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Concurso: plano realista para se preparar – e passar

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Para passar no concurso público dos seus sonhos, é necessário estar preparado – e isso não se resume a procurar apostilas para download e estudar. Mais de 120.000 vagas em concursos públicos estão previstas para 2009. Seja uma decisão certa ou errada abrir esta quantidade de vagas neste momento, elas não deixarão de ter apelo sobre o grande número de pessoas que passam pela incerteza do mercado de trabalho neste momento de crise. Já passei na minha cota de concursos públicos, convivo com boa quantidade de pessoas que continuam passando, e reconheço nelas uma série de práticas que as levou ao sucesso – elas estão muito mais relacionadas a manter a calma e a motivação, do que ao número de horas de estudo. Em particular, venho observando há tempo que abandonar todos os lazeres e dedicar-se integralmente a devorar livros e cursos não é uma característica comum entre os aprovados. Passar em concurso tende a ser uma maratona, e não uma corrida de curto prazo, portanto a vantagem está em quem consegue preservar o fôlego (e a motivação) a longo prazo. Assim, além de uma preparação completa (conteúdo, aspectos psicológicos e provas complementares – física, psicotécnica, médica, etc.), é necessário: Conscientizar-se de que não vale a pena manter o foco nos seus concorrentes. Os fóruns de bate-papo com outros “concurseiros” muitas vezes causam mais mazelas e desinformação do que vantagens. Concentre-se no que diz o edital, e em avançar o máximo possível, independente do que seus concorrentes digam; Preparar-se para uma campanha de longo prazo – portanto, sem possibilidade de deixar de lado os demais aspectos da vida (incluindo o lazer e a vida social!). Busque o equilíbrio sempre! Estudar do jeito certo – pelo conteúdo do edital, na proporção do peso de cada disciplina. Erros muito comuns são estudar com base no conteúdo e distribuição de matérias nas apostilas que eventualmente lhe caiam às mãos, estudar pouco, não cobrir todos os temas do edital e concentrar-se em matérias “preferidas”; Se necessário, buscar experiência: inscrevendo-se em outros concursos, resolvendo provas passadas e simulados. Especialmente se você tiver desafios de ordem psicológica que reduzam seu desempenho na hora da prova. A prática leva à perfeição! Evite também os erros comuns. leia o edital inteiro, chegue cedo e leve tudo que for exigido – nada do que consta no edital é sugestão… Ouça com atenção as instruções dadas no início, e leia a folha de rosto (e se possível a prova inteira – ajuda bastante o subconsciente, se você estiver preparado) antes de começar, e comece pelas questões rápidas e fáceis. Trate o gabarito com a importância devida, e reveja antes de tomar qualquer atitude definitiva, copmo transcrever ou entregar. Além de várias outras técnicas já mencionadas em nossas dicas para estudar e prestar concursos ;-) Trecho do artigo publicado em Organize-se para passar no ‘concurso dos sonhos’ em 2009 (g1.globo.com): Especialistas alertam: somente com disciplina e organização o candidato conquistará uma das mais de 120 mil vagas no serviço público com previsão de serem preenchidas por meio de concursos em 2009. Segundo eles, o caminho a ser percorrido entre a escolha do concurso público e o dia da prova deve ser encarado com tranquilidade, mas com muito foco e dedicação. Trecho da matéria do G1 “O candidato precisa acreditar que passará no concurso como resultado de seu esforço. Ser aprovado é mais do que sorte. É estudo, treino e dedicação. Todos são capazes, desde que estudem o necessário”, diz Carlos Alberto de Lucca, coordenador geral do curso preparatório Siga Concursos. “O número ideal de horas para se estudar é o maior número de horas que o candidato puder, mantida a qualidade de vida e do estudo”, recomenda William Douglas, professor, juiz e autor de 28 livros sobre técnicas e dicas de preparação para concursos.

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Concurso: 12 dicas testadas e aprovadas para passar

Quem passou há menos de 3 meses em um concurso público federal em que havia mais de 400 candidatos por vaga certamente pode ter alguma dica a compartilhar, certo? Concurso é uma palavra não sai da moda em momentos de crise econômica, e a febre de artigos sobre concursos públicos na imprensa nacional reflete este interesse do público. Quando eu escrevi o artigo “Concurso: plano realista para se preparar – e passar“, comentei que além de ter uma experiência pessoal bastante positiva com concursos públicos (e que reflito nos meus artigos), tenho também contato próximo com bastante gente aprovada em concorridos concursos recentes, e que reconheço nelas algumas características em comum. E o mais interessante: várias delas compartilham a minha opinião de que as características que elas têm em comum não correspondem a uma vontade (ou capacidade) insana de estudar todas as apostilas do mundo. Estudar certo é apenas um requisito essencial, mas o que diferencia estes candidatos aprovados com que eu convivo parece ser a capacidade de se manter motivado, de fazer escolhas racionais e de incluir a preparação para concursos na sua vida normal, deixando de fazer com que seja algo que interfere ou atrapalha. As minhas opiniões sobre o assunto já se refletiram em vários artigos que eu escrevi (veja os links ao final deste texto), mas ao ler um destes meus artigos, uma destas pessoas com quem eu convivo (e cujo anonimato vai ser preservado, a pedido) e que recentemente passou em um concurso público federal para um cargo para o qual havia mais de 400 candidatos por vaga me procurou sugerindo compartilhar com os leitores o posicionamento que ela adotou. Claro que eu aceitei a oportunidade de compartilhar estas dicas com vocês, e topei a oferta. Em troca de um cachê milionário, sugeri que ela adotasse o popular formato “12 dicas”, refletindo a experiência pessoal dela, que aí cada interessado pode decidir se são aplicáveis ou não à sua vida pessoal. Portanto, segue o texto dela, na íntegra!
12 dicas de uma aprovada em concurso público
1. Acredite! Ok, você mal começou a ler e já deu de cara com um clichê. Mas é verdade, não tem como se dedicar e manter motivado até o final se você achar que não vai conseguir. Eu costumava pensar: alguém sempre vai passar!
2. Desencane da concorrência! Segundo clichê, tudo bem. Mas imagine que você está suuuper empolgado, saiu o edital, já começou a ir atrás do material e de repente divulgam a relação: 600 candidatos/vaga (ou 100, ou 20, que seja). Não desanime, o que está ao seu alcance para estar à frente deles é VOCÊ se preparar – e a situação deles, coletivamente, não é diferente.
3. Não economize mais do que o necessário. Pense em material de estudo como investimento. Não se endivide, mas também não seja mesquinho. Vale bem mais a pena comprar um livro bom e caro do que comprar outro desatualizado ou que não serve pra nada. E não são só os livros: assine sites especializados. Eu usei o da Folha Dirigida pra download de provas (fiz a menor assinatura, super baratinho e baixei milhões de provas) e para as matérias jurídicas usava também a biblioteca de questões do Portal ClubJus que tem um filtro ótimo que delimita bem o assunto. Na época era gratuito, depois creio que passou a ser cobrado. Mas admito que comprei várias coisas inúteis, como um curso online de raciocício lógico que chegou a me dar vergonha alheia pela quantidade de erros. Nem sempre a gente acerta…
4. Peça ajuda a quem sabe. Leve o edital para um conhecido da área indicar a bibliografia. Para as matérias jurídicas, eu cansei de comprar livros que estavam totalmente fora do propósito até que uma prima advogada me indicou e até emprestou os livros certos.
5. Foco no conteúdo! O tempo muitas vezes é escasso. Se o assunto for interessante, a tentação de divagar fica grande. É como pesquisar na Wikipédia: você entra em um assunto, clica num link, depois em outro e daqui a pouco nem lembra mais onde começou e o que queria saber. A minha dica é ficar sempre com o conteúdo programático em mãos. Eu prendi o meu num desses calendários triangulares de mesa, pra não perder no meio da papelada e ia grifando com um marca-texto os assuntos já estudados.
6. Não se deixe desanimar pelos outros. Tem gente que vai insistir pra você sair bem naquele dia que o estudo está rendendo, outros vão dizer que concurso é uma questão de cartas marcadas (eu não acredito que seja tão fácil de a entidade fraudar com sucesso, pelo menos na maioria dos casos, mas tudo bem). Enfim, tem coisas que é melhor deixar entrar por um ouvido e sair pelo outro.
7. Lazer e equilíbrio. Claro que você vai abrir mão de algumas coisas, mas se ficar trancado em casa não vai se manter motivado por muito tempo. Como eu trabalhava período integral, precisava usar as noites e final de semana para estudar. Desisti de algumas viagens, mas sempre arranjava tempo pra uma cervejinha com os amigos. Tem que ser encontrado o equilíbrio.
8. Respeite-se! Há dias que não adianta, a matéria não entra de jeito nenhum: dê um tempo, caminhe, tome um banho, cozinhe, tome uma cerveja, converse no MSN. Se não tiver jeito, tire o dia de folga e recomece amanhã. Só não pode virar hábito.
9. Plano B. Chegou um momento em que eu estava saturada, me distraía o tempo todo com TV, Internet, comida… Só motivação pura não bastava, aí passei a ir estudar na biblioteca de uma faculdade. E tinha que ser numa bem longe, porque se ia na mais perto de casa me dava muita vontade de fugir pro meu quarto.
10. Exercícios, exercícios! O mais megaimportante: EXERCÍCIOS, MUITOS EXERCÍCIOS, EXERCÍCIOS EXCESSIVOS. Não importa se você estuda lendo, fazendo tabela, resumo, desenho, organograma, o importante é resolver muitos exercícios mesmo. Resolver, e não ficar lendo a pergunta e a resposta certa. Tenho certeza que foi esse exagero que me fez ser aprovada: lia um assunto, daí resolvia umas 100 questões sobre aquilo. Cansava? Ok, só mais 20… Fazendo isso você passa a entender o raciocínio das perguntas, o que a banca costuma avaliar de cada assunto. A formulação muda, mas o conteúdo é semelhante. Além disso, você ainda percebe as suas próprias dúvidas e as corrige.
11. Reprovou em 2? Em 3? Não desista! No último ano fiz 7 concursos e muitas vezes bati na trave, daí pensava: “É, alguém se preparou mais que eu…” Ou ia super bem na prova e caia lá pra trás na classificação por causa de alguma prova de títulos. Não vou mentir, isso me deixava furiosa e às vezes depois de uma decepção dessas ou de uma prova muito difícil, eu me permitia uma semana de folga, ou até mais. Mas logo recomeçava, mesmo que num ritmo mais lento.
12. Tenha um objetivo Minha aprovação mais recente foi para um cargo pelo qual eu tenho fascinação, então não foi difícil: conseguia até me imaginar exercendo. Mas a motivação pode ser qualquer uma: quer ser PF para lutar contra o crime, ser fiscal para combater contrabando ou a galera que sonega enquanto a gente se mata de pagar impostos? O importante é ter foco, e nem sempre precisa ser no contra-cheque e na estabilidade.

