Quando chega a hora da definição do futuro profissional, ainda na escola, é comum ouvir falar em teste vocacional. Na infância, ou no mais tardar ali por volta dos 15, 16 anos, é comum a pressão dos pais, que querem saber dos filhos o que eles vão querer ser 'quando crescerem'. Não tem jeito, a responsabilidade de escolha da profissão se apresenta cada vez mais cedo. E, justo neste momento, os testes vocacionais podem ser bons aliados, ajudando a direcionar escolhas, tendo como base o perfil e aptidões dos estudantes. O que pouco se fala é da utilização dessa ajuda profissional para concurseiros. Você sabia que ela existe?
"O candidato, antes de qualquer coisa, precisa conhecer suas habilidades e competências, tanto quanto precisa saber, previamente, quais são os conhecimentos necessários para a função. E, caso seja aprovado, onde vai trabalhar, quando, como, em qual horário... Além disso, precisa saber quanto ganha um profissional daquela área e como está a competição naquele mercado. Conhecendo tudo isso, mais a sua personalidade e vocação, as características das diversas profissões e do mercado, ele descobrirá onde existem mais chances de sucesso. Poderá decidir com maior segurança em quais concursos investir", diz o consultor Carlos Martins.
Muitas pessoas que querem tentar a carreira pública têm dúvida de que cargo seguir. E de como é o cotidiano dos profissionais que atuam no serviço público. "Eu costumo observar que as principais dúvidas dos concurseiros estão relacionadas com o que cada um quer ser ou fazer. Quase sempre são questões a respeito da segurança e da estabilidade, diante das incertezas do futuro. Numa sociedade que se modifica na velocidade da luz, num mercado altamente competitivo, essa questão é compreensível", afirma Carlos, que explica como o teste vocacional também pode ser válido para concurseiros.
"Ele pode ser o ponto de partida para melhorar o autoconhecimento e promover mudanças importantes. A soma de nossas características, o que herdamos e o que aprendemos com as experiências pessoais formam nossa personalidade, que é o conjunto de vocações. Isto é: todas as áreas onde podemos atuar com sucesso", diz o consultor, para quem esse conhecimento é fundamental para evitar possíveis futuras frustrações. "Entender a forma de atuação no cargo pretendido e ter a percepção se está preparado ou não para o mesmo são aspectos fundamentais para a realização profissional, tanto no serviço público quanto na iniciativa privada".
O tempo de preparação gasto para os concursos costuma exigir muito dos candidatos. "Após tanta dedicação a pessoa espera atender suas expectativas tendo um retorno positivo do cargo escolhido, tanto financeiro quanto pessoal, mas mesmo depois de tanto esforço ela pode se frustrar em relação à opção feita. Acredite, não é difícil encontrar alguém que mudou de emprego e se sentiu muito mais feliz, mesmo ganhando menos", conclui Carlos, que recomenda que o teste vocacional seja sempre acompanhado por um profissional de Psicologia. Fonte : Folha Dirigida
Preparação: Teste vocacional pode orientar escolhas de concurseiros
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Preparação: O que fazer no Carnaval? Cair na folia ou nos estudos?
"Ô abre vagas que eu quero passar / Ô abre vagas que eu quero passar / Sou concurseiro, não posso negar / Sou concurseiro, não posso negar!". Esta adaptação, feita sobre o sucesso O Abre Alas, primeira marchinha de que se tem notícia, composta por Chiquinha Gonzaga em 1889, poderia embalar um imaginário 'Bloco dos Concurseiros'. Mas, neste Carnaval, bem como na festa pagã de anos anteriores, milhares de brasileiros ficarão entre a cruz e a espada. Ou seria entre a apostila e a folia?
Enquanto alguns foliões decidem entre subir a serra, viajar para a praia ou reunir os amigos para acompanhar os blocos da própria cidade, os candidatos a uma vaga no serviço público se atentam a uma grande questão: como encontrar um lugar sossegado, longe dos convites sedutores e, claro, de carros de som barulhentos que costumam lotar as ruas neste período, atropelando a concentração? - assista aqui ao vídeo especial com a opinião dos estudantes.
A receita para manter a disciplina não é simples e, para quem duvida, por mais determinado que o candidato seja, é difícil resistir às tentações. O carnaval é a maior festa popular do país e se estende por quatro dias seguidos, sendo assim, se torna dificílimo manter o foco 24 horas por dia. Ou não? Para o preparador de dados Anderson Santos, que prestará concurso para o BNDES, não é possível generalizar. “Ser aprovado e classificado em um concurso requer atenção e dedicação exclusiva. Fica difícil conciliar a preparação com a afolia, até porque você fica cansado, a festa gera desgaste. Por isso eu decidi optar pelos estudos durante esse período. Não quero perder o ritmo”, revelou Anderson.
Mas existem aqueles que não pensaram duas vezes antes de decidir entre os estudos e as festividades. A secretária executiva Elys Fragoso, que estuda para o concurso dos Correios, já tinha uma viagem marcada. Alguém arriscaria um palpite sobre a escolha da concurseira?“Infelizmente nesse carnaval não poderei estudar, pois já tinha uma viagem marcada há algum tempo e aconteceu de eu começar a me preparar para as provas, e não poder cancelar o compromisso. Mas assim que voltar de viagem vou retomar os estudos e me manter focada no objetivo”, explicou a secretária.
Para o professor e diretor pedagógico da Academia do Concurso Público, Paulo Estrella, é possível optar pelo meio termo. Afinal, o pecado está no excesso. Para ele, um dia ou outro de folia não reprova ninguém, desde que a rotina de compromissos não seja abalada. “Se você vai brincar no carnaval durante a tarde ou à noite, reserve o período do final da manhã e início da tarde para rever algumas disciplinas, dar uma lida e fazer alguns exercícios, para manter o cérebro funcionando, se manter mais focado no processo de aprendizagem.”
Mas, e se a prova estiver marcada para a semana seguinte ao Carnaval? Em Goiás, por exemplo, milhares de concorrentes farão uma prova objetiva para o cargo de escrivão, em busca de uma vaga na Polícia Civil. Esse momento é crucial, de reta final. E um dia a mais ou a menos poderá, sim, fazer diferença! Durante os dias de festa, por mais complicado que seja, o professor afirma que a melhor escolha é priorizar o concurso. “Esses são os dias que o candidato pode rever o conteúdo e tentar sanar as últimas dúvidas.”
Imagine a seguinte situação: o concurseiro abre a própria página na rede social e descobre que está marcado em mais de dez postagens com a programação do carnaval. A pressão é grande e, finalmente, ele resolve se render. Contudo, uma coisa é certa: aceitar o convite daquele amigo por educação e não manter a tranquilidade acerca do conteúdo não é legal nem para os estudos e muito menos para quem te elegeu como companhia. A consciência pesada não vai deixá-lo aproveitar os momentos de festa e, depois, tornará a retomada de estudos dolorosa.
“Se esse candidato for muito exigente, cobrar muito de si e achar que saindo um pouco do planejamento de estudo vai perder o foco, recomendo que ele não o faça, pois assim poderá se sentir culpado e também se prejudicar, desfocando o objetivo principal, que é passar na prova”, afirma a psicóloga Miriam Farias. Por isso, analise bem suas prioridades. E, nos dias de folião ou de concurseiro, tenha em mente o conselho final de Paulo Estrella: “Um olho no desfile e outro nos livros é válido, sim. Dá para conciliar, desde que se mantenha uma rotina mínima durante este período. O que não é aconselhável é abandonar totalmente os livros e os objetivos.” Fonte : Folha Dirigida
Preparação: Da vida nas ruas à carreira pública, conheça a trajetória de sucesso de Ubirajara Gomes
Projeto de milhares de brasileiros, passar em um concurso público pode ser a chave para a virada na vida de qualquer um. Mas, e é bem provável que dessa vez seja verdade, nunca antes na história deste país uma classificação conseguiu provocar mudanças tão radicais quanto as experimentadas por Ubirajara Gomes da Silva. "Pude sair das ruas. Não passei mais fome, pude comprar roupas, sapatos e outros objetos que há muito tempo desejava, como um simples Playstation 2. Com a vida estabilizada, conheci minha esposa. Hoje estamos reformando a nossa casa".
Não, você não leu errado. É isso mesmo: ao passar no concurso para escriturário do Banco do Brasil, aberto em 2007, o jovem, então com 27 anos, virava uma página de sua história. Colocava ponto final em um drama particular, tristemente comum a muitos brasileiros. E que em poucos casos – muito poucos, mesmo – têm final feliz. "Passei 12 anos vivendo pelas rampas dos hospitais e praças de Recife. Era difícil dormir, comer, lavar roupa, tomar banho e às vezes até para arranjar um bico. Frequentava a escola para ter, muitas vezes, a única refeição do dia, terminei os estudos fazendo supletivo, pois já estava bastante atrasado nos estudos".
