções, princípios na cor verde, e assim por diante. Dessa forma, as cores também funcionam como uma espécie de ícone.
SQ3R
Morgan e Deese mencionam estudos feitos pela Universidade de Ohio nos quais se identificou aquele que seria o melhor método de estudo: o SQ3R. Este eficiente método pode ser utilizado isoladamente ou em combinação com outros, sendo referido por praticamente todos os livros que tratam do assunto (metodologia, aprendizado, leitura dinâmica, memorização, etc.). Nesse sistema nós reaprenderemos a ler, agora não mais em um passo, mas em cinco. Por demorarmos mais tempo para ler com o SQ3R, aparentemente estará havendo "perda" de tempo. Mas isso é só aparência. Embora se leve um pouco mais de tempo, o ganho de fixação é tão superior que compensa com sobras o esforço de aprender esta nova dinâmica de leitura, em fases. É claro que o leitor só usará este sistema quando achar conveniente, ficando ele como mais um recurso disponível. As duas primeiras fases (S e Q) servem para aguçar a curiosidade mental e dar uma noção do que se busca, servem para "abrir" o cérebro e "arar" a terra onde serão lançadas as novas informações. As três fases seguintes (3R), que correspondem a três formas diferentes de se ler, correspondem a três momentos de fixação cerebral, um complementar do outro. O conjunto facilita o estabelecimento mental de relações e associações, a apreensão, a memorização e a "etiquetação mental". Em resumo:
1º - Defina o que você está procurando ou quer aprender.
2º- Formule perguntas e questões.
3º - Leia o texto rapidamente, prestando atenção aleatoriamente a termos isolados, lendo os títulos e subtítulos, reparando as figuras, as notas, os termos em negrito. Essa leitura é um "vôo geral" sobre o que será lido em seguida.
4º - Leia tradicionalmente, com atenção, e, se quiser, sublinhando o que achar mais importante.
5º - Releia o texto, revisando o que for mais importante. Veja se respondeu às perguntas formuladas de antemão. Reforce os pontos de menor fixação. Formule perguntas sobre o que se sabe, o que vai ser tratado, o que se quer aprender. Prepare perguntas a serem respondidas. Levante dúvidas. Isso "abre as portas" para a matéria que virá em seguida.I4.3, acima.
Na primeira leitura, procure apenas a idéia principal, detalhes importantes que sejam rapidamente captados, veja "qual é o lance". Essa primeira leitura é rápida, "descompromissada", sem a preocupação com a compreensão total. É um vôo sobre uma floresta antes de descer para caminhar por ela. Na segunda leitura faça uma análise melhor, a leitura tradicional, comece a tirar suas conclusões pessoais, a criticar, concordar, anotar, sublinhar, etc. Esta leitura é o passeio a pé pela floresta.
Como sublinhar,C19, I5, p. 475.
Na terceira leitura, você já pode sintetizar, resumir, etc. Aqui você utilizará e melhorará eventuais anotações rápidas feitas na 2ª leitura. Ao final dela você já deverá sentir-se apto a fazer uma explanação sobre o tema. Essa leitura é aquela onde se anota o que ficou de mais emocionante ou importante da visita à floresta, é aquela onde você, novamente do avião, registra os pontos mais bonitos, onde existe esta cachoeira, aquela nascente ou aquela árvore fenomenal, etc. Após terminar o estudo pelo SQ3R, pegue o questionário previamente preparado e veja se já pode respondê-lo. O que você responder é o que já foi fixado. Procure em seguida as respostas para as perguntas que não tiver respondido, o que servirá como excelente forma de aprender e fixar a matéria.