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Estudar para o sucesso ou estudar para ser feliz?

O sociólogo inglês T.H. Marshall, autor do primeiro livro sobre o tema da cidadania, - CLASSE SOCIAL, STATUS E CIDADANIA, de 1949 - demonstra como os diretos que compõem a cidadania foram nascendo e se firmando ao longo de três séculos: os direitos civis no Século XVIII, os direitos políticos no Século XIX e os direitos sociais no Século XX.

Diferentemente do adulto que pode e deve exercer seus direitos - direito de votar, de expressar opiniões, de ir e vir, de se filiar a associações ou de escolher uma profissão - a criança tem o "direito de ser obrigada a estudar". Evidentemente, a criança não sabe que tem esse direito, e cabe a seus responsáveis - ou ao Estado - garantir que ela seja obrigada a estudar. Pode-se dizer, numa analogia, que jovens que estão concluindo o ensino médio tem o direito de serem incentivados a continuar estudando.

É exatamente esse o objetivo central deste texto, elaborado para reforçar a energia intelectual dos alunos que em breve irão enfrentar o desafio da escolha de uma faculdade e de uma carreira profissional. De início, convém enfrentar uma questão terrível: por que os jovens - salvo exceções - não gostam de estudar? Sabemos que existem milhares de razões individuais e/ou familiares, como falta de tempo, ambiente familiar tumultuado, falta de dinheiro, problemas de saúde, entre tantos outros. Porém, existe uma explicação geral para essa ausência de gosto pelos estudos, qual seja, jovens - e adultos também! - não gostam de estudar porque não aprendemos a tirar prazer do ato de adquirir conhecimento. Desde cedo somos levados a acreditar que a felicidade mora lá fora, na praia, no sol, no carnaval, no futebol ou na balada noturna. Estudar, por sua vez, é encarado como um pesado fardo do qual precisamos nos livrar o mais rápido possível.

Na origem dessa percepção está um outro problema que merece ser abordado, que é a ausência de incentivo para a busca do conhecimento. O incentivo dado pelo professor em sala de aula é, evidentemente, imprescindível, mas é igualmente importante o incentivo que vem de conversas com familiares e amigos. Uma vez que entre nós, brasileiros, é pouco difundido o hábito de conversar sobre "assuntos da escola", os temas analisados em sala de aula costumam permanecer restritos àquele ambiente. Embora alguns campos do conhecimento não sejam adequados para conversas entre amigos, - como geometria, química ou matemática - felizmente boa parte da matéria dos livros e das aulas é constituída de temas que fazem parte de nosso cotidiano, embora não estabeleçamos articulações entre os conteúdos da História, da Geografia ou da Literatura, por exemplo. É a nossa vida concreta. Tudo se passa como se apenas falar sobre futebol ou sobre novelas de televisão fosse "natural", e não nos damos conta de que dominamos porções de conhecimento específico sobre cada um desses temas, sem o que não haveria área comum para o desenvolvimento da conversa. Da mesma forma como cada um de nós temos um quantum razoável de conhecimento sobre a historia do Brasil, mas dificilmente alguém toma a iniciativa de conversar, por exemplo, sobre a escravidão, ou sobre a economia cafeeira paulista.

Aproximadamente metade dos alunos que estão se preparando para ingressar na faculdade irá escolher cursos das áreas de exatas ou biológicas. No entanto, a área de humanidades tem uma propriedade que deve ser aproveitada por todos os alunos, sejam eles futuros historiadores ou futuros engenheiros: a ênfase na linguagem, tanto no que diz respeito à pratica de redação, quanto na tarefa de ler e interpretar o texto escrito. Esse foco das disciplinas da área de humanidades deve ser aproveitado por todos os alunos, não apenas porque a redação tem peso decisivo nos exames de acesso às faculdades de um modo geral, ou porque sem desenvoltura na leitura e na interpretação ninguém é capaz de compreender os enunciados de questões de matemática, física, ou de quaisquer outras disciplinas. Mas, sobretudo, porque a linguagem é instrumento de desenvolvimento da consciência e do raciocínio. Além disso, a linguagem é o plasma da vida em sociedade, e todas as profissões são exercidas nos marcos da sociedade, com suas conquistas e suas injustiças.

Aqui entra o papel da Literatura. É preciso dizer com todas as letras que ignorar a tradição literária de um povo tem conseqüências deletérias, pois não é possível formar um bom químico, por exemplo, sem uma dose de Machado de Assis. A literatura não apenas expressa quem somos nós, povo brasileiro, como situa os traços de personalidade de cada um de nós - e dos personagens - numa chave universal de humanidade. Um dos mais brilhantes intelectuais que o Brasil já produziu, Antonio Candido, no texto "Direito à Literatura", enfatiza um mérito da Literatura que geralmente passa despercebido: a obra literária é um fator de ajuda na organização de nossos pensamentos e de nossos sentimentos.

Uma vez que o texto literário nos ajuda na compreensão da sociedade e aprofunda nosso entendimento das relações pessoais, a convivência com as obras literárias pode ser importante instrumento na conquista da "inteligência emocional", uma das características pessoais mais valorizadas pelo mercado de trabalho, que nada mais é do que a capacidade de conviver com pessoas diferentes e de absorver decepções de modo civilizado e não auto-destrutivo. A obra literária pode ser uma aliada importante para o profissional de nossos dias, que não pode cogitar parar de estudar, porque a Literatura mantém a mente preparada para a inclusão de novos conhecimentos, pois "ela nos organiza, nos liberta dos caos e nos humaniza", para usar as palavras de Antonio Candido.

Apesar de toda apologia que se possa fazer à ampliação do conhecimento, basta observar a realidade para saber que estudar não garante automaticamente um futuro profissional maravilhoso. Porém, todo mundo da área da educação sabe que há uma relação direta entre escolaridade e nível de renda, conforme já foi comprovado por diversas pesquisas. Independentemente da profissão, o salário - ou a renda, caso se torne um profissional liberal ou um empresário - estará relacionado ao número de anos passados na escola e, é claro, aos cursos de fato concluídos. Essa relação entre escolaridade e renda é verificável até mesmo entre trabalhadores de ocupações idênticas: um caixa de banco que estudou 18 anos ganha mais do que um colega que estudou 16 anos. Entre profissionais que concluíram o ensino superior está igualmente presente essa tendência: um médico que, depois de formado, fez cursos de especialização tem renda mais alta do que um colega que parou de estudar quando recebeu o diploma. Não por acaso, a reputação de "médico de ricos" - equivalente, é claro, à reputação de excelente médico - é construída a partir de títulos obtidos formalmente na universidade, como mestrado ou doutorado. Além da renda propriamente dita, quase todas as realizações que podem ser extraídas de uma carreira profissional dependem da quantidade de anos investidos nos estudos e dos diplomas obtidos. Que fique claro, portanto, que sem educação formal não existe possibilidade de sucesso profissional.

Resta tentar responder à segunda parte da pergunta que relaciona estudo e felicidade. O processo de ampliação do conhecimento habilita cada um a enxergar o mundo e a si próprio com olhos críticos, pois fornece subsídios para a análise apurada das relações sociais que determinam o lugar de cada indivíduo na sociedade. A compreensão dos diversos fatores que compõem a estrutura social permite que o jovem do ensino médio - ou de qualquer estágio da escolarização - se situe de maneira realista diante de uma das perversidades da sociedade contemporânea, que é a integração social pelo consumo. Como a ditadura do consumo nunca pode ser plenamente satisfeita - há sempre um celular novo, um tênis mais bonito ou outro objeto de consumo - a frustração constante pode levar à diminuição da auto-estima e à erosão de relações sociais e familiares. A ampliação do conhecimento facilita a tarefa de desmontar as armadilhas do consumismo, tarefa essa da qual ninguém está liberado, nem mesmo os muito ricos, como fica evidente nos exemplos de milionários que perderam tudo.

O posicionamento crítico diante da realidade social não significa diminuir a capacidade de sonhar. Os sonhos - de realização profissional, de bem-estar material, ou de felicidade afetiva - são o ponto de partido necessário de um projeto a ser perseguido. É claro que esse duplo exercício mental - um olho na realidade e um olho nos projetos de vida - é constantemente submetido a provações de toda ordem. De um lado, os supostos exemplos de jovens que se tornaram muito ricos com o futebol ou com a música, por exemplo. De outro, as dificuldades concretas vivenciadas pelos jovens e suas famílias, e que muitas vezes são motivos reais de abandono ou de adiamento de projetos. Entretanto, o desenvolvimento pessoal, resultado da ampliação do conhecimento, poderá assegurar a capacidade de se manter, de modo realista, na perspectiva da construção de um projeto profissional.