A ideia de se inscrever para o concurso do BB pintou quando o rapaz viu notícia publicada num exemplar da FOLHA DIRIGIDA. "Li o jornal na biblioteca do estado, que eu frequentava. Mais jovem, tinha prestado provas para o IBGE e a Chesf, entre outros órgãos. Resolvi arriscar mais uma vez. Já vinha no embalo dos estudos. Peguei a prova do concurso anterior e a respondi quase toda. No dia da aplicação do exame, fazia 15 dias que eu não tomava um banho decente. Não tinha dinheiro para comprar um chocolate ou água mineral. Comprei uma caneta azul e, veja que azar, só era permitido fazer prova com caneta preta! Em cima da hora, consegui trocá-la com um concorrente, que tinha duas da cor exigida. A prova trazia 150 questões, das quais só errei 17. Fiquei na 136º colocação no Recife, onde se inscreveram 19.743 candidatos", recorda-se.
A mesma FOLHA DIRIGIDA, que levou a informação sobre aquele concurso do BB até Ubirajara há seis anos, tem publicado uma série de matérias sobre a nova seleção para escriturário do banco, com formação de cadastro, que permitirá centenas de contratações no Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e parte do Amazonas e de Santa Catarina. O cargo de escriturário segue exigindo o ensino médio. E atualmente conta com vencimento inicial de R$2.732,04, sendo R$1.892 de salário base, R$472,12 de auxílio-refeição e R$367,92 de cesta-alimentação, para a carga de trabalho de 30 horas semanais. Leia matéria completa aqui.
Para você que está de olho no próximo concurso, a FOLHA DIRIGIDA informa que o edital deverá ser divulgado até junho deste ano. E, para quem gosta de reclamar que a vida anda meio difícil, Ubirajara Gomes conta em detalhes como foi seu processo de preparação - numa fase em que praticamente sobrevivia de esmolas. Um incentivo e tanto para quem ainda não começou os estudos. "Quem sempre me apoiou e me dava muita força era o José Mauro, filho da Dona Branca, grande amigo meu, e também o Carlos, do Sebrae aqui de Pernambuco, que imprimiu a prova para que eu pudesse estudar", diz ele, que segue em seu relato.
"Apesar da minha situação delicada, sempre quis melhorar e mudar de vida. Estudava com dedicação e perseverança. E não me importava com as palavras negativas que a maioria das pessoas me dizia, como 'você não vai conseguir' ou 'você nunca será alguém na vida'. Pode demorar, doer, custar muito tempo e talvez horas de lazer e diversão com amigos e família, mas creia que no final quem se dedicou haverá de ser recompensado com seu cargo público, com um emprego para toda a vida. Mostre para si mesmo que você é capaz de vencer e fazer a diferença!"
Conflitos em casa levaram o rapaz para as ruas
O emprego do verbo 'doer' no testemunho de Ubirajara - ou do Bira, como é carinhosamente chamado pelos colegas - não é apenas figura de linguagem. "A minha pior experiência foi passar fome e frio ao relento. Uma vez, estava na Rua da Imperatriz, no centro da cidade, quando de repente vieram cinco adolescentes em minha direção, para me assaltar, achando que eu estava com algo de valor. Reagi e eles me bateram, me derrubaram no chão, bateram em minha cabeça, minhas costelas. Eu pensei, naquela hora, que iria morrer... Fiquei mais quebrado que arroz de terceira", recorda, destacando que, nestes momentos, travava uma batalha interna para não perder-se de seu caminho. "Lutava para não perder a sensibilidade e a humildade. Não queria me tornar mais um dos revoltados que vivem na rua fazendo coisas erradas".
Os fatores que levaram Ubirajara às ruas são os mesmos que afetam milhares de crianças e adolescentes Brasil afora. A rejeição e as agressões permanentes dentro daquilo que deveria ser um lar. "Fui criado com minha avó materna dos quatro até os 15 anos, pois minha mãe não criou nenhum dos cinco filhos e meu pai tinha outra família e mais dez filhos. Ele não queria responsabilidades. Minha avó me espancava e maltratava muito. Chegou a dizer, inúmeras vezes, que eu não seria nada na vida. Fugi para a casa de minha mãe, onde passei apenas uma noite por não ser aceito pelo namorado dela, e depois fugi para a casa do meu pai, onde passei 29 dias e fui colocado para fora pela esposa dele após uma discussão. Então, voltei para a casa de minha vó. Aí começaram de novo os maus tratos, porque ela já havia me alertado que no dia que eu fosse pedir ajuda a meu pai, deveria esquecê-la. Depois de uns dias, resolvi ir embora, viver nas ruas. Não tive outra alternativa a não ser sair de casa".
Hoje, aos 32 anos, Ubirajara está casado, ainda não tem filhos, e mora em Jardim São Paulo. "Nossa casa é própria, graças a Deus! Ainda não temos carro, mas sempre nos divertimos indo ao cinema, churrascarias, praias, shoppings, saindo com amigos... Comecei uma Faculdade de Administração, mas tive que trancá-la por motivos de saúde. Mas voltarei no próximo semestre. Na verdade, quero continuar estudando, dentro e fora do banco", planeja. Ele já foi retratado diversas vezes pela imprensa e tornou-se uma espécie de celebridade em seu Estado.
"Por onde passo, sempre tem alguém perguntando se eu sou aquele rapaz que passou no Concurso do Banco do Brasil. No começo, foi um pouco difícil para eu me adaptar às regras, mas fui muito bem recebido. Nos três primeiros anos, trabalhei com processos internos, sem contato com o público. Hoje, trabalho com o público e sou bem quisto. Não me acho uma celebridade! Creio que as pessoas me veem como lição e exemplo de superação. Ainda estou na batalha. Passei três anos em órgãos internos do Banco e, há um ano, estou em agência, onde há mais oportunidade de crescimento. Aqui é tudo corrido, há muito trabalho. É um ambiente dinâmico, porém agradável. Sempre aprendo coisas novas. Gosto do que faço e estou sempre em busca de algo mais", revela Ubirajara, que já prestou provas para outros concursos. E tem novos objetivos pela frente.
"Almejo trabalhar na BB DTVM (Banco do Brasil Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários) ou na Previ, a caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil", pontua o rapaz. Enquanto rara personificação do exemplo, ele encerra esta entrevista com um pensamento. "Essa frase não é minha, mas a utilizo muito no meu cotidiano: 'concurso público não se faz para passar e sim até passar'. É o que defende o William Douglas, o guru dos concursos!". E passar, no caso de Ubirajara, modificou tudo além do que se podia esperar. Foi quase um renascer. Recomeçar. Fonte : Folha Dirigida
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PRF: Rio Grande do Sul pode ter 300 vagas até 2014
Preservar a vida sobre as rodovias é o lema de todo policial rodoviário. Saber lidar com as diferentes histórias e distintos temperamentos e situações de quem passa pelas rodovias requer do policial o equilíbrio necessário para a autopreservação e o bem estar do outro. Apesar da rotina árdua, aqueles que ingressam nesta carreira encontram uma instituição que busca aqueles que queiram “servir à sociedade”, coforme mencionou o superintendente da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Rio Grande do Sul, inspetor Jerry Adriane Dias.
Com um novo concurso próximo de ser lançado, a estimativa é de que “cerca de 150 vagas sejam destinadas ao estado”, disse o Chefe de Comunicação da PRF-RS, Alessandro Castro. Em entrevista à FOLHA DIRIGIDA o superintendente e o chefe de comunicação falam sobre os desafios da rotina do policial rodoviário e da importância do ingresso de efetivos com um novo concurso.
Alessandro Castro descreve o dia a dia do policial e diz que conforme o trabalho tem sido ampliado, a necessidade de aumento de efetivo é maior e que o atual número de policiais não é o ideal. “A rotina do policial começa em torno das 7h da manhã, o primeiro passo é assumir o serviço, tomar ciência do que teve de furto durante a noite e em seguida já assumir a viatura para a ronda. Dependendo do policial, fica sempre um responsável pelo posto e a equipe de ronda circula na rodovia. Em geral trabalhamos em dupla, normalmente no mínimo dois policiais que é o padrão, a não ser as esquipes especiais. Temos algumas esquipes diferenciadas que trabalham, às vezes, com três policiais na ronda, mas são equipes táticas”, disse.
O chefe de comunicação, que acredita ser em torno de 1 mil policiais o número ideal para cobrir as fronteiras e os postos. “Os policiais trabalham cobrindo trechos, sendo que cada estado tem o seu limite de rodovia e se divide por delegacias. No Rio Grande do Sul, por exemplo, são 14 delegacias e todos os trechos que fazem parte daquela jurisdição são divididos pelos seus postos, que no estado são 40. Hoje, o número de policiais está em torno de 850, o que não é o ideal. Nossos trabalhos têm sido ampliados ano a ano, mais fiscalizados, mais multados, devido ao esforço geral”, comentou.