6ª DICA: ADMINISTRAÇÃO DO TEMPO E TEMPO DE ESTUDO INDIVIDUALIZAÇÃO E QUALIDADE
O tempo de estudo não é uma parte isolada de nossa vida, mas uma parcela do tempo em interação com as demais atividades. Para se ter um bom horário de estudo é preciso harmonização, pois ninguém pode apenas estudar. É preciso cuidar da administração do tempo, que envolve vários fatores, entre os quais reluzem a responsabilidade com nossos objetivos e a flexibilidade para adaptar o que for possível e para se adaptar às circunstâncias. A administração do tempo abrange o tempo de cada uma de nossas diversas atividades, algo tão grave e sério que às vezes nos causa certa angústia. A Bíblia, em muitas passagens, fala a respeito da administração do tempo. A administração do tempo abrange o tempo de cada uma de nossas diversas atividades, algo tão grave e sério que às vezes nos causa certa angústia. A Bíblia, em muitas passagens, fala a respeito da administração do tempo. Em Efésios 5:16 fala em agir "remindo o tempo, porque os dias são maus", sendo que uma tradução mais recente utiliza os termos "usando bem cada oportunidade". Remir, como se sabe, significa salvar, resgatar, adquirir de novo. Essa preocupação com o tempo excede em muito a preocupação com a data da prova. Ela se liga à fugacidade da vida, ao seu caráter transitório e efêmero. Isso foi retratado por Tiago (Cap. 4, vers. 14) ao dizer: "Que é a vossa vida? Sois, apenas, como uma neblina que aparece por um instante e logo se dissipa" ao passo que o Salmista disse que "tudo passa rapidamente, e nós voamos" (Salmo 90:10). Se administrar o tempo é algo assim tão valioso, é óbvio que administrar o nosso tempo de estudo também o é. Seja porque o estudo ajuda a vencer em nossa curta vida, seja porque nosso tempo é limitado e, portanto, devemos saber dividi-lo harmoniosamente. Procurando o ideal. A idéia normal de quem está estudando é a de saber qual o número ideal de horas de estudo para se alcançar sucesso. É por essa razão que uma das perguntas que mais ouço é:
"Quantas horas você estudava por dia?"
Já ocorreu de um aluno me perguntar quantas horas eu estudava, pois ele, já que não era tão inteligente quanto eu, estudaria o dobro e, assim, passaria no concurso. Obviamente, disse a ele
1) que não existe isto de mais ou menos inteligente, mas sim a pessoa usar ou não a inteligência que todos temos e 2) que o importante não era quantas horas eu estudei mas quantas ele poderia estudar. Embora equivocado quanto ao método, repare que esse aluno tinha um objetivo e estava "matutando", pensando em como chegar lá. Isso é positivo. O fato de estar equivocado foi resolvido, pois, além de ele estar procurando soluções, ele fez perguntas. E só quem pergunta (ao professor ou aos livros) pode obter respostas. O importante é o seu horário. Perguntar quantas horas outra pessoa estudava não tem utilidade porque ninguém tem sua vida igual à de outrem: uns trabalham, outros não; uns vão à igreja, outros não; uns são solteiros, outros casados, outros mais ou menos; uns têm filhos, outros não. O que adianta saber é quantas horas você estuda, ou, mais, quantas pode estudar por dia ou por semana. Além do mais, o certo é perguntar, primeiro, como estudar e, depois, quantas horas você pode aproveitar para estudar. O número ideal de horas para se estudar é: o maior número de horas que você puder, mantida a qualidade de vida e do estudo. Esse é o número. Quantidade x Qualidade do Estudo. Como tudo na vida, importa mais a qualidade do que a quantidade. Há quem estude doze horas por dia e seu resultado prático seja inferior ao de outro que estuda apenas uma hora por dia. Por quê? Por causa de inúmeros fatores, como a concentração, a metodologia e o ambiente de estudo. Mesmo assim, os estudantes e candidatos preocupam-se apenas com "quantas horas" ele ou o colega estuda por dia, e quase não se vê a preocupação com o "como" se estuda. Quem se preocupa apenas com "quantas" horas se estuda, esquece do desperdício de tempo de estudo por causa de sua baixa qualidade.Como ensinou Deming (obra citada), "a produtividade aumenta à medida que a qualidade melhora", pois há menos retrabalho (fazer de novo o que foi mal feito), pois há menos desperdício. Quantidade x Qualidade x Qualidade + Qualidade. Embora a qualidade seja o mais importante, é óbvio que você precisa dedicar uma quantidade de tempo para estudar. Se pode estudar 2 horas por dia, não estude apenas "uma com qualidade" e desperdice a outra: estude as duas com qualidade. Se João estuda uma hora com qualidade e José duas horas sem qualidade, João estudou mais. Porém, se João estuda uma hora com qualidade e José duas horas com qualidade, José estudou mais. Uma das vantagens de estudar para um concurso é que até passar você sacrifica uma considerável parte do seu tempo, mas após sua aprovação pode refazer seu horário do jeito que preferir. Pode até voltar a fazer o que fazia, só que com sua vida profissional resolvida, já curtindo o seu sucesso e, é claro, com mais status e dinheiro no bolso. Uma hora de estudo com qualidade vale mais do que 5 horas de estudo sem qualidade. Contudo, cinco horas de estudo com qualidade valem mais do que 1 hora de estudo com qualidade. Assim, você deve reservar o maior tempo possível para estudo, apenas com o cuidado de separar tempo para descansar, relaxar, etc. O resultado da soma da quantidade com a qualidade pode ser expresso pelo que se lê em II Coríntios 9:6: "Aquele que semeia pouco, pouco também ceifará; e aquele que semeia em abundância, em abundância também ceifará.