Para encerrar com o mesmo autor, T.H. Marshall define a cidadania como um "conjunto formidável de direitos", no qual está o "direito de participar, por completo, na herança social e levar a vida de um ser civilizado de acordo com os padrões que prevalecem na sociedade". E os padrões que prevalecem na sociedade, sabemos todos, são aqueles de valorização absoluta do conhecimento. Quem esta impedido de participar da herança social devido a insuficiências da formação profissional não pode conquistar a felicidade. Em outros termos, estudar é imprescindível para ser feliz.

Por Roseli Martins Coelho* * Roseli Aparecida Martins Coelho é professora da cadeira de Teoria Política da FESPSP (Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo). Doutora em Filosofia Política e Mestre em Ciências Sociais.

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É Divertido Fazer o Impossível

DIFERENÇAS Um sujeito estava colocando flores no túmulo de um parente, quando vê um chinês depositando um prato de arroz na lápide ao lado.Ele vira para o chinês e pergunta-lhe: - Desculpe, mas o senhor acha mesmo que o defunto virá comer o arroz?E o chinês reponde-lhe: - Sim, quando o seu vier cheirar as flores! Respeitar as opções do outro, em qualquer aspecto, é uma das maiores virtudes que um ser humano pode ter.As pessoas são diferentes, agem de forma diferente e pensam diferentemente. Nunca as julgue, apenas compreenda-as. (Sabedoria Oriental) A LIBERDADE DO PAPAGAIO Um mercador que tinha um papagaio preso a um poleiro, um dia, resolveu viajar para a Amazônia e perguntou ao louro o que desejava de lá. Este lhe pediu: - Se vires algum bando de papagaios livres, pergunta -lhes como também posso ser livre e voar. Na amazônia, o mercador viu um bando de papagaios e gritou-lhes a mensagem do louro. Ao ouvi-lo, o guia do bando caiu como morto. O homem, penalizado, pensou: “Coitado!, devia ser parente do meu papagaio”. Ao voltar, contou o sucedido a seu papagaio e este, para seu espanto, tombou como morto. O homem lamentou, mas, resignado, desprendeu o louro inerte e o atirou ao quintal. No próprio impulso com que foi jogado, ele alçou vôo e pousou num galho. O mercador, muito admirado, perguntou-lhe: - Afinal, o que significa tudo isso? E o papagaio respondeu-lhe: - Apenas segui a lição.Não basta adquirir sabedoria, é preciso também saber usá-la. ( Autor desconhecido) VALORES DO MUNDO Um professor de jardim de infância pediu que os alunos lhe trouxessem à escola, no dia seguinte, a coisa que mais gostassem e que mostrassem para todos os colegas. Qualquer coisa, desde que, para eles, fosse a melhor.No dia seguinte, as crianças chegaram muito animadas, cada qual trazendo aquilo de que mais gostava. Trouxeram seus ursinhos de pelúcia, brinquedos de toda sorte, carrinhos de todas as cores e tipos e bonecas, muitas bonecas.Mas um deles trouxe seu grande pai e o apresentou a todos como sua posse mais valiosa! (Ajay Kumar)

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Construindo Pontes

Conta-se que, certa vez, dois irmãos que moravam em fazendas vizinhas, separadas apenas por um riacho, entraram em conflito. Foi a primeira grande desavença em toda uma vida trabalhando lado a lado, repartindo as ferramentas e cuidando um do outro. Durante anos eles percorreram uma estrada estreita e muito comprida, que seguia ao longo do rio para, ao final de cada dia, poderem atravessá-lo e desfrutar um da companhia do outro. Apesar do cansaço, faziam a caminhada com prazer, pois se amavam. Mas agora tudo havia mudado. O que começara com um pequeno mal entendido finalmente explodiu numa troca de palavras ríspidas, seguidas por semanas de total silêncio. Numa manhã, o irmão mais velho ouviu baterem na sua porta. Ao abri-la notou um homem com uma caixa de ferramentas de carpinteiro na mão. Estou procurando trabalho - disse ele. Talvez você tenha um pequeno serviço que eu possa executar. Sim! - disse o fazendeiro - claro que tenho trabalho para você. Veja aquela fazenda além do riacho. É do meu vizinho. Na realidade, meu irmão mais novo. Nós brigamos e não posso mais suportá-lo. - Vê aquela pilha de madeira perto do celeiro? Quero que você construa uma cerca bem alta ao longo do rio para que eu não precise mais vê-lo. Acho que entendo a situação - disse o carpinteiro. Mostre-me onde estão a pá e os pregos que certamente farei um trabalho que lhe deixará satisfeito. Como precisava ir à cidade, o irmão mais velho ajudou o carpinteiro a encontrar o material e partiu. O homem trabalhou arduamente durante todo aquele dia medindo, cortando e pregando. Já anoitecia quando terminou sua obra. O fazendeiro chegou da sua viagem e seus olhos não podiam acreditar no que viam. Não havia qualquer cerca! Em vez da cerca havia uma ponte que ligava as duas margens do riacho. Era realmente um belo trabalho, mas o fazendeiro ficou enfurecido e falou: você foi muito atrevido construindo essa ponte após tudo que lhe contei. No entanto, as surpresas não haviam terminado. Ao olhar novamente para a ponte, viu seu irmão aproximando-se da outra margem, correndo com os braços abertos. Por um instante permaneceu imóvel de seu lado do rio. Mas, de repente, num só impulso, correu na direção do outro e abraçaram-se chorando no meio da ponte. O carpinteiro estava partindo com sua caixa de ferramentas quando o irmão que o contratou pediu-lhe emocionado: "espere! fique conosco mais alguns dias". E o carpinteiro respondeu: "eu adoraria ficar, mas, infelizmente, tenho muitas outras pontes para construir." E você, está precisando de um carpinteiro, ou é capaz de construir sua própria ponte para se aproximar daqueles com os quais rompeu contato? Pense nisso! As pessoas que estão ao seu lado, não estão aí por acaso. Há uma razão muito especial para elas fazerem parte do seu círculo de relação. Por isso, não busque isolar-se construindo cercas que separam e infelicitam os seres. Construa pontes e busque caminhar na direção daqueles que, por ventura, estejam distanciados de você. E se a ponte da relação está um pouco frágil, ou balançando por causa dos ventos da discórdia, fortaleça-a com os laços do entendimento e da verdadeira amizade. Agindo assim, você suprirá suas carências afetivas e encontrará a paz íntima que tanto deseja. Autor desconhecido

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Descobrindo a própria força

Rachel tinha apenas 16 anos quando, certa noite, recolheu-se ao leito, no dormitório da escola. Acordou, seis meses depois, numa cama de hospital, na cidade de Nova Iorque.Ela sofreu um forte sangramento intestinal que a fez mergulhar num longo estado de coma.Era o fim de sua vida como uma pessoa saudável e o início de uma vida como pessoa portadora de doença crônica.Foi nessa época que Rachel se recorda de ter verdadeiramente conhecido sua mãe.Até então ela era a profissional que passava longas horas trabalhando. Rachel a via quando chegava em casa, tarde da noite, para lhe dar banho, ler uma história, dar-lhe um beijo de boa noite.As lembranças de sua mãe, até então, eram de uma figura passageira que tinha um perfume gostoso e tomava conta dela nos finais de semana.Durante os seis meses de seu coma seus pais se tomaram de temores. Ela era a única filha de pais mais velhos e super-protetores.O prognóstico médico era sombrio. Se saísse do coma, viveria como uma inválida, limitada por uma doença que os médicos não compreendiam, nem controlavam.Teria que se submeter a uma série de cirurgias importantes. Não deveria viver além dos 40 anos. Sem chance de retornar aos estudos.Mas Rachel desejava ser médica. Ali, deitada na cama, ouvindo seu pai lhe dizer tudo isso, ela ficou zangada.Não importava o que diziam os médicos, ela iria voltar aos estudos, à faculdade. Queria ser médica. Nada a impediria.“Ah”, disse o pai, “uma coisa a impedirá, sim. Não pagarei os seus estudos.”Foi então que a mãe de Rachel, sem alteração na voz, afirmou: “Eu pago a faculdade.”“E onde você vai arranjar o dinheiro?” – perguntou ele.Ela continuou a falar, dirigindo-se à filha, como se não o tivesse ouvido: “tenho uma conta no banco há muitos anos. É toda sua, Rachel.”Vinte e quatro horas depois, ela assinou um termo de responsabilidade e retirou a filha do hospital, contra a recomendação médica.Tomou um pequeno avião e levou Rachel de volta à faculdade.Nos seis meses seguintes levou a filha para as salas de aulas, muitas vezes empurrando a cadeira de rodas, porque ela não conseguia andar.Então, quando percebeu que Rachel poderia cuidar de si mesma, a deixou, mas telefonava todos os dias para saber notícias.Os dois anos seguintes foram de muitas lutas. Rachel não conseguia comer direito e tomava medicamentos fortes para controlar os sintomas.Ela se sentia doente, tinha a aparência alterada e estava doze ou catorze quilos abaixo do seu peso normal.Mas foi descobrindo uma força que desconhecia. Encontrou uma maneira de viver essa nova vida e seguir em frente.Concluiu a faculdade e passou a clinicar.Anos depois, conversando com sua mãe, lhe perguntou porque a deixara sozinha em momento tão difícil. Afinal, ela era a sua única filha.Por que não ficou ao seu lado, protegendo-a e mimando-a? Ela não ficou com medo do que pudesse acontecer?“Eu temia por você” – disse-lhe a mãe. “Mas temia ainda mais pelos seus sonhos. Se eles morressem, essa doença dominaria a sua vida. Há muitas formas de morrer, Rachel. A pior delas, é permitir que outras pessoas escolham o tipo de vida que você deve levar.A pior morte é permitir que sejam sepultados os próprios sonhos.” *** Amparar a vida, por vezes, é algo muito completo. Há momentos em que o melhor é oferecer a nossa força e a nossa proteção.No entanto, acreditar numa pessoa num momento em que ela não consegue acreditar em si mesma, tem uma importância toda especial.É a nossa crença nessa pessoa que vai se tornar o seu barco salva-vidas.
Autor desconhecido