Já para o superintendente, inspetor Dias, o baixo efetivo também é “a principal carência da polícia rodoviária”. De acordo com o inspetor, o governo está trabalhando na busca de mais policiais, mas a demanda é grande. Para ele, a grande necessidade é de pessoas comprometidas com a instituição. “Não somente números, mas pessoas que queiram agregar valor ainda mais à instituição e contribuir para reduzirmos os número de acidentes e crimes nas nossas rodovias”, disse.
Segundo o chefe da comunicação, as maiores demandas são para as fronteiras onde o contrabando de mercadoria, armas e drogas tem alto índice. Neste novo concurso, ele diz que o ingresso de novos policiais irá suprir a baixa de muitos que irão se aposentar até 2014. “O ingresso de novos policiais vai representar um incremento num número que já existe, porém, nós já estamos com a expectativa da turma que ingressou em 1994, que é a maior turma da polícia hoje. Em breve muitos poderão entrar com o pedido de aposentadoria. Ou seja, entrando 150 policiais este ano e 150 em 2014, a tendência é que eles vão cobrir a turma que irá se aposentar”, afirmou.
Quanto ao ingresso de novos policiais rodoviários ambos têm a mesma opinião, de que novas experiências e expectativas fazem a diferença e a energia dos novos anima os que já estão na caminhada a mais tempo. “A troca de experiência, de novidade, a juventude que entra, somando tudo isso nós conseguimos ter qualidade na prestação de serviço”, afirma o superintendente. Policial rodoviário desde 1994, assumindo o posto de superintendente no final de 2012, o inspetor Dias tem grande estima pela carreira e diz que o policial, antes de tudo, precisa ser um servidor, alguém que queira servir a sociedade.
“Eu, que já fui instrutor de novos policiais, costumo dizer aos alunos que eles foram escolhidos pela sociedade. A pessoa tem que ter um senso de missão, um senso de pertencimento a instituição, de quem chega para fazer a diferença em ajudar a sociedade a aliviar os seus fardos, suas dificuldades, seus problemas, os conflitos que certamente o policial encontra diariamente nas rodovias, tanto na parte de trânsito quanto na parte criminal. É preciso compreender que as pessoas anseiam por outros que venham contribuir para a pacificação social aliada também aos princípios éticos, compreendendo que temos que respeitar os valores e a diversidade, além de estar embuído no desejo de trabalhar para a sociedade, não somente como um emprego, mas como uma missão. Esse tipo de pessoa é o que a polícia rodoviária busca.”
O superintendente encerra dizendo: “O novo policial irá encontrar um grupo de pessoas com as mais diferentes culturas e linhas de pensamento, e com diversos problemas. Então, é preciso ter serenidade e compreensão da diversidade social para entender que muitas atitudes, até mesmo os atos ilegais que sejam cometidos estão dentro de um contexto, que precisam sofrer a penalidade, mas sempre respeitando os direitos humanos. Também encontrarão pessoas de bem, mas que quando pegam num veículo esquecem que têm direitos e deveres, e é preciso ter tranquilidade para chegar seguro ao seu local de destino. O novo policial vai enfrentar todas essas diferenças e precisa estar preparado para isso. Meditem, sejam éticos, respeitem os direitos humanos e terão uma instituição de braços abertos para recebê-los.”
Fonte : Folha Dirigida
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Preparação: Veja lista dos concursos federais mais quentes deste ano. Garanta já sua vaga!
2012 chegou ao fim, e 2013 apresenta-se renovando as esperanças de quem pretende ingressar na carreira pública. O ano promete ser de muitas boas novas em todas as esferas de poder. Levantamento feito pela FOLHA DIRIGIDA Online apenas sobre os principais concursos federais aponta um total de 23.234 postos de trabalho, entre cargos dos níveis médio, médio/técnico e superior. Com salários que variam de R$1.765,38 a R$15.274,60. A expectativa é de que, somando-se essas vagas federais àquelas que serão abertas nas esferas estadual e municipal ao longo do ano que se inicia, o quantitativo nacional supere as 130 mil oportunidades. A expectativa é de que cerca de 12 milhões de brasileiros se inscrevam em concursos este ano.
Nesta matéria, especialistas destacam as melhores seleções em pauta. E dão dicas para os candidatos. O fiscal de rendas do município do Rio de Janeiro e fundador da Editora Ferreira, Ricardo Ferreira, acredita que 2013 será um grande ano para os concursos. "Ainda não será um ano como 2008 ou 2009, mas certamente será melhor que 2011 e 2012, nos quais o governo federal ou não fez concursos, ou abriu seleções com poucas vagas. Em 2013 teremos certames mais atraentes, de maior expressão", comenta.
A também fiscal de rendas do município do Rio e escritora, Lia Salgado, destaca a seleção dos Correios. "Dentre os concursos federais, este merece atenção especial, em razão do número de vagas esperado. O anterior, realizado em 2011, teve mais de 1 milhão de inscritos e já contratou um número maior de funcionários do que as vagas oferecidas naquele edital", diz. Ricardo Ferreira também ressalta outros processos seletivos que devem atrair milhares de concorrentes. "Existe previsão de excelentes concursos federais para 2013, entre eles Banco Central, INSS, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Ministério Público da União".
Para Lia, é importante os candidatos escolherem a área de estudos. "Sempre defendo a ideia de que o concurseiro deve escolher uma área de concurso e iniciar a preparação a partir das matérias básicas daquela área. Essa estratégia permite adiantar a preparação, deixando-o em condições de participar de um leque maior de concursos que possam surgir. Ficar aguardando a publicação de um só edital, que pode demorar, reduz o número de oportunidades e pode gerar frustração", declara.
Para o fiscal de rendas, é importante iniciar logo a preparação e não desistir no meio do caminho. "Os concursos nunca vão acabar, de modo que se não for alcançado um bom resultado num curto espaço de tempo, o esforço acumulado ajudará no sucesso a médio e longo prazo". Opinião compartilhada por Lia Salgado. "Sempre é tempo de começar e, quanto antes, melhor. Quem deixa para depois, quando olha para trás percebe que meses ou anos se passaram sem proveito. Ao passo que, se a pessoa inicia a preparação, quando menos esperar já terá conquistado a vaga desejada", diz.
A FOLHA DIRIGIDA Online elaborou um ranking com 20 órgãos federais que devem lançar edital em 2013. Aproveite e corra em busca do seu sonho!
Agência Nacional de Saúde Suplementar
A ANS irá realizar concurso para 82 vagas distribuídas pelos níveis médio e superior. De acordo com a assessoria da agência, os preparativos já foram iniciados. No momento, a autarquia concentra esforços no sentido de elaborar o projeto básico do certame que será encaminhado para instituições organizadoras.
Das oportunidades, três são para técnico em regulação (nível médio; R$5.288,98), 21 para técnico administrativo (nível médio; R$5.064,18), 26 para especialista em regulação (superior; R$10.323,20) e 31 para analista administrativo (superior; R$9.567,20). Os valores incluem o vale-alimentação, de R$304, e a gratificação de desempenho. Os novos servidores terão a estabilidade garantida, devido ao regime estatutário.
Não há uma definição acerca da distribuição de vagas, porém, na seleção anterior, realizada em 2005, os aprovados foram lotados da seguinte forma: Rio de Janeiro, Distrito Federal, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Ceará, Pará, Bahia, Pernambuco e Paraná.
Agência Nacional de Transportes Terrestres
O concurso da ANTT criará 135 vagas para cargos dos níveis médio e superior, sendo dez para o cargo de técnico administrativo, 45 para técnico em regulação de serviços de transportes terrestres, 17 de analista administrativo e 63 de especialista em regulação de serviços de transportes terrestres. Os ganhos iniciais são considerados atraentes, de R$5.064,18 para técnicos administrativos e R$5.288,98 para técnicos em regulação (cargos que exigem o nível médio). Já analista administrativo e especialista em regulação (funções que requerem formação superior), terão vencimentos de R$9.567,20 e R$10.323,20, respectivamente. Segundo portaria do Ministério do Planejamento, a autarquia tem até maio do ano que vem para publicar o edital da seleção
Anvisa
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária foi autorizada pelo Ministério do Planejamento a realizar concurso para o preenchimento de 165 vagas em cargos dos níveis médio e superior. Conforme a Portaria nº 584, publicada no Diário Oficial da União (DOU), a autarquia tem seis meses para divulgar o edital. O prazo vai, portanto, até 4 de junho do ano que vem. Para o nível médio, foram liberadas 45 vagas, sendo dez para técnico administrativo e 35 para técnico em regulação e vigilância sanitária. Dessa forma, a maior parte das chances no concurso será para os cargos de nível superior.