7ª DICA: COMO FUNCIONA UM PROJETO DE ESTUDO
O primeiro passo que devemos dar é assumir o controle de nossa vida e planejar qual será o caminho a ser trilhado. A preparação para uma prova, exame ou concurso é uma atividade séria demais para ser feita aleatoriamente, ao sabor do vento, deixando-se levar como as ondas do mar. É aconselhável que se tenha um projeto e que, para realizá-lo, se organize um sistema eficiente de estudo. Estudar não é uma atividade isolada: o estudo produtivo e otimizado deve ser organizado como um projeto. E o projeto de estudo nada mais é do que montar um sistema de estudo. Sistema é disposição de partes em uma estrutura organizada. É, pois, uma reunião coordenada e lógica de diversos elementos. O sistema de estudo será o emprego de um conjunto de técnicas ou métodos voltados para um resultado. Isso abrange o estudo de qualidade e a coordenação ideal entre as atividades de estudo, lazer, descanso, trabalho, deslocamento, etc., de modo a propiciar um rendimento ótimo nos estudos. Este sistema deve ser eficiente, eficaz, isto é, capaz de produzir o efeito desejado, de dar um bom resultado. Não adianta, como muitas vezes ocorre, a pessoa parar toda sua vida, lazer, descanso e ficar quase 24 horas ligada em estudo, estudo, estudo e, em pouco tempo, parar tudo por causa de estresse, depressão ou coisa semelhante. Um sistema organizado e razoável permite um esforço dosado e contínuo.
QUALIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS COMPROMISSO
(Persistência, Constância de propósito)
Ao contrário do mero interesse por alguma coisa, significa querer com constância. David McNally diz que "compromisso é a disposição de fazer o necessário para conseguir o que você deseja". O mesmo autor cita, ainda, a explicação de Kenneth Blanchard: "Há uma diferença entre interesse e compromisso. Quando você está interessado em fazer alguma coisa, você só faz quando for conveniente. Quando está comprometido com alguma coisa, você não aceita desculpas, só resultados." É o compromisso que nos vai fazer sacrificar temporariamente o que for necessário para estudarmos e perseverar até chegar aonde queremos. Compromisso também pode ser entendido como perseverança, firmeza de vontade, constância de propósito, fortaleza. Thomas Edison, diz-se, só conseguiu transformar em realidade sua visão mental da lâmpada elétrica na tentativa de nº 10.000. A cada fracasso ele se animava a continuar tentando dizendo que havia descoberto mais uma forma de não inventar a lâmpada elétrica. Há quem ainda distinga compromisso e comprometimento, que seria um grau ainda maior de interesse. Exemplo: se tenho que estar em tal lugar em tal dia, tenho um compromisso, ao passo que se estou querendo ir, estou comprometido com isso. Assuma a responsabilidade por seu destino, tenha iniciativa e persistência. Sobre persistência em obedecer a alguma coisa (a Deus, a um objetivo, etc.), se houver interesse, veja Jeremias, cap. 36. Quanto ao modo de se executar, reflita sobre Colossenses 3:23: "E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração (...)".