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Persistência e coragem

Um homem investe tudo o que tem numa pequena oficina. Trabalha dia e noite, inclusive dormindo na própria oficina. Para poder continuar nos negócios penhora, com muito pesar, as jóias da esposa. Quando apresentou o resultado final de seu trabalho a uma grande empresa, disseram-lhe que seu produto não atendia ao padrão de qualidade exigido. O homem desistiu? Não! Volta para a escola por mais dois anos, sendo vítima de grande gozação por parte de seus colegas, e de alguns professores que o tachavam de "visionário". O homem ficou chateado? Não! Após dois anos, a empresa que o recusou finalmente fecha contrato com ele, porém, durante a guerra, sua fábrica é bombardeada duas vezes, sendo que grande parte dela foi destruída. O homem se desesperou e desistiu? Não! Reconstrói sua fábrica mas, um terremoto novamente a arrasa. Essa é a gota d'água? O homem desistiu?Não! Imediatamente após a guerra segue-se uma grande escassez de gasolina em todo o país, e este homem não pode sair de automóvel nem para comprar comida para a família. Ele entra em pânico e desiste? Não! Criativo como de costume, ele adapta um pequeno motor à sua bicicleta, e sai às ruas. Os vizinhos ficam maravilhados e todos querem também as chamadas "bicicletas motorizadas". A demanda por motores aumenta muito, e logo ele fica sem mercadoria. Decide então montar uma fábrica para essa novíssima invenção. Como não tinha capital, resolveu pedir ajuda para mais de quinze mil lojas espalhadas pelo país. Como a idéia é boa, consegue apoio de mais ou menos cinco mil lojas, que lhe adiantam o capital necessário para a indústria. Encurtando a história: hoje a Honda Corporation é um dos maiores impérios da indústria automobilística japonesa, conhecida e respeitada em todo o mundo. Tudo porque o sr. Soichiro Honda, seu fundador, não se deixou abater pelos terríveis obstáculos que encontrou pela frente. Portanto, se você vive hoje momentos difíceis, como quase todo o mundo, não se deixe desanimar e persista. A vida reserva um prêmio maravilhoso para aquele que persiste, que tem fé, e que não se deixa abalar pelo desânimo. O que sabemos é uma gota. O que ignoramos é um oceano. E se mesmo depois de uma vida inteira de persistência, você não conseguir desfrutar do conforto material desejado, saiba que conquistou algo muito maior, muito mais duradouro do que os tesouros da terra. Você conquistou um dos tesouros do coração e que chamamos de "virtude". Pense nisso! A marcha do tempo é inexorável. De qualquer forma as horas se sucedem. Utilize-as de maneira digna, mesmo que a peso de sacrifícios. Tudo na vida constitui convite para o avanço e a conquista de valores, na harmonia e na glória do bem.

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'Concurso se faz até passar', diz especialista

Autor de livros sobre concurso indica estudar conteúdo de edital e fazer provas antigas.Candidato que concorre há sete anos segue cronograma e escreve tudo o que estuda. Além de autor de 27 livros sobre técnicas e dicas de preparação para os exames, o autor do quadro de horário que inspira a organização pessoal de candidatos de concursos é juiz titular em Niterói (RJ). William Douglas já vendeu mais de 300 mil exemplares. Seu livro mais conhecido, com 120 mil exemplares vendidos, é o "Como passar em provas e concursos", publicado pela editora Campus/Elsevier. William Douglas conta que já foi reprovado em seis concursos e depois aprovado em sete, entre os quais para juiz de direito, delegado de polícia e defensor público. Dos sete, ele passou em primeiro lugar em cinco. Em suas palestras, ministradas para mais de 600 mil candidatos, Douglas mostra o próprio exemplo. Ele também estudou sozinho para concursos e, por isso, tem sido referência para muitos candidatos que estão passando pela mesma experiência. Um dos seus "mantras" é "concurso não se faz para passar, mas até passar". Para isso, ele diz ser primordial ter atenção com a organização e o planejamento da vida pessoal, do tempo e do estudo, além de aprender a estudar e a fazer provas. "O importante é saber que existirá um processo de amadurecimento emocional e intelectual antes do sucesso. Daí, a pessoa deve se preparar para passar um tempo semeando e regando antes de colher." Ele diz que atualmente há uma imensa gama de informações disponíveis em livros, apostilas e na Internet, que disponibiliza material gratuito. "Em qualquer caso, com cursinho ou sem, o que será cobrado está relacionado no edital do concurso, e é isso que deve ser estudado." Outra dica do escritor e juiz é realizar as provas anteriores como treinamento e para se acostumar com a forma de ser indagado sobre a matéria do edital. "Também é recomendável fazer concursos reais, para adquirir experiência. Em casa, é sempre útil aprender a encontrar um lugar adequado, concentração, organizar a vida para poder estudar e fazer exercícios, mesmo que precise ir para uma biblioteca". Anivo Ferreira Santos, de 25 anos, se autointitula "concurseiro de carteirinha" e diz que o livro de William Douglas o estimulou. Morador de Barreiras (BA), tem o sonho de se tornar auditor fiscal. Ele faz concurso desde os 18 anos, mas após 2005 aumentou a intensidade – naquele ano prestou 10. Em 2006 foram 15. Neste ano, já fez oito exames, e quer chegar ao mesmo número do ano passado até dezembro. Sempre se preparando sozinho. "Não me troco por nenhum aluno de cursinho", comenta. Anivo conta que ficou sem trabalhar durante três anos só para estudar entre 2004 e 2007 - o pai o ajudou financeiramente. O esforço valeu a pena. Ele passou em quatro concursos – todos de ensino médio, entre os quais o do IBGE, onde trabalhou até a semana passada como supervisor - o trabalho era temporário. Agora, aguarda ser chamado para a Polícia Militar de Minas Gerais. Ele diz que usava a internet e conseguia CD-Roms com outros concurseiros. Como não tinha dinheiro para comprar apostila, pedia a colegas que estudavam em uma universidade de Brasília para imprimir o conteúdo do CD-Rom no laboratório de informática. Com o material em mãos, estudava trancado no quarto, de preferência de madrugada ou bem cedo, entre as 5h e 6h, "por causa do silêncio", e dormia no máximo quatro horas por dia. No café da manhã, tomava café forte com guaraná em pó. Depois corria uma hora por dia “para oxigenar o cérebro”, sempre das 6h às 7h. Tinha um cronograma com a programação do dia no computador, que seguia à risca. Ele conta que ficou dois anos sem namorar e sem bebida alcoólica por causa dos estudos. “Todo dinheiro era para comprar apostila, pagar a taxa de inscrição e custear as viagens para fazer as provas”, diz. Para o concurseiro de carterinha, o maior rival não é o colega que está na sala de aula fazendo o exame. “Meu maior concorrente sou eu mesmo”, afirma.

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Concurso: dá para conciliar trabalho e estudo

Para consultores, planejamento é mais importante que tempo de estudo. Além disso, combinar trabalho e estudo melhora auto-estima e diminui ansiedade.
Estudar para concurso exige tempo, dedicação e disciplina. Por isso, muitos candidatos optam por deixar seus empregos para dedicar tempo integral aos estudos. Mas coordenadores de cursos preparatórios alertam que essa prática mais prejudica do que ajuda. E avisam: pelo menos 60% dos alunos que passam nos concursos públicos conciliaram trabalho, estudo e família.
"Quem só estuda se cobra muito e na hora da prova fica nervoso. O tempo ocioso, em vez de ajudar, só atrapalha", diz Carlos Alberto de Lucca, coordenador geral do Siga Concursos. Para José Luís Romero Baubeta, diretor de Recursos Humanos da Central de Concursos, "a combinação trabalho e estudo ajuda a melhorar a auto-estima, diminui a ansiedade." Além disso, Baubeta diz que largar o emprego é arriscado porque, via de regra, as pessoas não passam no primeiro concurso. Assim, a frustração aumenta a pressão. "Todos devem ter consciência de que as provas não são fáceis e que podem demorar para passar". De acordo com Lucca, é possível conciliar o emprego e a preparação para o concurso com uma fórmula simples: estudar com direcionamento e foco, e não se ater apenas ao tempo de estudo. Lucca diz que os candidatos devem ficar atentos às matérias que estão nos editais e na forma como elas são abordadas nas questões. "O ideal é resolver provas anteriores para ver o que é perguntado e como é perguntado". Método e planejamento
Ele aconselha o candidato que trabalha a ser metódico, fazendo um planejamento de estudo todos os dias. "Se o aluno estuda uma matéria a cada 20 minutos ele consegue intercalar os momentos de intervalo, como almoço e jantar". Outra dica é fazer uma pausa a cada 50 minutos, por 10 minutos, se o período de estudo for entre três ou quatro horas por dia. "Essas paradas são importantes para o aprendizado". Para quem vai prestar concurso em a um a três meses, Lucca aconselha o candidato a estudar todos os dias. Mas, caso o concurso esteja previsto para mais tempo, é recomendável que ele tire um dia da semana para descansar. "Se o período de preparação é curto, vale investir, mas trabalhar e estudar sem pausa faz o rendimento cair. Nos momentos de descanso, é bom ele [o candidato] fazer o que mais gosta". Família
A família também tem papel importante durante a dedicação aos estudos. "A família deve entender que está sendo priorizada a preparação para o concurso, que é um projeto a médio e longo prazo", diz Baubeta. Lucca recomenda estudar em grupo. Nesse caso, a família pode até ajudar, fazendo perguntas das apostilas. Mas o estudo com outros candidatos também é recomendado, pois um pode tirar as dúvidas do outro. "Verificar provas anteriores ajuda a ver como está o desempenho, o que é preciso reforçar e melhorar", diz. Baubeta indica que o candidato, para ter maior concentração, vá até bibliotecas municipais ou salas de estudo dos próprios cursos preparatórios para estudar. "E estudar com colegas estimula ainda mais", ressalta.