Foram autorizadas 100 vagas para especialista em regulação e vigilância sanitária e 20 para analista administrativo. Pela tabela de remuneração dos servidores públicos federais, divulgada pelo Planejamento, a remuneração inicial, já com auxílio-alimentação, de R$304, é de R$5.064,18 para técnico administrativo, de R$5.288,98 para técnico em regulação, R$10.323,20 para especialista e de R$9.567,20 para analista. As contratações da agência são pelo regime estatutário, que proporciona estabilidade e, além da sede, em Brasília, a Anvisa possui unidades em todos os estados brasileiros. A distribuição das vagas, no entanto, ainda será informada.
Banco do Brasil
O BB deverá intensificar os preparativos do concurso para escriturário (nível médio), destinado ao Rio de Janeiro, no início do ano que vem, de acordo com a Assessoria de Imprensa da instituição. O banco costuma divulgar o edital cerca de três a seis meses antes da validade do anterior terminar. Como a seleção para o Rio vence em setembro, o documento deverá sair entre março e junho. Segundo fontes, é provável que a organizadora seja a Fundação Carlos Chagas (FCC), a responsável pelo concurso atual, destinado a 15 estados. Os estados do Espírito Santo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e parte do Amazonas e de Santa Catarina também serão contemplados na próxima seleção.
A seleção, como ocorre tradicionalmente, é para formação de cadastro de reserva, mas o BB tem por tradição de chamar muitos aprovados em seus concursos. A remuneração é de R$2.732,04, sendo R$1.892 de salário-base, R$472,12 de auxílio-refeição e R$367,92 de cesta-alimentação, para carga de trabalho de 30 horas semanais.
Banco Central
Um dos concursos mais esperados de 2013 é o do BC, para o qual foram solicitadas 1.850 vagas para o biênio 2013-2014, sendo 400 de técnico, de nível médio, com remuneração inicial de R$5.221,28; 1.330 de analista e 120 de procurador, ambos de nível superior (bacharelado em Direito, no caso de procurador), com iniciais de R$13.264,77 e R$15.274,60, respectivamente (todos os valores incluem o auxílio-alimentação, de R$304).
Para 2013, a demanda da autarquia é de 1.090 novos servidores, dos quais 200 técnicos, 830 analistas e 60 procuradores. A intenção do banco é divulgar os editais da seleção em, no máximo, três meses após a autorização do Ministério do Planejamento, que era esperada para até o fim dde 2012, mas ainda não foi concedida.
Comaer
Os interessados em ingressar no Comando da Aeronáutica já podem iniciar os estudos. Segundo a assessoria do órgão, os preparativos para a escolha da organizadora estão na reta final e o edital será lançado em breve. O prazo máximo para divulgação é até 16 de fevereiro. A seleção irá ofertar 254, sendo 13 para o magistério e 241 para o quadro das carreiras de pesquisa, de desenvolvimento tecnológico e de gestão, planejamento e infraestrutura em ciência e tecnologia. Os cargos oferecidos serão: pesquisador assistente (9), analista júnior (19), tecnologista pleno (21), tecnologista júnior (28), assistente em ciência e tecnoclogia (60) e técnico (104).
As remunerações variam de R$2.546,13 a R$7.017,92. Os valores incluem vencimento-base, gratificação de desempenho de atividade em C&T (GDACT) e por titulação (mestrado para o cargo de pesquisador assistente e tecnologista pleno). As oportunidades deverão ser distribuídas pelas seguintes cidades: São José dos Campos (SP), Alcântara (MA) e Natal (RN). Já para o magistério, serão três vagas para a área de Matemática. Os requisitos das demais 10 vagas ainda não foram definidos. A lotação será no Instituto de Tecnologia de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos. A remuneração será de R$2.872,85, de acordo com a tabela dos servidores públicos federais. O valor pode aumentar, tendo em vista as especializações do servidor. A jornada será de 40 horas semanais.
Correios
A empresa solicitarou ao Ministério das Comunicações a abertura de 13.727 novas vagas em seu quadro de pessoal. Deste total, entre 9 e 10 mil serão para o preenchimento por meio de novo concurso e as demais para convocação de aprovados da última seleção, realizada em 2011. A intenção da instituição é divulgar edital no primeiro trimestre de 2013. A estatal faz um levantamento de quais cargos e localidades estão sem cadastro de reserva e, portanto, devem ser contemplados na seleção. O número de oportunidades será definido depois que esse estudo for concluído.
A maioria das oportunidades será para quem tem o nível médio, nos cargos de carteiro, operador de triagem e transbordo e atendente comercial. A remuneração é de R$1.871,86 ou R$1.765,38, sendo R$1.004,02 de vencimentos iniciais, R$718,74 de vale-alimentação para quem trabalha 27 dias por mês e R$612,26 para 23 dias e R$149,10 de vale cesta-básica. Além disso, deverá haver chances para técnico de operação e técnico de atendimento e venda, cujo requisito é o médio/técnico. A remuneração é de R$2.653,84 ou R$2.547,36, sendo
R$1.786,14 de salário inicial. Já para o superior, as carreiras provavelmente serão as mesmas da última seleção, realizada em 2011, como enfermeiro do trabalho, engenheiro de segurança do trabalho, médico do trabalho e analista de Correios, entre outros. A remuneração, nesse caso, é de R$4.608,35 ou R$4.501,87, sendo R$3.740,51 de vencimento base.
Depen
O Departamento Penitenciário Nacional já possui autorização para a realização de concursos para 153 vagas ainda no primeiro semestre. O destaque é o cargo de agente penitenciário federal, para o qual serão oferecidas 100 vagas, com remuneração inicial de R$4.650,04, incluindo auxílio-alimentação, de R$304. Para concorrer será necessário possuir, pelo menos, o ensino médio completo (no último concurso, em 2008, também foi exigida a carteira de habilitação B ou superior). O departamento também selecionará para técnico de apoio à assistência penitenciária (quatro vagas; nível médio/técnico; R$3.159,97), especialista em assistência penitenciária (34; superior; R$4.521), engenheiro (dez; superior; R$5.138,22) e analista técnico-administrativo (cinco; superior; R$4.018,22).
Ibama
Com previsão de publicação para março de 2013, com possibilidade de antecipação para fevereiro, as normas do concurso para analista administrativo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis já estão sendo preparadas por um grupo de trabalho. Das 61 vagas que serão oferecidas, o Distrito Federal ficará com a maior parte. Haverá oportunidades para 19 ou 20 estados de todas as regiões do país, com distribuição a ser definida. A seleção é para candidatos que possuem formação superior. Os tecnólogos (concluintes de cursos superiores de curta duração, reconhecidos pelo MEC) também poderão participar, assim como acontece no concurso para analista ambiental, em andamento. A organizadora ainda não foi escolhida.
INSS
Para 2013, o Instituto Nacional do Seguro Social pode receber autorização para realizar concurso para o cargo de analista do seguro social. A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, adiantou que o orçamento para o próximo o ano prevê a contratação de 2.300 profissionais para o o instituto. O cargo exige o nível superior (em diversas áreas de formação) e proporciona remuneração de R$5.842, sendo R$742,02 de salário-base, R$1.187,23 de Gratificação de Atividade Executiva, R$3.608,80 de Gratificação de Desempenho de Atividades do Seguro Social e R$304 de auxílio-alimentação. Os profissionais são responsáveis pela análise e concessão de benefícios. Atualmente, há 3.060 cargos vagos de analista na estrutura do INSS. Para reforçar a necessidade do concurso, a Diretoria de Recursos Humanos da autarquia já encaminhou uma nota técnica justificando a realização de uma nova seleção para a carreira.
Ministério das Cidades
O Ministério das Cidades planeja lançar o edital de mais um concurso até maio de 2013. Serão 130 vagas em cargos dos níveis médio, médio/técnico e superior, todas para Brasília, onde fica a sede do ministério. De acordo com a Assessoria de Comunicação, ainda não começou o processo de escolha da organizadora. Do total de oportunidades, haverá 78 para o nível médio (agente administrativo) e duas para o médio/técnico (técnico em Contabilidade), com remuneração de R$2.626,02. No nível superior, para economista (8) e estatístico (1), com ganhos de R$5.138,22, além de agente técnico-administrativo (35), técnico em Comunicação Social (2), contador (2) e arquivista (2), que recebem R$4.018,22. Todos os valores incluem o auxílio-alimentação, de R$304.