AUTODISCIPLINA (domínio próprio)
Um dos maiores atletas que conhecemos, Oscar Schmidt, ensina que a diferença entre um bom atleta e um atleta medíocre (mediano) é que este pára diante das primeiras dificuldades ao passo que aquele, quando está cansado, dá mais uma volta na pista, e mais uma volta, e mais uma volta. Assim, aos poucos, vai melhorando, minuto a minuto. Não foi qualquer um que ensinou isso, foi um dos maiores jogadores de basquete de todos os tempos. Ele, na verdade, indicou uma qualidade indispensável para um atleta e para se alcançar um sonho: autodisciplina. Ele também ensina que é preciso ter-se humildade, não achar que se é o melhor, pois, sempre temos algo a aprender e a melhorar. Autodisciplina é a capacidade de a pessoa se submeter a regras, opções e comportamentos escolhidos por ela mesma, mesmo diante de dificuldades. Como se vê, autodisciplina significa que vamos submeter-nos a uma coisa ao invés de outra. Ninguém é completamente livre: somos sempre escravos da disciplina ou da indisciplina. A disciplina permite escolhas mais inteligentes e é melhor para efeito de passar em provas e concursos. É a autodisciplina que nos dará poder para renunciar, ainda que temporariamente, a prazeres menos importantes em favor da busca por prazeres mais importantes. Aqueles que se recusam a ser "mandados" por uma disciplina auto-imposta são escravos ainda maiores da própria desorganização, preguiça ou falta de vontade. Nesse sentido, vendo-se as vantagens do exercício da autodisciplina, podemos dizer que o poeta Renato Russo estava certo quando cantava, na música "Há Tempos" que "disciplina é liberdade". Além de autodisciplina, o sucesso no estudo e nas provas exige alta disciplina, ou seja, uma alta dose dessa atitude. Em geral, lidamos com grande quantidade de matéria e grande quantidade de tempo para aprender tudo. Mesmo que o estudo de qualidade ganhe tempo, você terá que ter paciência. E disciplina para fazer a coisa certa pelo tempo certo. A alta disciplina não é só para o estudo, mas também para manter a atitude mental certa, o equilíbrio, saber administrar o tempo, descansar na hora de descansar e assim por diante. Se pensar em desanimar ao saber que vai precisar de auto e alta disciplina, lembre-se de que a única escolha que você tem é de pagar o preço de aprender ... ou o preço de não aprender.A única escolha que você tem é: pagar o preço de aprender ... ou o preço de não aprender. Para ajudar na autodisciplina, conscientize-se de que você é responsável por seu futuro. Liste seus objetivos de curto, médio e longo prazos e periodicamente os releia.
ORGANIZAÇÃO
A importância do planejamento e da organização foi mostrada por Jesus (Lucas 14:28, 32), em parábola: Da mesma forma, quem começa a estudar deve planejar o desenvolvimento dos estudos, as matérias que precisa aprender, o material necessário, a administração do tempo, etc., para não começar mal uma obra ou ir para a guerra despreparado. Organizar-se é estabelecer prioridades. A conjugação do estabelecimento de prioridades (planejamento estratégico) com a autodisciplina (domínio próprio) e com a estruturação das atividades é a melhor forma de se obter tempo para estudar, para o lazer, descanso, família, etc. Aprenda a não deixar mais as coisas para a última hora, seja um trabalho, seja uma inscrição em concurso. Deixar as coisas para o último dia é pedir para ter problemas e dar chance para o azar. No último dia uma máquina quebra, alguém fica doente, ocorre um imprevisto, etc. Comece a se organizar e uma boa dica é essa: cumpra logo suas tarefas. Não procrastine.Organize-se. Defina suas prioridades. Discipline o seu tempo. Estabeleça metas e cumpra-as. Ao executar uma coisa, pense apenas nela. Execute com alegria. Aproveite o dia (carpe diem).
ACUIDADE
Acuidade significa, como ensina o Aurélio, "agudeza de percepção; perspicácia, finura". Finura, no sentido aqui tratado, e ainda segundo o Aurélio, significa "afiado, que tem vivacidade, sagaz". Essa qualidade, pode ser resumida em "prestar atenção". Istoé o que mais falta quando alguém assiste a uma aula, lê um livro ou responde a uma questão de prova. Quantas vezes você não aprendeu alguma coisa apenas porque não estava atento, ou errou uma questão de prova (uma "casca de banana") porque não estava "ligado" no que estava fazendo? Apenas por falta de atenção, de acuidade. A regra básica aqui é, na lição de N. Poussin, a seguinte: "O que vale a pena ser feito vale a pena ser bem feito." Assim, se você vai estudar, ler um livro, assistir a uma aula, fazer uma prova (isto é, se você decidiu fazer isto), faça bem feito. Para fazer bem é preciso acuidade, ou seja, prestar atenção. Esse princípio serve para tudo: trabalho, lazer, sexo, etc. Esteja aberto para a realidade e para novas idéias. Veja, ouça e sinta as coisas. Participe da vida como ator e não como espectador. Seja sujeito e não objeto dos acontecimentos. Concentre-se no que faz. Seja curioso. Não tenha receio de questionar, duvidar, perguntar. Pense, raciocine e reflita sobre o que está acontecendo ao seu redor.