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Para 'craques de concurso', organização garante emprego público

Diminuir o tempo para o lazer. Começar a se preparar o quanto antes. Organizar melhor os estudos. Fazer a prova com confiança. Dicas simples, mas que estão entre as preferidas de quem entende de concursos. O G1 pediu conselhos para três “experts” que já passaram em vários concursos, entre eles o da Receita Federal, um dos mais esperados pelos candidatos. Ricardo Ferreira, 38 anos, Demétrio de Macedo Pepice, 30 anos, e Alexandre Camara Meirelles, 39 anos, contaram o que fez a diferença na hora de encontrar uma vaga em uma repartição pública. Os três foram aprovados em concursos para cargos relacionados à área fiscal, uma das que oferecem os melhores salários na carreira pública. Confira abaixo como cada um deles se preparou.

Demétrio Pepice
Filho de servidores públicos, Pepice interessou-se pela carreira pública por conta da influência dos pais. Formado em engenharia pela Universidade de São Paulo (USP), ele nunca exerceu a profissão. “Logo que me formei percebi que os salários e a estabilidade dos cargos públicos eram mais atrativos do que os oferecidos na área de engenharia”, diz. Ele afirma que começou a estudar para concurso aos 24 anos, assim que concluiu a faculdade. “Como eu não trabalhava, tinha mais tempo para me dedicar.” A facilidade de raciocínio lógico que tinha por conta da graduação o ajudou, mas ele diz que as matérias abordadas nos concursos fogem das vistas na faculdade, o que o obrigou a estudar. No começo, o agente fiscal diz que não sabia por onde começar a estudar e procurou informação com outros concurseiros em sites, blogs e fóruns pela internet. “Descobri os melhores livros e como os candidatos faziam e comecei a fazer o mesmo”, diz. “Meus pais não ajudaram muito porque, na época que eles estudaram, as provas eram diferentes." Para o primeiro concurso que prestou, o da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), ele pode se dedicar em tempo integral, pois não trabalhava. Nos outros concursos, já empregado, ele diz que estudava cerca de três horas por dia, depois que chegava do trabalho. No final de semana eram oito horas seguidas no sábado e outras oito horas no domingo. Mesmo depois de aprovado em um cargo, Pepice prestava outros concursos por conta dos melhores salários. O concurseiro explica que adotou um método no qual descansava de 20 a 15 minutos a cada uma hora e meia de preparo, sempre alternando as matérias. “Eu não fazia nada além de estudar, cheguei a explicar para a família que ficaria mais reservado por conta disso”, diz. Ele também não namorou no período. Eu não fazia nada, cheguei a explicar para a família que ficaria mais reservado por conta dos estudos." Quando o concurseiro não tinha muito conhecimento a respeito de uma matéria, como as voltadas para a área jurídica, ele buscava cursos que ajudassem na compreensão do tema. “Primeiro eu me preocupava em aprender o tema. Depois que eu já sabia a teoria, fazia exercícios de provas anteriores e simulados”. Ele estima que, caso fosse dividir o tempo de estudo, 40% seria para aprender a matéria e outros 60% para fazer os exercícios. Para ele, estudar ajudava inclusive a combater o nervosismo na hora da prova. “Quanto mais preparado o candidato está, mesmo que fique nervoso, o nível de conhecimento é o suficiente para passar”, diz. O fiscal tinha em mente que passar só dependia dele. “Em vez de eu disputar com os outros, sempre tentei lutar comigo mesmo. Pensava ‘se eu tiver nota acima de determinada pontuação, consigo passar’”
Ricardo Ferreira
Ele perdeu as contas de quantos concursos já passou, mas garante que foram mais de dez. Para ajudar aqueles que ainda estão na fila por uma cadeira em uma repartição pública, Ferreira escreveu o livro “Manual dos Concurseiros - Dicas e estratégias para passar em concursos”, da Editora Ferreira. Para ele, a vontade de ingressar na carreira pública veio depois que foi reprovado nas seleções de empresas privadas. “Passava nos testes escritos, mas era reprovado por critérios subjetivos”, diz. O primeiro concurso que prestou foi para escriturário do Banco do Brasil. “Como as matérias eram parecidas com o que eu via na faculdade de ciências contábeis, consegui passar”, revela. O fiscal conta que sempre usou como referência para os estudos provas anteriores da mesma organizadora do concurso que pretendia fazer. Eu evitava estudar com sono, com fome, cansado ou estressado.” " O estudo durava em média três horas por dia, priorizando a qualidade e não a quantidade. “Eu tentava transformar as informações em um sistema de lógica, sem decorebas”. Como sempre precisou trabalhar, nunca teve tempo integral para os estudos e, por isso, buscava aproveitar momentos como viagens de ônibus e filas de espera para ler. “Eu evitava estudar com sono, com fome, cansado ou estressado.” Ferreira afirma que lia as matérias básicas dos concursos da área de interesse, a fiscal, sem nem mesmo saber para qual concurso estava se preparando. Quando saía a autorização de um concurso, ele já corria atrás de informações de provas anteriores. Dessa forma, após a publicação do edital ele só precisava se atentar às matérias específicas ou a novidades. Ele afirma que abriu mão de uma série de coisas. "À noite, em vez de ligar a TV, lia um livro. Eu reservava só o domingo para ir à praia e namorar." Ele sugere que, como estímulo para os estudos, os concurseiros mentalizem os resultados positivos que terão depois de aprovados. Alexandre Meirelles

Prodígio, Meirelles começou a prestar concurso público aos 14 anos, quando ainda não sabia direito o que pretendia ser quando crescesse. Foi aprovado nas escolas de cadetes da Aeronáutica e do Exército, onde chegou a cursar os dois primeiros anos. Desistiu da carreira militar para prestar vestibular e ingressar no curso de informática na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Porém, nunca trabalhou na área, da qual desistiu assim que foi aprovado no concurso para fiscal da prefeitura de Belo Horizonte. Meirelles se interessou pela carreira pública influenciado pelo pai de um amigo. “Ele dizia que trabalhou em empresas privadas a vida toda, mas foi quando entrou para a área fiscal na carreira pública que encontrou tranquilidade e um salário digno”, disse. “Hoje, o pai desse meu amigo se aposentou e mora no Guarujá [litoral de SP] com sua esposa, feliz da vida, curtindo o salário integral de quando era da ativa”, completou. Quando eu comecei a estudar, parecia um ‘vegetal’, só saía de casa para trabalhar e, de vez em quando, sair para jantar com minha mulher." Para Meirelles, não existe aprovação sem muita dedicação aos estudos. “Quando eu comecei a estudar, parecia um ‘vegetal’, só saía de casa para trabalhar e, de vez em quando, sair para jantar com minha mulher”, diz. Ele acredita, porém, que a preparação deve ser saudável. “Estudava o máximo que eu conseguia com saúde. Procurava dormir de seis a oito horas por dia”. É preciso, crê, aprender a estudar. “Uma pessoa que nunca estudou vai demorar mais tempo para se organizar do que aquela que se preparou para provas por mais tempo." Os estudos começavam um ano antes da prova. Quando saía o edital, direcionava os estudos para as matérias novas ou específicas. Ele também fazia exercícios de provas anteriores feitas pela mesma banca do concurso. Para o agente fiscal, é importante que os concurseiros busquem informações sobre bons cursos e livros antes de “mergulharem” nos estudos. “Sou fiscal há 15 anos e nunca, nem por um segundo sequer, me arrependi do dia que resolvi me dedicar aos estudos para concursos. Foi a melhor escolha da minha vida, sem dúvida alguma", diz.
Fonte : G1.com

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O que voce realmente quer?

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

O mais importante é conhecer quais são os melhores (e mais eficazes) métodos de estudo e aprendizagem para você. Muitas vezes mudamos alguns detalhes na nossa rotina e isso nos proporciona um entendimento muito melhor do que estamos estudando. Aprendizagem com qualidade significa otimizar tempo e esforço para obter o melhor resultado nos estudos. Isto quer dizer que é preciso “aprender a aprender” a como passar nas provas de concursos públicos, e isso da maneira mais inteligente possível. O primeiro passo é QUERER. Isso pode parecer bobagem , mas não é. Muita gente diz que quer passar nas provas, ter uma carreira pública, mas não “quer” isso realmente, diz da boca pra fora que está estudando, mas não se concentra e não busca isso do fundo do seu coração. Se você realmente quer passar, seus estudos vão ter outra prioridade na sua vida e com certeza, mais cedo do que você imagina você estará na lista dos aprovados. O resultado esperado depende muito do caminho percorrido, e o método usado para percorrê-lo. Quem faz as coisas por fazer, sem vontade e determinação, não obtém o que deseja. É preciso ter vontade, determinação e conscientização para poder aproveitar o máximo de suas potencialidades. Isso vai evitar esforços demasiados, baixa produtividade e frustações com resultados. Com determinação e um bom método de estudo, otimizado às suas capacidades, a aprovação vem naturalmente. Por isso, pense: você realmente quer passar em algum concurso público? Sua mente e coração estão sinceramente dando prioridade a esse objetivo de vida? Se não, você tem duas alternativas: ou desiste de uma vez, pare de perder seu tempo e invista em outra coisa, ou então, mude de atitude, invista neste objetivo e direcione sua vida e mente para alcancá-lo. Use todo o seu potencial para obter o sucesso desejado! Se você realmente quiser você vai passar em qualquer concurso!

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Concurso é a morte...