Ministério da Cultura
O MinC prepara concurso para 83 vagas de técnico de nível superior, admitindo candidatos com qualquer área de formação. O órgão ganhou mais seis meses, ou seja, até o dia 22 de abril, para divulgar o edital do concurso, que servirá para reestruturar os sistemas de acompanhamento e prestação de contas dos projetos culturais incentivados no âmbito da Lei nº 8.313. Segundo a Assessoria de Imprensa do MinC, as oportunidades serão somente para o Distrito Federal.
Ministério da Fazenda
Previsto para a primeira quinzena de janeiro, já foi divulgado o edital do concurso para 255 vagas de analista de finanças e controle (AFC), para lotação na Secretaria do Tesouro Nacional (STN). O cargo tem ganhos iniciais de R$12.961, segundo a tabela dos servidores públicos federais. Com a inclusão dos R$304 do auxílio-alimentação, o valor passa para R$13.265. Os selecionados trabalharão em Brasília, mas haverá aplicação de provas objetivas em todas as capitais de estado, além do Distrito Federal. As inscrições já estão abertas, no site da Esaf, com taxa de R$120.
Ministério da Integração Nacional
A pasta se prepara para lançar edital com 122 vagas para assistente técnico-administrativo (33 vagas), de nível médio, analista (85) e engenheiro (4), ambos de grau superior. O órgão já escolheu o Cespe/UnB para organizar a seleção, mas a instituição aguarda a assinatura do contrato para definir a data de abertura. Atualmente, a função do nível médio tem remuneração de R$2.626,02, incluindo o valor de R$304 para alimentação. Já as do superior, de R$4.019,02 (analista) e R$5.318,22 (engenheiro), somando o mesmo benefício.
Ministério da Justiça
O MJ vai divulgar até junho o edital do concurso autorizado para 110 vagas em cargos de nível superior. A maior parte das vagas, 95, será para analista técnico-administrativo. Haverá ainda dez chances para administrador, quatro para economista e uma para contador. Em todos os casos, os ganhos mensais, que já incluem o auxílio-alimentação, de R$304, serão de R$4.018,22.
Ministério da Saúde
O Ministério trabalha para a abertura de dois concursos no primeiro semestre de 2013, para o preenchimento de 265 vagas em sua administração e de 2.500 na área de Saúde Indígena. Embora tenha até junho de 2013 para isto, o MS tem expectativa de abrir a primeira seleção ainda em janeiro. O prazo da segunda encerra-se em 7 de janeiro, mas deverá ser prorrogado.
As oportunidades para serão para analista técnico-administrativo (16), administrador (224), bibliotecário (3), contador (7), economista (9) e engenheiro (6). A remuneração é de R$4.018,02, com R$304 de alimentação. Economistas e engenheiros recebem R$5.138,22. Para a Saúde Indígena, haverá diversos cargos nos níveis médio/técnico e superior, abrangendo diversos estados. A remuneração é de R$2.156,42 (médio/técnico) e R$3.225,42 (nível superior).
Ministério Público da União
O MPU prepara, para 2013, o seu sétimo concurso para servidores, nos cargos de técnico e analista, cujas escolaridades são os níveis médio ou médio/técnico e superior, respectivamente. O número de vagas ainda será definido, mas no orçamento federal, encaminhado para o Congresso Nacional, foram destinadas verbas para a contratação de até 2.200 novos servidores.
O concurso anterior foi organizado pelo Cespe/UnB e atraiu mais de 700 mil candidatos. De acordo com o MPU, ao todo, houve aproximadamente 3.100 nomeações. A remuneração inicial dos técnicos e analistas é de R$4.694,09 e R$7.252,52, respectivamente, incluído o auxílio-alimentação, de R$710. Há outros benefícios.
Ministério do Trabalho e Emprego
O MTE solicitou ao Ministério do Planejamento o preenchimento de 629 vagas de fiscal, que requer o nível superior (em qualquer área de formação) e proporciona rendimentos de R$13.904, sendo R$304 referentes ao auxílio-alimentação. Os auditores fiscalizam o cumprimento de disposições legais e regulamentares, inclusive as relacionadas à segurança e à medicina do trabalho, no âmbito das relações de trabalho e de emprego, entre outras atribuições. O pedido de concurso tem tramitação no Ministério do Planejamento bastante avançada.
Polícia Federal
A PF já tem confirmada para 2013, pelo Ministério da Justiça e pela ministra Miriam Belchior, do Planejamento, a realização de concurso para 1.200 vagas. Serão 600 só no cargo de agente, 450 no de escrivão e 150 no de delegado. Para concorrer aos dois primeiros será necessário o ensino superior completo em qualquer área, além da carteira de habilitação B ou superior. No caso de delegado, a escolaridade precisa ser o bacharelado em Direito. Há também o requisito da habilitação. As remunerações iniciais são de R$7.818 para agente e escrivão e de R$13.672 para delegado, já com o auxílio-alimentação, no valor de R$304.
Polícia Rodoviária Federal
Após mais de três anos sem abrir uma nova oportunidade para os interessados em atuar na atividade-fim do departamento (devido a problemas na última seleção) a PRF deverá realizar em 2013 um novo concurso, com oferta de 1.500 vagas de policial rodoviário federal. O cargo é aberto àqueles que possuem o ensino superior completo em qualquer área e carteira de habilitação, na categoria B em diante, e proporciona ganhos de R$6.108,95 no início da carreira, já com o auxílio-alimentação de R$304. A PRF já informou que a previsão é de que o concurso aconteça no início deste ano, no entanto, ainda é necessária a autorização do Ministério do Planejamento. Fonte : Folha Dirigida
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Preparação: Veja lista dos concursos federais mais quentes de 2013!
2012 chegou ao fim, e 2013 apresenta-se renovando as esperanças de quem pretende ingressar na carreira pública. O ano promete ser de muitas boas novas em todas as esferas de poder. Levantamento feito pela FOLHA DIRIGIDA Online apenas sobre os principais concursos federais aponta um total de 23.234 postos de trabalho, entre cargos dos níveis médio, médio/técnico e superior. Com salários que variam de R$1.765,38 a R$15.274,60. A expectativa é de que, somando-se essas vagas federais àquelas que serão abertas nas esferas estadual e municipal ao longo do ano que se inicia, o quantitativo nacional supere as 130 mil oportunidades. A expectativa é de que cerca de 12 milhões de brasileiros se inscrevam em concursos este ano.
Nesta matéria, especialistas destacam as melhores seleções em pauta. E dão dicas para os candidatos. O fiscal de rendas do município do Rio de Janeiro e fundador da Editora Ferreira, Ricardo Ferreira, acredita que 2013 será um grande ano para os concursos. "Ainda não será um ano como 2008 ou 2009, mas certamente será melhor que 2011 e 2012, nos quais o governo federal ou não fez concursos, ou abriu seleções com poucas vagas. Em 2013 teremos certames mais atraentes, de maior expressão", comenta.
A também fiscal de rendas do município do Rio e escritora, Lia Salgado, destaca a seleção dos Correios. "Dentre os concursos federais, este merece atenção especial, em razão do número de vagas esperado. O anterior, realizado em 2011, teve mais de 1 milhão de inscritos e já contratou um número maior de funcionários do que as vagas oferecidas naquele edital", diz. Ricardo Ferreira também ressalta outros processos seletivos que devem atrair milhares de concorrentes. "Existe previsão de excelentes concursos federais para 2013, entre eles Banco Central, INSS, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Ministério Público da União".
Para Lia, é importante os candidatos escolherem a área de estudos. "Sempre defendo a ideia de que o concurseiro deve escolher uma área de concurso e iniciar a preparação a partir das matérias básicas daquela área. Essa estratégia permite adiantar a preparação, deixando-o em condições de participar de um leque maior de concursos que possam surgir. Ficar aguardando a publicação de um só edital, que pode demorar, reduz o número de oportunidades e pode gerar frustração", declara.
Para o fiscal de rendas, é importante iniciar logo a preparação e não desistir no meio do caminho. "Os concursos nunca vão acabar, de modo que se não for alcançado um bom resultado num curto espaço de tempo, o esforço acumulado ajudará no sucesso a médio e longo prazo". Opinião compartilhada por Lia Salgado. "Sempre é tempo de começar e, quanto antes, melhor. Quem deixa para depois, quando olha para trás percebe que meses ou anos se passaram sem proveito. Ao passo que, se a pessoa inicia a preparação, quando menos esperar já terá conquistado a vaga desejada", diz.
A FOLHA DIRIGIDA Online elaborou um ranking com 20 órgãos federais que devem lançar edital em 2013. Aproveite e corra em busca do seu sonho!
Agência Nacional de Saúde Suplementar
A ANS irá realizar concurso para 82 vagas distribuídas pelos níveis médio e superior. De acordo com a assessoria da agência, os preparativos já foram iniciados. No momento, a autarquia concentra esforços no sentido de elaborar o projeto básico do certame que será encaminhado para instituições organizadoras.