FLEXIBILIDADE
Talvez esta seja a qualidade mais importante para que este livro possa ser útil. O meu sistema não será bom para você a menos que você o adapte à sua realidade, qualidades, defeitos, facilidades e dificuldades. Adaptação é uma forma de inteligência. Tudo o que você vir, ler, ouvir, sentir, etc. deve ser avaliado e adaptado. Teste as coisas, veja se funcionam bem para você ou se, para funcionarem melhor, demandam alguma modificação. Não tenha receio de criar seus próprios métodos e soluções. A capacidade de adaptação foi mencionada por um grande general: Em suma, você deve ser capaz de - como diz conhecida oração atribuída a um almirante americano - ter coragem para mudar as coisas que são mutáveis, resignação para aceitar as que são imutáveis e sabedoria para distinguir ambas. Para montar seu projeto de estudo, adapte o que é adaptável e adapte-se às condições que você não tem como alterar. A flexibilidade é, portanto, a capacidade de adaptação. Ela será importante em toda a sua vida e, também, para montar um sistema de estudo. Ela também serve para que possam ir sendo feitas as modificações necessárias à medida em que forem surgindo novas situações, circunstâncias, imprevistos, etc.
8ª DICA: COMO DEFINIR O PRAZO PARA SER APROVADO 1 PRAZO PARA APROVAÇÃO
Essa é a regra de ouro do candidato. Não defina prazos: estabeleça um objetivo e tenha a persistência necessária para alcançá-lo. Como dizia o maior vendedor do mundo: "O fracasso nunca me alcançará se minha vontade de vencer for suficientemente forte". Além do mais, o fracasso é uma situação ou um momento, nunca uma pessoa. Como já disse, você pode acumular concursos em que não passou mas bastará uma aprovação para "resolver" o problema. E, de mais a mais, um resultado negativo sequer pode ser considerado um fracasso, porque sempre se ganha experiência para o próximo concurso (C23). Outro equívoco é o da pessoa que após um ou dois reveses resolve mudar de carreira ao invés de persistir em seu intento. O título deste Capítulo contém uma pequena armadilha: Como definir o prazo para ser aprovado é exatamente não buscar a sua definição. O que devemos definir é o objetivo a ser buscado o quanto for suficiente. Um dos motivos é o fenômeno da agregação cíclica.
9ª DICA: 1 - exercícios
Comece a redigir todos os dias ou, pelo menos, toda semana. Separe horários específicos apenas para redigir. Faça redação geral, de apoio e específica.C9, I5, p. 240. Como diz o brocardo latino Fiat fabricandun faber, fazer se aprende fazendo. Ou melhor, é indicado obter primeiro uma base teórica, mas a perfeição só adquire-se com a prática. Experimente começar a escrever um diário, poesias, contos, fazer descrições de objetos, narrar fatos ou problemas, dissertações sobre assuntos em geral e assuntos da matéria da prova. Faça resumos de livros, filmes, etc. Treine fazer descrições bem completas, identificando tudo o que caracteriza a coisa descrita e a distingue das demais.
Façamos um exercício: Descreva um pão de queijo.