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Faz algum tempo, li uma pessoa dizendo que “concurso não é a panacéia de todos os males”. Gostei, realmente não é. O que me motivou a escrever o texto de hoje foi ouvir uma criatura dizer que acha o concurso “a morte de todos os sonhos e talentos”. Ui. O que me preocupa é que algum concursando ouça essas frases pessimistas e, por estar cansado ou mal esclarecido, acredite nelas. Se fazer concurso acreditando já é difícil, imagina com os conceitos errados! Quem for prestar concurso precisa acreditar que essa opção vale a pena. Se não for assim, melhor nem tentar: a pessoa deve investir no que realmente acredita. Eu acredito em concursos e direi o porquê neste artigo. Outra coisa que me preocupa é a pessoa que começa a falar mal dos concursos assim como a raposa concluiu que “as uvas estão verdes”. Sempre digo que concurso resolve uma série de problemas, mas não todos, e também costumo dizer, nas palestras, que “ser feliz é melhor do que passar em concursos”. Meio-plágio da frase do meu amigo Roberto Shinyashiki. Aliás, eu, ele, o Lair Ribeiro e o Augusto Cury temos boas relações de amizade e estamos acostumados às críticas rotineiramente direcionadas aos autores chamados de “auto-ajuda”. Já pensei em escrever sobre isso: o preconceito contra o estilo “auto-ajuda”, mas este não é o tema de hoje. Na verdade, o crescimento dos concursos públicos gerou também o crescimento dos que atacam essa opção. Não me refiro aos inimigos históricos dos concursos: o nepotismo, o cargo em comissão, o apadrinhamento político, o fisiologismo, os “concursos” fajutos, as fraudes, as seleções por currículo, a imoralidade das ONGs e assim por diante. Há inimigos novos: as pessoas que dizem que concurso não é isso tudo, não é aquilo, é a morte dos sonhos e dos talentos, que o Brasil precisa disso e daquilo. Ora, claro que o Brasil precisa disso e daquilo. Precisa de bons engenheiros, bons administradores, empresários, artistas, escritores, marceneiros. Precisamos de tudo. O que não precisamos é informação equivocada. Também precisamos de bons servidores públicos: competentes, dedicados, talentosos, pessoas que saibam servir, que cumpram o dever, que sejam honestas, que não sejam arrogantes, que tratem as pessoas como gostariam de ser tratadas. Pessoas que façam sua parte e, depois do expediente, façam o que preferirem. O concurso não é a morte de todos os sonhos e talentos. Primeiro, porque conheço gente que sonhou a vida toda em ser delegado de polícia, e hoje é. Conheço quem quis ser dentista, e hoje é dentista do Tribunal, da Marinha etc. Para eles, não foi a morte do sonho. E o talento? Por exemplo, é preciso talento para ser um bom policial. Outro dia, na Ponte Rio – Niterói, vi uma equipe trabalhando tão bem diante de um acidente e, em seguida, incidente (briga, bêbados, abusados etc), que tive orgulho da Polícia Rodoviária Federal. Tudo gente nova, concursada, trabalhando de um jeito primoroso. Pessoas talentosas. Pode ser que façam outros concursos (um deles me contou que está fazendo Direito...), mas pode ser que sejam como minha Diretora de Secretaria, na 4a. Vara Federal de Niterói, que optou por não fazer outros concursos e ser, com orgulho, competência e talento, o que é: serventuária da Justiça. Assim, informo que há muita gente com sonho realizado, e muita gente talentosa, trabalhando no serviço público. Tenho orgulho deles. Esses servidores continuam vivendo num país em guerra civil, com uma carga tributária vergonhosa, tendo que resolver os problemas de saúde, família, amor, além dos outros que surgem diariamente, mas com estabilidade, bons salários e uma série de prerrogativas. E servem ao povo. Servir ao povo é uma bela carreira. Ah, e aquele sujeito talentosíssimo para a outra coisa e que se deixou morrer no serviço público? Bem, a culpa – se existe – é dele, não do serviço público. Eu conheço vários que trabalham dignamente no serviço público e se dedicam a outros prazeres fora do expediente. E estão com as contas pagas. Ou o poeta vive só da poesia, o que é bonito, ou o poeta pode ser poeta e servidor público (como, por sinal, é tradição brasileira ter grandes escritores no serviço público). Que mal há nisso? Conheço quem virou AFRF até montar seu consultório dentário e depois pediu exoneração, aliás, abrindo mais uma vaga para quem vinha chegando. O concurso, para ele, foi o que possibilitou a realização de um sonho (“a porta para o sonho”). E conheço até quem é juiz federal e trabalha à noite e nos finais de semana falando sobre como passar em concursos. Prazeres diferentes e concomitantes. Vou falar um pouco do meu caso. Eu amo ser juiz federal. Tenho orgulho disso, me sinto útil servindo à coletividade, tenho uma excelente produtividade (graças não só a mim, mas a uma equipe extraordinária de servidores competentes, dedicados e talentosos), uma série de prerrogativas etc. E nem por isso todos os meus dias são cor-de-rosa. Há dias em que acho muito bom ser juiz, e há outros em que quero largar tudo. Tenho um dos cargos mais cobiçados da República e nem por isso estou livre de dias ruins. Há dias ensolarados e dias sombrios; dias em que acho que vale a pena ser juiz, outros em que acho que não. O fato é que o serviço público não é o único oásis onde bebo. Tenho outros sonhos, projetos, família, igreja, poesia, corrida etc. Nem o sujeito que só quer ser juiz ou delegado pode se dar ao luxo de esgotar toda sua existência em apenas um oásis. Assim, eu sou um caso de alguém que pagou o preço para passar, que trabalha como servidor e que também investe sua vida em outros projetos. Se quiser ser só poeta e não separar tempo para trabalhar noutra coisa, tudo bem; eu que peça exoneração e vá viver minha vida. Mas se não consigo ou banco viver só de e da poesia, a culpa é minha: não devo ficar reclamando da vida nem da outra coisa que eu for fazer. Isso me cansa: pessoas que ficam reclamando de tudo em vez de resolverem suas vidas. Você pode decidir: se quer ser poeta e tem asco de fazer outra coisa, vá ser poeta e não reclame da vida. Terei orgulho de você. Mas se quer ser poeta e acha que pode estudar, passar em um concurso, e ser um poeta que tem estabilidade, bons vencimentos etc, que serve ao semelhante durante parte do seu dia, você é um concursando em potencial. Faça o que tiver de ser feito e seja poeta e servidor público. Também terei orgulho de você. Seu prazer é outro que não a poesia? Hum... a arte, qualquer delas, a música, a dança, os passeios, o convívio com os filhos? Escolha: a poesia pode tomar qualquer formato. Não sou um parnasiano. Hoje escrevi para dizer que o concurso pode ser o sonho, ou o caminho para o sonho, ou só a forma honesta e digna de pagar suas contas. Não importa. Se o seu sonho é outro e nele não há lugar para o concurso, não sinta culpa: vá viver sua vida. Mas por favor, não fale das pessoas que optaram pelo concurso como uma carreira, um caminho ou um ganha-pão. No poema “O convite”, Oriah Mountain Dreamer diz: “Não me interessa saber onde você mora ou quanto dinheiro tem. Quero saber se, após uma noite de tristeza e desespero, exausto e ferido até os ossos, é capaz de fazer o que precisa ser feito para alimentar seus filhos”. Se você só está no concurso para alimentar seus filhos, cara, eu tenho orgulho – muito – de você. Se você está aqui, no serviço público, de passagem ou para bancar outros sonhos, ótimo também. Espero que seja um bom servidor, tanto quanto o que só fez concurso pelos vencimentos. Se quer ser servidor mesmo, se é seu sonho, eu quero lhe dizer que você escolheu uma carreira honrosa, digna, útil ao país e ao planeta. Em suma, eu não quero saber se você, concursando, está cansado ou se o que quer é alimentar os sonhos, os filhos ou outra coisa. Também não me importa onde mora ou o quanto ganha, pois sei que a felicidade, assim como sua rival, se esconde em todos os bairros e em todas as contas bancárias, qual seja o tamanho que venham a ter. Também sei que quem passa em concurso melhora de vida. Eu escrevo para dizer que tenho orgulho de você, concursando, que está fazendo o que precisa ser feito, pelos seus motivos (pois, afinal de contas, a vida é sua). Não se assuste nem melindre com pessoas sem paciência, sonho, garra ou problemas suficientes para ir em frente e escolher um caminho para se resolver. Não tenho grande apreço por quem não faz uma coisa, não desiste dela, e ainda não aprendeu a respeitar as decisões que você tomou. Se você é um concursando, eu tenho orgulho de você. Tenho visto muitos concursandos sofrendo... a coisa é trabalhosa. Tem hora que parece que está roendo até os ossos. Sim, mas e daí? Como digo no livro sobre Maratona, são os fortes que sentem dor. Os fracos desistem. Se você está “ralando”, sofrendo, é porque é forte. Um sujeito mais fraco já teria arrumado uma desculpa, ou um culpado, e caído fora. Como diz meu mantra, “a dor é temporária, o cargo é para sempre”. Continue assim, fazendo a coisa certa, se aperfeiçoando, estudando, treinando, que o cargo será seu, mais cedo ou mais tarde. Uns estão estudando e fazendo as provas, outros estão fazendo discursos, críticas e observações maldosas, invejosas, medrosas etc. Wilde disse que “estamos todos na sarjeta, mas alguns estão olhando as estrelas”. Eu estou olhando as estrelas das armas da República. Eu a represento como juiz federal, você vai representá-la, mais cedo ou mais tarde, em algum cargo, emprego ou função, todos nobilíssimos, para quem tem garra e coragem de ir em frente. Parece ufanismo? Não sei se algo que acontece, que funciona, pode ser chamado de ufanismo. Concurso funciona. Parece coisa de autor de auto-ajuda? Tudo bem, eu sou autor de auto-ajuda, então. Sem problema, eu não tenho vergonha, mas antes um justo orgulho de poder ajudar o próximo. Técnicas? Estão nos livros. Motivação? Também. Afinal, como disse, não tenho problemas em ser tachado de autor de auto-ajuda por, de fato, exercer essa tarefa em parte de meu cotidiano. Ter sucesso em concursos, em qualquer coisa, demanda uma combinação de motivação e de técnicas. Eu trabalho com ambas e estou feliz com os resultados. Funciona, simplesmente funciona. Antes isso do que ficar falando de quem está correndo em busca de alguma coisa. É preciso buscar a própria felicidade. O concurso é uma opção válida. Se você quer fazer, faça direito; se não quer, respeite a opção de quem quer e gaste suas energias naquilo em que acredita. O importante é cada um buscar sua felicidade. Para concluir, uma sugestão para você, concursando: se alguém estiver lhe aborrecendo com essas historinhas de que concurso é uma coisa ruim, sugiro que imprima esse texto e entregue à pessoa, com meu carinho e meu abraço. Peça para ela deixar você tocar sua vida, fazer suas escolhas, colher os frutos que cada escolha proporciona. Peça para ela não ser uma rádio que toque uma música fúnebre ou desagradável. Ou o silêncio ou elogios, ok? Como dizia Ted Turner, “lidere, siga ou saia do caminho”.
Willian Douglas