Das oportunidades, três são para técnico em regulação (nível médio; R$5.288,98), 21 para técnico administrativo (nível médio; R$5.064,18), 26 para especialista em regulação (superior; R$10.323,20) e 31 para analista administrativo (superior; R$9.567,20). Os valores incluem o vale-alimentação, de R$304, e a gratificação de desempenho. Os novos servidores terão a estabilidade garantida, devido ao regime estatutário.
Não há uma definição acerca da distribuição de vagas, porém, na seleção anterior, realizada em 2005, os aprovados foram lotados da seguinte forma: Rio de Janeiro, Distrito Federal, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Ceará, Pará, Bahia, Pernambuco e Paraná.
Agência Nacional de Transportes Terrestres
O concurso da ANTT criará 135 vagas para cargos dos níveis médio e superior, sendo dez para o cargo de técnico administrativo, 45 para técnico em regulação de serviços de transportes terrestres, 17 de analista administrativo e 63 de especialista em regulação de serviços de transportes terrestres. Os ganhos iniciais são considerados atraentes, de R$5.064,18 para técnicos administrativos e R$5.288,98 para técnicos em regulação (cargos que exigem o nível médio). Já analista administrativo e especialista em regulação (funções que requerem formação superior), terão vencimentos de R$9.567,20 e R$10.323,20, respectivamente. Segundo portaria do Ministério do Planejamento, a autarquia tem até maio do ano que vem para publicar o edital da seleção
Anvisa
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária foi autorizada pelo Ministério do Planejamento a realizar concurso para o preenchimento de 165 vagas em cargos dos níveis médio e superior. Conforme a Portaria nº 584, publicada no Diário Oficial da União (DOU), a autarquia tem seis meses para divulgar o edital. O prazo vai, portanto, até 4 de junho do ano que vem. Para o nível médio, foram liberadas 45 vagas, sendo dez para técnico administrativo e 35 para técnico em regulação e vigilância sanitária. Dessa forma, a maior parte das chances no concurso será para os cargos de nível superior.
Foram autorizadas 100 vagas para especialista em regulação e vigilância sanitária e 20 para analista administrativo. Pela tabela de remuneração dos servidores públicos federais, divulgada pelo Planejamento, a remuneração inicial, já com auxílio-alimentação, de R$304, é de R$5.064,18 para técnico administrativo, de R$5.288,98 para técnico em regulação, R$10.323,20 para especialista e de R$9.567,20 para analista. As contratações da agência são pelo regime estatutário, que proporciona estabilidade e, além da sede, em Brasília, a Anvisa possui unidades em todos os estados brasileiros. A distribuição das vagas, no entanto, ainda será informada.
Banco do Brasil
O BB deverá intensificar os preparativos do concurso para escriturário (nível médio), destinado ao Rio de Janeiro, no início do ano que vem, de acordo com a Assessoria de Imprensa da instituição. O banco costuma divulgar o edital cerca de três a seis meses antes da validade do anterior terminar. Como a seleção para o Rio vence em setembro, o documento deverá sair entre março e junho. Segundo fontes, é provável que a organizadora seja a Fundação Carlos Chagas (FCC), a responsável pelo concurso atual, destinado a 15 estados. Os estados do Espírito Santo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e parte do Amazonas e de Santa Catarina também serão contemplados na próxima seleção.
A seleção, como ocorre tradicionalmente, é para formação de cadastro de reserva, mas o BB tem por tradição de chamar muitos aprovados em seus concursos. A remuneração é de R$2.732,04, sendo R$1.892 de salário-base, R$472,12 de auxílio-refeição e R$367,92 de cesta-alimentação, para carga de trabalho de 30 horas semanais.
Banco Central
Um dos concursos mais esperados de 2013 é o do BC, para o qual foram solicitadas 1.850 vagas para o biênio 2013-2014, sendo 400 de técnico, de nível médio, com remuneração inicial de R$5.221,28; 1.330 de analista e 120 de procurador, ambos de nível superior (bacharelado em Direito, no caso de procurador), com iniciais de R$13.264,77 e R$15.274,60, respectivamente (todos os valores incluem o auxílio-alimentação, de R$304).
Para 2013, a demanda da autarquia é de 1.090 novos servidores, dos quais 200 técnicos, 830 analistas e 60 procuradores. A intenção do banco é divulgar os editais da seleção em, no máximo, três meses após a autorização do Ministério do Planejamento, que era esperada para até o fim dde 2012, mas ainda não foi concedida.
Comaer
Os interessados em ingressar no Comando da Aeronáutica já podem iniciar os estudos. Segundo a assessoria do órgão, os preparativos para a escolha da organizadora estão na reta final e o edital será lançado em breve. O prazo máximo para divulgação é até 16 de fevereiro. A seleção irá ofertar 254, sendo 13 para o magistério e 241 para o quadro das carreiras de pesquisa, de desenvolvimento tecnológico e de gestão, planejamento e infraestrutura em ciência e tecnologia. Os cargos oferecidos serão: pesquisador assistente (9), analista júnior (19), tecnologista pleno (21), tecnologista júnior (28), assistente em ciência e tecnoclogia (60) e técnico (104).
As remunerações variam de R$2.546,13 a R$7.017,92. Os valores incluem vencimento-base, gratificação de desempenho de atividade em C&T (GDACT) e por titulação (mestrado para o cargo de pesquisador assistente e tecnologista pleno). As oportunidades deverão ser distribuídas pelas seguintes cidades: São José dos Campos (SP), Alcântara (MA) e Natal (RN). Já para o magistério, serão três vagas para a área de Matemática. Os requisitos das demais 10 vagas ainda não foram definidos. A lotação será no Instituto de Tecnologia de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos. A remuneração será de R$2.872,85, de acordo com a tabela dos servidores públicos federais. O valor pode aumentar, tendo em vista as especializações do servidor. A jornada será de 40 horas semanais.
Correios
A empresa solicitarou ao Ministério das Comunicações a abertura de 13.727 novas vagas em seu quadro de pessoal. Deste total, entre 9 e 10 mil serão para o preenchimento por meio de novo concurso e as demais para convocação de aprovados da última seleção, realizada em 2011. A intenção da instituição é divulgar edital no primeiro trimestre de 2013. A estatal faz um levantamento de quais cargos e localidades estão sem cadastro de reserva e, portanto, devem ser contemplados na seleção. O número de oportunidades será definido depois que esse estudo for concluído.
A maioria das oportunidades será para quem tem o nível médio, nos cargos de carteiro, operador de triagem e transbordo e atendente comercial. A remuneração é de R$1.871,86 ou R$1.765,38, sendo R$1.004,02 de vencimentos iniciais, R$718,74 de vale-alimentação para quem trabalha 27 dias por mês e R$612,26 para 23 dias e R$149,10 de vale cesta-básica. Além disso, deverá haver chances para técnico de operação e técnico de atendimento e venda, cujo requisito é o médio/técnico. A remuneração é de R$2.653,84 ou R$2.547,36, sendo
R$1.786,14 de salário inicial. Já para o superior, as carreiras provavelmente serão as mesmas da última seleção, realizada em 2011, como enfermeiro do trabalho, engenheiro de segurança do trabalho, médico do trabalho e analista de Correios, entre outros. A remuneração, nesse caso, é de R$4.608,35 ou R$4.501,87, sendo R$3.740,51 de vencimento base.
Depen
O Departamento Penitenciário Nacional já possui autorização para a realização de concursos para 153 vagas ainda no primeiro semestre. O destaque é o cargo de agente penitenciário federal, para o qual serão oferecidas 100 vagas, com remuneração inicial de R$4.650,04, incluindo auxílio-alimentação, de R$304. Para concorrer será necessário possuir, pelo menos, o ensino médio completo (no último concurso, em 2008, também foi exigida a carteira de habilitação B ou superior). O departamento também selecionará para técnico de apoio à assistência penitenciária (quatro vagas; nível médio/técnico; R$3.159,97), especialista em assistência penitenciária (34; superior; R$4.521), engenheiro (dez; superior; R$5.138,22) e analista técnico-administrativo (cinco; superior; R$4.018,22).
Ibama
Com previsão de publicação para março de 2013, com possibilidade de antecipação para fevereiro, as normas do concurso para analista administrativo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis já estão sendo preparadas por um grupo de trabalho. Das 61 vagas que serão oferecidas, o Distrito Federal ficará com a maior parte. Haverá oportunidades para 19 ou 20 estados de todas as regiões do país, com distribuição a ser definida. A seleção é para candidatos que possuem formação superior. Os tecnólogos (concluintes de cursos superiores de curta duração, reconhecidos pelo MEC) também poderão participar, assim como acontece no concurso para analista ambiental, em andamento. A organizadora ainda não foi escolhida.