Isto mesmo. Pare a leitura, pegue uma folha e comece a trabalhar. [Descreva um pão de queijo. Já descreveu? Vamos lá, pegue uma folha em separado e descreva um pão de queijo. Estou esperando... esperando... esperando... Pronto. Acabou? Vamos "corrigir" ? Primeiro passo: Pegue novamente folha em anexo e 1 - Veja a "cara" dela. Está bonita? 2 - Por melhor que esteja, tenho certeza que dá para melhorar. Faça isso. Já fez? Estou esperando... esperando... esperando. Experimente conferir se sua descrição pode ir um pouco mais fundo, passando para o campo da dissertação, onde você pode desenvolver idéias, juízos, valor. Ótimo. Agora diga-me se você descreveu bem um pão de queijo. Veja se falou do seu tamanho, cor, temperatura ideal, sabor, composição (massa, queijo, tempero, etc.), odor, textura, acompanhamentos ideais (café, refrigerante, etc.), origem (Minas Gerais), ocasiões e modo de consumo, variedades (simples, com pedaços de outros ingredientes, com doce de leite, etc.), sua utilidade para reuniões, lanches rápidos, tira-gostos, etc., lojas especializadas em vender pão de queijo, se faz diferença ser feito no forno de fogão ou em microondas, sua primeira, melhor e pior experiência com um pão de queijo, eventuais comparações com outros tipos de pão (francês, pão de batata, pão integral), etc. Você falou nisso tudo? Se você não falou é porque não quis, não teve paciência ou não está treinado para levar a sério a tarefa de escrever. Vamos, eu tenho certeza que você pode fazer um trabalho excepcionalmente bonito. Tente agora outra descrição. Que tal o pão francês? Outro treino útil será experimentar contar uma história, isto é, fazer uma narração, com todos os seus elementos: personagem (um pão de queijo que adquiriu vida), ação, espaço, tempo em desenvolvimento, enredo ou trama e narrador. Escrever uma história irá ajudar muito na construção daquela já mencionada estrada que liga o cérebro à caneta e esta ao papel. Se você sabe descrever um pão de queijo, saberá certamente descrever qualquer outra coisa que conheça, da vida ou da matéria que cairá na prova.Em provas jurídicas, uma das questões que os candidatos consideram mais complicadas é descrever a natureza jurídica de alguma coisa. Ora, natureza significa, nesta acepção, espécie ou qualidade. Natureza jurídica será absolutamente a mesma coisa dentro desse universo específico. Para descrever-se a natureza jurídica de algo, basta dizer o que tal coisa é na essência, quais as suas características e o que a distingue das demais. Se você conhece a coisa e sabe escrever, estas questões não serão mais um problema.
10ª DICA: RESUMO PARA A PROVA
Como citei muitas técnicas, vou fazer um resumo para você lembrar no dia da prova. A técnica que usarei é a do processo mnemônico.Pense na frase: Até cair foi legal, administrei, revi e descansei. Agora, repare que a frase é a ligação para uma série de palavras/técnicas: Até cair foi legal, administrei, revi e descansei. Não leve isto anotado para o dia da prova pois, embora não o seja, pode ser considerado como "cola". Memorize a frase e, ao receber seu material de prova, escreva no caderno de questões ou folha para rascunho. Usando a técnica, você lembrará as coisas mais importantes para a prova. At - atitude e atenção Ca - calma e tranqüilidade Fo - foco Le - ler as instruções aos candidatos e ler a prova com atençãoAdminist - administrar o tempo e administrar o que não sabe Revi - revisões 1 e 2 Descansei - intervalos, situação, atitude At - atitude e atenção. Lembre que fazer provas é um privilégio, uma oportunidade, que muitos queriam estar onde você está, lutando por seus sonhos. E tenha atenção, não fique voando. Ca - calma e tranqüilidade. Um candidato calmo rende mais. Se preciso, respire lentamente até se acalmar. Divirta-se. Fo - foco. O objetivo é passar e, para passar, a atitude correta é: fazer a melhor prova que eu puder fazer hoje, devo mostrar meus conhecimentos com clareza e objetividade para deixar o examinador feliz. Le - ler as instruções aos candidatos e ler a prova com atenção. Ler as instruções vai ajudá-lo a fazer a prova corretamente; ler as questões vai fazer você descobrir o que o examinador realmente quer saber de você (e não o que você gostaria que ele perguntasse). O examinador precisa ser atendido. Administ - administrar o tempo e administrar o que não sabe. O tempo se administra fazendo as contas e, claro, treinando antes, para ter prática de fazer provas. Administrar o que não se sabe é decidir deixar em branco ou mostrar o que for possível de conhecimento. Revi - revisões 1 e 2. E, se necessário, o uso da técnica VMR. Descansei. Implica bom uso dos intervalos para melhorar seu rendimento, em "descansar" na idéia (atitude) de que concurso se faz até passar, que se deve exigir apenas o melhor possível, que a situação é favorável (na prova, você ou vai passar ou vai ver onde precisa melhorar).* *Para aqueles que, como eu, acreditam que "todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus" (Romanos 8: 28), também é possível "descansar" nessa idéia. Assim, se você acredita em Deus, pode e deve se acalmar com a ajuda d´Ele.