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5 Dicas sobre como passar em concursos públicos

DICA 01 - PLANEJAMENTO Defina exatamente o que você quer, antes de começar uma caminhada, deve-se saber qual será o destino. Primeiro, escolha o cargo desejado, consulte editais anteriores e traçe seus objetivos. Planeje sua preparação e seus horários de estudo, decida qual serão os métodos utilizados, programe simulados e revisões e busque todas informações possíveis sobre como conquistar o cargo desejado.
DICA 02 - MÉTODO DE ESTUDO Não adianta estudar sem critérios ou métodos adequados, é melhor 1 hora de estudo bem aproveitado do que 3 horas de estudo sem concentração, disperso e fora de foco. Procure estudar sempre em um horário específico, com ambiente calmo e com materiais adequados. Identifique qual é a sua melhor maneira de absorção da matéria, seja lendo em voz alta, fazendo resumos ou estudando em grupos e em cursos preparatórios.
DICA 03 - DISCIPLINA Estabeleça datas e horários específicos para seus estudos e lazer. Cumpra rigorosamente todo o seu planejamento, desta forma você não se sentirá perdido e nem arrependido por ter deixado de fazer alguma coisa. Lembre-se que muitos tem o mesmo desejo que você e que só quem tiver muito esforço e dedicação chegará lá. Então tenha muita determinação em passar e pratique sua autodisciplina para conquistar o seu objetivo.
DICA 04 - MOTIVAÇÃO A motivação é fundamental, não é fácil continuar com a mesma motivação durante várias semanas ou meses, principalmente quando há algumas derrotas e tropeços no caminho. A motivação é particular e depende de você, procure formas de se motivar, pense em coisas positivas que acontecerão com você quando conseguir sua aprovação.
DICA 05 - PERSEVERANÇA Muitos acham difícil começar uma caminhada, mas na verdade começar qualquer coisa é fácil, difícil é perseverar e continuar, mesmo quando tudo dá errado, quando muitos não acreditam e quando tudo parece só um sonho. O importante é sempre ir em frente, sem olhar pra trás e focando sempre no objetivo, com persistência e muita força de vontade. Aprenda com seus erros e continue, nunca desista que um dia você chega lá.

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Video motivacional para concursos

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Para passar em concurso público é preciso estratégia, confiança, e motivação. Agir com estratégia faz grande diferença rumo ao sucesso!

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Motivação: O Primeiro Passo

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Motivação, é o desejo por trás de todas as ações de um ser vivo, é o processo responsável pela intensidade, direção, e persistência dos esforços de uma pessoa para o alcance de uma determinada meta. A motivação é baseada em emoções, especificamente, pela busca por experiências emocionais positivas e por evitar as negativas, onde positivo e negativo são definidos pelo estado individual do cérebro, e não por normas sociais: uma pessoa pode ser direcionada até à auto-mutilação ou à violência caso o seu cérebro esteja condicionado a criar uma reação positiva a essas ações. Por isso, vemos que o primeiro passo que uma pessoa precisa dar para passar em concurso público é ter motivação. O problema maior, é que motivação não é comprada em qualquer lojinha da esquina. Motivação é conquistada. Mas, como conquistar a motivação? Essa é uma pergunta muito difícil de ser respondida por outros. Você tem que saber o que mais lhe motiva. E para você conseguir descobrir o que mais lhe motiva, vou tentar passar algumas dicas, tenho certeza, que se identificará com pelo menos uma dessas: Deus: É uma fonte de ânimo e consolo, de força para viver e prosseguir. Muitas pessoas tem vontade de dedicar mais seu tempo à Deus, mas não tem esse tempo. Então buscam ser bem sucedidos em seus empregos, para poderem retribuir sua divindade.

Família: Outros, precisam ajudar a família, que não está em uma situação muito boa, criança precisa de fraldas, o parceiro amoroso quer mais tempo e dinheiro. Essa é uma das principais motivações para ser bem sucedido.

Dinheiro: Já dizia um velho deitado ditado: “Dinheiro não traz felicidade. Mas compra!”. Alguns dizem que o ditado é mentira, mas a grande maioria, diz que isso é verdade sim. É claro, que não queremos ser tão ambiciosos a ponto de deixar de lado outros motivos dessa lista, pois se tivermos somente essa motivação, o dinheiro pode até vir, mas a felicidade, vai ser difícil, visto que o ser humano é carente, e precisa de alguém lhe confortando, seja um amor, seja Deus, seja qualquer outra coisa.

Tempo: Quanto mais estudar com qualidade, mais rápido conseguirá ter uma vida estável, e mais tempo terá para as pessoas que ama, e para desenvolver os projetos pessoais que cada um guarda dentro de si.

Resolver Problemas: Algumas pessoas, resolvem fazer concurso para resolver seus problemas, bem como: “Quero me separar do meu marido, mas não quero depender de pensão”, ou então: “Acabei de me formar em odontologia, preciso juntar dinheiro, e abrir meu consultório”. Isso é o que motiva muitas pessoas a tentarem a vida em concursos públicos.

Segurança: Quem não deseja ter segurança em seu emprego, poder fazer greve quando o salário não está compatível com o mercado, e ter certeza, que seu salário não irá atrasar?

Concordo que é difícil estar sempre motivado, algumas vezes, você pode até pensar em abandonar tudo, jogar tudo pro alto, e continuar sua vida do jeito que está, pois é difícil passar em concurso. Mas não é bem assim que funciona, quando aparecer a vontade de jogar tudo pro alto, pare, pense, e tente se motivar com algum dos elementos acima. Não é fácil se esforçar tanto para passar em um concurso, e quando sai o resultado, você se vê mais uma vez na lista dos que não conseguiram. Para se manter motivado, existem alguns truques, que são: Pense no seu futuro salário, e no tempo livre que terá, caso passe em algum concurso; Tenha sempre em mãos (ou no desktop do computador) uma foto da(s) pessoa(s) que você ama; Deixe no seu desktop uma foto no estilo da imagem desse texto. Resumindo: Tenha compromisso e saiba escolher. Lembre-se: Concurso não se faz para passar, se faz até passar. Fonte: Como Passar em Provas e Concursos

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Audio Maratona de vida de concurseiros e dicas para superação pessoal d Willian Douglas

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Excelentes dicas e testemunho de superação de willian douglas, dado em palestra para concurseiros, vale apena assistir e aprender a superar as dificuldades nossas de todos os dias, é dificil superar todos os obstáculos que temos na nossa frente, esse mago dos concursos públicos dá essas dicas para nós, superar nós mesmos.

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5 DICAS SOBRE COMO TER SUCESSO EM CONCURSOS

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Dica 01 – PERSEVERANÇA O caminho é árduo, mas nunca se dê por vencido. Acredite em si. Se você duvidar de sua capacidade nada vai dar certo. Agora, cuidado, não acredite demais em si mesmo, identifique suas dificuldades, dúvidas e procure saná-las. Freqüente um bom cursinho, forme um grupo de estudos, identifique as matérias que você tem menos afinidade e dedique um tempo maior de estudo para elas. Em fim, seja perseverante, estabeleça seus objetivos “concursais” e persiga-o sem medir esforços.
Dica 02 – DISCIPLINA Faça aquilo que estiver planejado. Cumpra com o seu planejamento. Estabeleça regras a serem seguidas, tais como: cuidado com o sono, horários pré-estabelecidos de lazer, horários de estudo matéria por matéria. Fazendo dessa forma você evita aquela sensação de frustração, de não cumprir com o que estava planejado para estudar. O bom mesmo é se superar, por exemplo, planejar estudar 4 horas e conseguir 6 horas ininterruptas, é planejar acabar dia tal com o conteúdo programático de determinada matéria e conseguir antecipar esta data.
Dica 03 – CONCENTRAÇÃO Mais vale 3 horas de um estudo concentrado, anteriormente planejado, do que 8 horas de estudo disperso, interrompido, sem concentração. Quem nunca leu uma única linha várias vezes e não conseguiu absorver nada. Identifique horários do dia, situações, ambientes e técnicas onde seu poder de aprendizagem é maior. Alguns gostam de estudar nas primeiras horas da manhã, outros rendem mais estudando a noite. Não importa, perceba o que funciona melhor para você e concentre-se.
Dica 04 – PLANEJAMENTO Saiba exatamente o dia em que você estará preparado para passar no concurso escolhido. Planeje seu estudo matéria por matéria, planeje suas revisões periódicas, programe resoluções de exercícios.
Dica 05 – MOTIVAÇÃO Aqui mora um grande perigo. Já vi muita gente boa ficando no meio do caminho. Desistindo antes de completar o ciclo. Não desanime. Encontre motivação nos pequenos progressos. Alegre-se com suas conquistas e esteja preparado para as decepções. Entenda que obstáculos e quedas fazem parte de uma caminhada.
Sucesso!