INSS
Para 2013, o Instituto Nacional do Seguro Social pode receber autorização para realizar concurso para o cargo de analista do seguro social. A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, adiantou que o orçamento para o próximo o ano prevê a contratação de 2.300 profissionais para o o instituto. O cargo exige o nível superior (em diversas áreas de formação) e proporciona remuneração de R$5.842, sendo R$742,02 de salário-base, R$1.187,23 de Gratificação de Atividade Executiva, R$3.608,80 de Gratificação de Desempenho de Atividades do Seguro Social e R$304 de auxílio-alimentação. Os profissionais são responsáveis pela análise e concessão de benefícios. Atualmente, há 3.060 cargos vagos de analista na estrutura do INSS. Para reforçar a necessidade do concurso, a Diretoria de Recursos Humanos da autarquia já encaminhou uma nota técnica justificando a realização de uma nova seleção para a carreira.
Ministério das Cidades
O Ministério das Cidades planeja lançar o edital de mais um concurso até maio de 2013. Serão 130 vagas em cargos dos níveis médio, médio/técnico e superior, todas para Brasília, onde fica a sede do ministério. De acordo com a Assessoria de Comunicação, ainda não começou o processo de escolha da organizadora. Do total de oportunidades, haverá 78 para o nível médio (agente administrativo) e duas para o médio/técnico (técnico em Contabilidade), com remuneração de R$2.626,02. No nível superior, para economista (8) e estatístico (1), com ganhos de R$5.138,22, além de agente técnico-administrativo (35), técnico em Comunicação Social (2), contador (2) e arquivista (2), que recebem R$4.018,22. Todos os valores incluem o auxílio-alimentação, de R$304.
Ministério da Cultura
O MinC prepara concurso para 83 vagas de técnico de nível superior, admitindo candidatos com qualquer área de formação. O órgão ganhou mais seis meses, ou seja, até o dia 22 de abril, para divulgar o edital do concurso, que servirá para reestruturar os sistemas de acompanhamento e prestação de contas dos projetos culturais incentivados no âmbito da Lei nº 8.313. Segundo a Assessoria de Imprensa do MinC, as oportunidades serão somente para o Distrito Federal.
Ministério da Fazenda
Previsto para a primeira quinzena de janeiro, já foi divulgado o edital do concurso para 255 vagas de analista de finanças e controle (AFC), para lotação na Secretaria do Tesouro Nacional (STN). O cargo tem ganhos iniciais de R$12.961, segundo a tabela dos servidores públicos federais. Com a inclusão dos R$304 do auxílio-alimentação, o valor passa para R$13.265. Os selecionados trabalharão em Brasília, mas haverá aplicação de provas objetivas em todas as capitais de estado, além do Distrito Federal. As inscrições já estão abertas, no site da Esaf, com taxa de R$120.
Ministério da Integração Nacional
A pasta se prepara para lançar edital com 122 vagas para assistente técnico-administrativo (33 vagas), de nível médio, analista (85) e engenheiro (4), ambos de grau superior. O órgão já escolheu o Cespe/UnB para organizar a seleção, mas a instituição aguarda a assinatura do contrato para definir a data de abertura. Atualmente, a função do nível médio tem remuneração de R$2.626,02, incluindo o valor de R$304 para alimentação. Já as do superior, de R$4.019,02 (analista) e R$5.318,22 (engenheiro), somando o mesmo benefício.
Ministério da Justiça
O MJ vai divulgar até junho o edital do concurso autorizado para 110 vagas em cargos de nível superior. A maior parte das vagas, 95, será para analista técnico-administrativo. Haverá ainda dez chances para administrador, quatro para economista e uma para contador. Em todos os casos, os ganhos mensais, que já incluem o auxílio-alimentação, de R$304, serão de R$4.018,22.
Ministério da Saúde
O Ministério trabalha para a abertura de dois concursos no primeiro semestre de 2013, para o preenchimento de 265 vagas em sua administração e de 2.500 na área de Saúde Indígena. Embora tenha até junho de 2013 para isto, o MS tem expectativa de abrir a primeira seleção ainda em janeiro. O prazo da segunda encerra-se em 7 de janeiro, mas deverá ser prorrogado.
As oportunidades para serão para analista técnico-administrativo (16), administrador (224), bibliotecário (3), contador (7), economista (9) e engenheiro (6). A remuneração é de R$4.018,02, com R$304 de alimentação. Economistas e engenheiros recebem R$5.138,22. Para a Saúde Indígena, haverá diversos cargos nos níveis médio/técnico e superior, abrangendo diversos estados. A remuneração é de R$2.156,42 (médio/técnico) e R$3.225,42 (nível superior).
Ministério Público da União
O MPU prepara, para 2013, o seu sétimo concurso para servidores, nos cargos de técnico e analista, cujas escolaridades são os níveis médio ou médio/técnico e superior, respectivamente. O número de vagas ainda será definido, mas no orçamento federal, encaminhado para o Congresso Nacional, foram destinadas verbas para a contratação de até 2.200 novos servidores.
O concurso anterior foi organizado pelo Cespe/UnB e atraiu mais de 700 mil candidatos. De acordo com o MPU, ao todo, houve aproximadamente 3.100 nomeações. A remuneração inicial dos técnicos e analistas é de R$4.694,09 e R$7.252,52, respectivamente, incluído o auxílio-alimentação, de R$710. Há outros benefícios.
Ministério do Trabalho e Emprego
O MTE solicitou ao Ministério do Planejamento o preenchimento de 629 vagas de fiscal, que requer o nível superior (em qualquer área de formação) e proporciona rendimentos de R$13.904, sendo R$304 referentes ao auxílio-alimentação. Os auditores fiscalizam o cumprimento de disposições legais e regulamentares, inclusive as relacionadas à segurança e à medicina do trabalho, no âmbito das relações de trabalho e de emprego, entre outras atribuições. O pedido de concurso tem tramitação no Ministério do Planejamento bastante avançada.
Polícia Federal
A PF já tem confirmada para 2013, pelo Ministério da Justiça e pela ministra Miriam Belchior, do Planejamento, a realização de concurso para 1.200 vagas. Serão 600 só no cargo de agente, 450 no de escrivão e 150 no de delegado. Para concorrer aos dois primeiros será necessário o ensino superior completo em qualquer área, além da carteira de habilitação B ou superior. No caso de delegado, a escolaridade precisa ser o bacharelado em Direito. Há também o requisito da habilitação. As remunerações iniciais são de R$7.818 para agente e escrivão e de R$13.672 para delegado, já com o auxílio-alimentação, no valor de R$304.
Polícia Rodoviária Federal
Após mais de três anos sem abrir uma nova oportunidade para os interessados em atuar na atividade-fim do departamento (devido a problemas na última seleção) a PRF deverá realizar em 2013 um novo concurso, com oferta de 1.500 vagas de policial rodoviário federal. O cargo é aberto àqueles que possuem o ensino superior completo em qualquer área e carteira de habilitação, na categoria B em diante, e proporciona ganhos de R$6.108,95 no início da carreira, já com o auxílio-alimentação de R$304. A PRF já informou que a previsão é de que o concurso aconteça no início deste ano, no entanto, ainda é necessária a autorização do Ministério do Planejamento. Fonte : Folha Dirigida
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Preparação: Agências federais vão abrir 408 vagas até junho
O governo da presidente Dilma Rousseff tem buscado reforçar o quadro de pessoal das agências reguladoras, que foram criadas para fiscalizarem a prestação de serviços públicos praticados pela iniciativa privada e estabelecem regras para o setor. Se em 2012, foram publicados os editais da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Agência Nacional de Águas (ANA), Agência Nacional do Cinema (Ancine), Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e Agência Nacional de Telecomunicações, os interessados em ingressar no quadro de pessoal das agências reguladores terão mais três oportunidades à vista ainda no primeiro semestre deste ano, que totalizarão a oferta de 408 vagas.
Um dos concursos é para Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Inicialmente, o edital estava previsto para ser divulgado até dezembro do ano passado. Contudo, a ANTT solicitou ao Ministério do Planejamento prorrogação do prazo, e teve o pedido acatado pelo órgão. Com isso, as regras da seleção podem ser liberadas até maio, havendo grandes chances disso ocorre antes. No momento, a autarquia trabalha para definir a organizadora. São 161 vagas, sendo 19 oportunidades para técnico administrativo, 80 para técnico em regulação de serviços de transportes terrestres (ambos de nível médio), 24 para analista administrativo e 38 para especialista em regulação de serviços de transportes terrestres (ambos de nível superior). Os ganhos vão de R$5.133,18 a R$10.392,20.