Fonte : PCI Concursos

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Dez regras de uma boa preparação para concursos públicos

Para obter sucesso nos concursos, o candidato dever realizar um bom planejamento. Para isso, o estudo deve ser feito de forma objetiva. Não adianta uma programação que estabeleça seis horas de estudo diário, quando o candidato não possui tempo disponível. Por isso, no planejamento, o primeiro passo é definir claramente o tempo que será utilizado no estudo. O estudo bem planejado possibilita ao candidato um melhor desempenho na hora da prova. Eis as 10 dicas de um bom planejamento: 1 – HORÁRIO - Na definição do horário de estudo, é preciso ter em mente de que duas horas bem aproveitadas são mais úteis que as seis, inicialmente previstas, mas que acabam não sendo cumpridas ou sendo constantemente interrompidas. 2 – DISTRIBUIÇÃO - Organize seu horário de estudo de forma a que todas as disciplinas do concurso sejam contempladas no planejamento. Todos os tópicos do programa precisam ser estudados. Distribua as disciplinas dando ênfase às mais importantes e também aquelas em que você possui um baixo rendimento. 3 – LOCAL - O local de estudo deve possuir bastante luz e ser bem arejado. Janelas abertas são sempre o ideal, desde que o ruído externo não seja grande. O candidato deve evitar estudar ouvindo rádio, televisão ou qualquer outra coisa que possa influir em sua concentração. Procure arrumar também em sua mesa todo material que irá precisar, pois isso evitará perda de tempo. 4 – RECURSOS - A gravação de textos de aulas pode ser um bom auxiliar para quem possui pouco tempo para o estudo. No trajeto para casa você pode ouvir as explicações de um professor ou de um texto gravado de um livro, fixando com isso o assunto. Se a leitura for melhor para você, utilize-a bastante. 5 – EM GRUPO - Muitas vezes, a simples troca de experiência com outros estudantes facilita o aprendizado das disciplinas. É importante, no entanto, que o grupo seja coeso e disciplinado, evitando-se que o estudo não seja dispersivo e improdutivo. 6 – EXERCÍCIOS - Na opinião dos professores, quanto mais exercícios forem feitos, maiores as condições do candidato obter sucesso no exame. A alegação é a de que os exercícios são a forma mais rápida para assimilação da matéria estudada, permitindo uma imediata avaliação do estudante. 7 – ESTUDO INTENSIVO - Uma preparação intensiva próxima ao concurso é útil. Procure memorizar conceitos, regras e dados importantes. Você vai precisar deles na hora de responder às questões propostas na prova. Conserve a tranqüilidade e o pensamento voltado para o sucesso no exame. 8 – REVISÃO - No período de revisão você não vai estudar tudo de novo. Não há tempo para isso, nem é necessário. Faça a revisão lendo nos textos as partes sublinhadas e as anotações feitas. Estude pelos resumos, esquemas e fichas que você preparou durante sua fase de preparação. 9 – SAÚDE - Está provado que uma boa saúde contribui muito para o bom aprendizado. O candidato não deve se descuidar dessa área, procurando fazer uma revisão médica. A prática de exercícios físicos, de forma moderada, a fim de evitar contusões é benéfica, pois aumenta a resistência do candidato para o próprio estudo das disciplinas. 10 – CONFIANÇA - Estude com técnica, com interesse e paciência. O bom resultado final é uma conseqüência natural de sua boa preparação. Planeje o estudo de acordo com sua rotina e forma que você esteja habituado, mas procurando corrigir vícios que prejudiquem seu rendimento. Esteja confiante de que você está dando o máximo de si e que a conquista da vaga é resultado de um processo permanente de estudo. Um revés no concurso não significa uma derrota, mas apenas um sinal de que você deve continuar o seu aperfeiçoamento, procurando corrigir as falhas. Novas oportunidades surgirão e certamente, a vaga ficará cada vez mais próxima. Fonte : Excelencia Global

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