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Aprendendo a Fazer concurso Por Waldir Santos

domingo, 3 de maio de 2009

Excelente artigo do Prof Waldir santos, vale apena ler.

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Texto Motivacional sabedoria Oriental

HISTÓRIA ORIENTAL
Havia numa aldeia um velho muito pobre que até reis o invejavam, pois ele tinha um lindo cavalo branco… Reis ofereciam quantias fabulosas pelo cavalo, mas o homem dizia:– Este cavalo não é um cavalo para mim, é uma pessoa. E como posso vender uma pessoa, um amigo? O homem era pobre, mas jamais vendeu o cavalo. Numa manhã, descobriu que o cavalo não estava na cocheira. A aldeia inteira se reuniu, e disseram:- Seu velho estúpido! Sabíamos que um dia o cavalo seria roubado. Teria sido melhor vendê-lo. Que desgraça!O velho disse: — Não cheguem a tanto. Simplesmente digam que o cavalo não está na cocheira. Este é o fato, o resto é julgamento. Se se trata de uma desgraça ou de uma benção, não sei, porque este é apenas um julgamento. Quem pode saber o que vai se seguir? As pessoas riram do velho. Elas sempre souberam que ele era um pouco louco. Mas, quinze dias depois, de repente, numa noite, o cavalo voltou. Ele não havia sido roubado, ele havia fugido para a floresta. E não apenas isso, ele trouxera uma dúzia de cavalos selvagens consigo. Novamente, as pessoas se reuniram e disseram: – Velho, você estava certo. Não se trata de uma desgraça, na verdade provou ser uma benção. O velho disse: — Vocês estão se adiantando mais uma vez. Apenas digam que o cavalo está de volta… Quem poderá saber se é uma benção ou não? Este é apenas um fragmento. Se você lê uma única palavra de uma sentença, como poderá julgar todo o livro? Desta vez, as pessoas não podiam dizer muito, mas interiormente sabiam que ele estava errado. Doze lindos cavalos tinham vindo…O velho tinha um único filho, que começou a treinar os cavalos selvagens.Apenas uma semana mais tarde, ele caiu de um cavalo e fraturou as pernas. As pessoas se reuniram e, mais uma vez, julgaram. Elas disseram:– Você tinha razão novamente. Foi uma desgraça. Seu único filho perdeu o uso das pernas, e na sua velhice ele era seu único amparo. Agora você está mais pobre do que nunca. O velho disse: Vocês estão obcecados por julgamento. Não se adiantem tanto. Digam apenas que meu filho fraturou as pernas. Ninguém sabe se isso é uma desgraça ou uma benção. A vida vem em fragmentos; mais que isso, nunca é dado. Aconteceu que, depois de algumas semanas, o país entrou em guerra, e todos os jovens da aldeia foram forçados a se alistar. Somente o filho do velho foi deixado para trás, pois recuperava-se das fraturas. A cidade inteira estava chorando, lamentando-se porque aquela era uma luta perdida e sabiam que a maior parte dos jovens jamais voltaria. Elas vieram até o velho e disseram: – Você tinha razão, velho. Aquilo se revelou uma benção. Seu filho pode estar aleijado, mas ainda está com você. Nossos filhos foram-se para sempre. O velho disse: — Vocês continuam julgando. Ninguém sabe! Digam apenas que seus filhos foram forçados a entrar para o exército e que meu filho não foi. Mas somente Deus sabe se isso é uma benção ou uma desgraça. Não julgue, porque dessa maneira jamais se tornará uno com a totalidade. Na verdade, a jornada nunca chega ao fim. Um caminho termina e outro começa: uma porta se fecha, outra se abre. Aqueles que não julgam estão satisfeitos simplesmente em viver o momento presente e nele crescer… Somente eles são capazes de caminhar com Deus. Na próxima vez que você for tirar alguma conclusão apressada sobre um assunto ou sobre uma pessoa, lembre-se desta mensagem. (Autor Desconhecido). Fonte : Blog efetividade

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Dicas Valiosas de Willian Douglas para concurseiros

sexta-feira, 1 de maio de 2009

1 - PROGRAME O SEU DIA-A-DIA EM FUNÇÃO DO CONCURSO Não perca aulas do cursinho ou colégio devido a outras obrigações. O tempo planejado de estudo e as aulas são o que há de mais importante no momento. Comprometa horários do seu dia para estudar. Não abra exceções. Fuja daquelas idéias: "só hoje..."; "isso só acontece uma vez por ano...". Esse esforço é o preço do sucesso. O seu dia e sua rotina devem ser planejados para que você obtenha o máximo de tempo possível para estudar. A conquista do seu futuro!
2 - NÃO SE APRESSE Estudar sempre que pode não significa ler mil páginas por semana. Seja incansável, mas não apressado. Leia com calma, entenda os conceitos, resolva muitas questões sobre cada tema. Preocupe-se em assimilar as informações, não apenas em obtê-las. Assim, seu objetivo deve ser aprender e não acabar o livro. Leia com atenção linha a linha e faça resumos: Apreenda o que você estudou!
3 - SEJA UM POUCO ANTI-SOCIAL Aprenda a recusar convites. Não se sinta obrigado a almoçar com colegas ou coisas do gênero. Não importa que o chamem de estranho. Quando passar no concurso, virará excêntrico. Não importa que o chamem de neurótico: é melhor ser um neurótico aprovado do que um suposto normal freqüentando o cursinho de novo...
4 - SEJA EGOÍSTA (OU QUASE...) Deixe por uns tempos de visitar parentes distantes, perca festas familiares e reuniões do gênero. Concurso não rima com badalação. Nessa etapa da vida, você não pode se dar o luxo de se preocupar demais com o sentimento alheio. Preocupe-se com o estudo! Se os amigos insistirem, prometa-lhes um churrasco de comemoração quando sair a lista de aprovados com o seu nome. Se forem de fato amigos seus, eles o entenderão.
5 - ESTUDAR SOZINHO? Professores e colegas podem ajudá-lo, mas você precisa de um tempo para estudar sozinho. Há detalhes da matéria que necessitam de amadurecimento e só são de fato apreendidos através de uma análise individual. Por outro lado, pode ser interessante manter um pequeno grupo (até três pessoas) para resolver e discutir exercícios. Um grupo empenhado funciona como um elemento motivador, que auxilia a manutenção do ritmo e do interesse.
6 - SEJA CONFIANTE Da mesma maneira que não podemos desprezar nossos concorrentes, não devemos nos achar incapazes. Não tenha pena de você. Mergulhe de cabeça no concurso, valorize sua capacidade e acredite no seu potencial. Se não acreditar em você, ficará mais complicado envolver sua família e seus amigos no processo de preparação. Sendo confiante, conseguirá preservar e ganhará paciência para enfrentar as dificuldades que surgirem.
7 - DIGA-ME COM QUEM ANDAS Procure, nesta etapa de preparação, ter amigos com o mesmo objetivo. Vocês servirão de apoio uns para os outros e poderão se reunir para discutir exercícios. Dividirão os problemas, compartilhando o que há em bom e ruim nesta fase da vida de vocês. Forme um círculo de amizades que o ajude a estudar e o afaste de distrações inúteis.
8 - DESCUBRA SEU CAMINHO Cada pessoa tem características diferentes, que determinam quais os melhores meios de se colher e assimilar informações. Se perceber que suas táticas de estudo estão falhando, tente outros métodos. Há pessoas que aprendem mais ouvindo, outras fazendo resumo, outras através de associações e algumas comparando situações opostas. Não existe um meio perfeito para todos. Encontre seu método e seu horário para otimizar o aprendizado.
9 - JUNTE-SE AOS MELHORES Não se compare com aqueles que não têm chance. Não adianta estar entre os 30% melhores. Você deve fazer parte do grupo de elite. Se fizer simulados, compare-se com os primeiros lugares. Converse com os melhores alunos do seu cursinho: veja como eles estudam, o material que usam. Entre para o grupo deles. Quando atingir esse nível, você também será procurado por todos da turma. Isso é sinal de que tem grande chance!
10 - TENHA DISCIPLINA Procure fazer um planejamento, de modo a obter um ritmo de estudo progressivo. Organize seu material, prepare-se para uma rotina bem marcada. Terá que estudar todos os dias por longo período. Se um certo cansaço bater, resista. Não exagere em festas ou reuniões. Poupe energia para seu estudo. Valorize o seu dia. Seja moderado, procure maneiras rápidas de descansar a mente. E, acima de tudo: Mantenha o ritmo!
11 - ESTABELEÇA UM MERCADO DE INFORMAÇÕES Não seja o bonzinho da turma. Não seja aquele que traz as novas, os exercícios e os bons livros. Compartilhe as informações com aqueles que compartilham com você. Deve haver uma relação de troca. Não procure, da mesma forma, só sugar. Isso o afasta das pessoas que possuem os mesmos objetivos que você e que, certamente, poderiam ajudá-lo.
12 - GANHE O SEU DIA, NÃO PERCA A SUA NOITE Para ser aprovado no concurso, não é necessário passar a noite em claro, debruçado sobre os livros, acumulando mau humor e olheiras. Por que não estudar de dia, reservando a noite para dormir e, quem sabe, sonhar com a aprovação? Descansado você certamente aumentará a capacidade de aprender. No entanto, há pessoas que estudam melhor à noite. Se você for uma dessas pessoas, avalie melhor sua rotina para poder desfrutar de longas madrugadas junto aos livros.
13 - NÃO DESPREZE DISCIPLINA ALGUMA A sua aprovação depende do sucesso em todas as disciplinas. Não pense que uma disciplina de pouco peso não deva ser estudada. Todo ponto é um passo rumo à sua conquista. Notas altíssimas em poucas disciplinas não irão suprir pontos que perderá em uma disciplina que desconheça. Por não estudar determinada matéria, você perderá muitos pontos fáceis e poderá perder sua vaga!
Willian Douglas
Excelentes dicas, siga-as e será feliz.

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