Também está confirmado o concurso para Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que terá oferta de 165 vagas, com com rendimentos de R$5.133,18 a R$10.392,20, já incluso o novo valor do auxílio-alimentação, que agora é de R$373. A agência já começou a receber propostas das organizadora e o prazo para a divulgação do edital vai até 4 de junho. São oferecidas 35 vagas para técnico em regulação e vigilância sanitária, que exige o ensino médio e/ou médio/técnico, com remuneração de R$5.357,98. E dez oportunidades para técnico administrativo (nível médio), com rendimentos de R$5.133,18. Já para os graduados, são 120 vagas, sendo 100 para especialista em regulação e vigilância sanitária e 20 para analista administrativo, com rendimentos de R$10.392,20 a R$9.636,20, respectivamente.
Bem antes de 12 de junho, prazo dado pelo Ministério do Planejamento, um outro edital deverá ser publicado. Nesse caso, é o concurso para Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que no momento finaliza a elaboração do projeto básico, que será o enviado às instituições interessadas em organizar o concurso. Em paralelo, vem sendo desenvolvida a minuta do edital. Das 82 vagas, 22 serão para técnico administrativo e três para técnico em regulação, cargos que exigem o nível médio e têm remuneração de R$5.133,18 e R$5.357,98, respectivamente. Já no nível superior serão 31 vagas para analista administrativo e 26 para especialista em regulação. As remunerações são de R$9.639,20 e R$10.392,20, respectivamente.
Fonte : Folha Dirigida
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Preparação: Juiz federal mais jovem do país dá dicas especiais de estudo
Final de ano é um período de balanço, reflexões. Início é tempo de projetos, proposições. Sempre é assim e, apesar do impulso inicial por mudanças, quase nada é revertido em conquistas. Da viagem planejada à dieta prometida, pouca coisa sai do papel. É comum restarem quilos de sonhos não realizados a pesar sobre a balança. O que dizer, então, dos planos em relação à própria carreira? É para fazer deste encerramento de 2012 e saudação a 2013 mais que uma simples carta de intenções que a FOLHA DIRIGIDA apresenta nesta reportagem aquilo que atua sobre os humanos com força quase bíblica. Falamos de exemplo. Poucos resistem a ele. Menos pelo aspecto motivacional que dele pode florescer, e mais por ele trazer, em seu próprio cerne, um caminho que, trilhado, traduziu-se em sucesso. Isso vale para todos os aspectos da vida. Na área dos concursos, não haveria motivo algum para ser diferente...
A história de nosso personagem começa em 21 de julho de 1987. Dia de seu nascimento, em Teresina, capital do Piauí. Filho único de pais servidores públicos, Pedro Felipe de Oliveira Santos teve sua origem numa típica família de classe média. Não, quando criança, o garoto não passou necessidades. Sua história não é de superação da fome, como a de tantos outros brasileiros que, partindo da base da pirâmide social, galgaram postos de destaque. Nem por isso, sua curta experiência de vida deixa de ser relevante. E de ostentar a marca da determinação. Aos 25 anos, morando em Brasília e atualmente defensor público da União, ele foi recentemente aprovado no concurso para juiz do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Em primeiro lugar. Com significativa vantagem de pontuação em relação ao segundo colocado - 7.860 contra 7.575. Assim, Pedro Felipe habilitou-se para tornar-se o mais jovem juiz federal do Brasil. Feito que será efetivado em breve.
O resultado final do concurso saiu neste dezembro, e a posse dos classificados está prevista para fevereiro. “A aprovação em primeiro lugar foi uma grande surpresa. Mesmo após três semanas da divulgação do resultado, ainda não internalizei completamente essa ideia! Por outro lado, entendo se tratar de uma circunstância relativamente fortuita, na medida em que percebo que todos os aprovados nesta seleção encontram-se igualmente preparados. No contato com os colegas, tenho a percepção de que todos estamos no mesmo nível”, contou Pedro à FOLHA DIRIGIDA.
O excelentíssimo rapaz começa por contar como foi sua estratégia de preparação. Missão que teve início já há alguns anos. “Não me recordo de quantos concursos participei ao todo. E parte justamente dessa constatação a melhor contribuição que posso oferecer aos concurseiros: não há momento ideal para começar a se inscrever. Percebo que muitos colegas sempre falam: ‘Pretendo fazer concursos. Inicialmente, estudarei todos os editais por um prazo de tantos meses. Posteriormente, quando me sentir preparado, começarei a fazer as provas’. Por óbvio, cada pessoa encontrará o seu método ideal. Entretanto, se questionado o motivo pelo qual logrei tantas aprovações em um curto espaço de tempo, eu não titubearia: desde cedo, comecei a fazer muitas provas. Inscrever-se em concursos públicos e resolver, desde logo, as questões, é um excelente termômetro para detectar, concretamente, quais os pontos a melhorar e as disciplinas que demandam mais tempo de estudo. Além disso, perde-se paulatinamente o ‘medo’ de fazer provas, o que deixará o candidato mais tranquilo no tão esperado dia do teste”.
Em Brasília, a irresistível atração pelos concursos
Ainda durante a graduação em Direito na Universidade de Brasília (UnB), feita entre 2004 e 2009, e após uma experiência de mais de dois anos em um escritório de advocacia, este piauiense decidiu investir em concursos. “No Distrito Federal é raro não se contaminar pela atmosfera do serviço público”, diz. E seu currículo neste campo é extenso. Já foi aprovado nas seleções para técnico do Ministério Público da União, do Tribunal Superior Eleitoral e do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, para procurador do Estado de Alagoas, defensor público do Estado de Alagoas e procurador federal. Além desses, conquistou o primeiro lugar para defensor público do Estado do Piauí e para defensor público da União. Nada mau, não? Do alto de sua experiência, ele aborda um vilão que costuma derrubar muitos concurseiros, inclusive os tecnicamente bem preparados: o aspecto emocional.
“O candidato jamais se sentirá integralmente preparado. O conteúdo é vasto. Estuda-se Constitucional, esquecem-se alguns detalhes de Administrativo; volta-se para Administrativo, esquecem-se outros temas essenciais de Direito Penal, e assim por diante. Nunca me senti 100% em nenhuma prova. Não tenho dúvidas de que isso seria humanamente impossível. No meu caso, embora aprovado em primeiro lugar, fico tenso ao me recordar de uma série de conteúdos que ainda considero não ter aprendido a contento, e que certamente serão objeto de profunda revisão até a posse... Reitero: a meta do concurseiro não é gabaritar a prova, mas simplesmente alcançar um conhecimento geral das disciplinas e obter uma boa soma de pontos, que garanta a aprovação. Não devemos ter medo de ‘dar a cara a tapa’. É preciso perder o receio da reprovação, de ser zoado pelos colegas, de decepcionar os familiares ou a si”.
Enfrentar as provas suando frio com o exíguo tempo cronometrado e sendo perturbado pelo fiscal chato. Eis um passo fundamental para chegar à aprovação. A frustração é pedra inevitável no caminho dos vitoriosos. “Não há milagres, nem segredos. Não tenho constrangimento em declarar que, para alcançar suadas aprovações, vivenciei tristes reprovações. Hoje, deito o olhar sobre a minha trajetória de concursos, que ora finda, e não tenho dúvidas do quanto as derrotas me ajudaram a crescer. E não apenas por terem tornado mais saborosa a vitória, mas decerto porque me auxiliaram a obter diagnósticos precisos dos rumos que eu deveria dar aos meus estudos. Do ponto de vista emocional, cada reprovação demanda uma virada de página e a obtenção de forças para seguir adiante - desistir, nunca! É preciso aprender a analisar fria e objetivamente cada derrota, detectando os erros, os conteúdos que demandam mais atenção e as necessárias mudanças de enfoque”, ensina, dando mais detalhes de sua rotina de concurseiro.
“Minha metodologia para a prova objetiva, modelo cobrado em todos os concursos, sempre privilegiou a prática de exercícios e a análise de provas de certames anteriores, combinadas com estudos pontuais de doutrina e de jurisprudência. Somente a prática exaustiva de exercícios consolida em nossa mente o conhecimento obtido nas leituras. Diariamente, destinava pelo menos metade do meu tempo de estudos para responder às questões. Posteriormente, conferia as respostas e analisava, item por item, os meus erros e acertos, elencando pontos de conteúdo que exigiam maior aprofundamento”.
O concurso para juiz tem peculiaridades. Desafios particulares. “Para a fase subjetiva, com questões de análise e sentenças, realizei um estudo específico da banca examinadora, detectando posicionamentos e temas de maior predileção. Para a prova oral, aprofundei a revisão dos temas do edital e realizei várias simulações com outros colegas candidatos. Essa última etapa é bastante especial, pois o nosso estudo, tradicionalmente, baseia-se em leituras, e não em exposições orais. Nesse sentido, não estamos habituados a nos submeter a arguições orais, o que torna essa fase mais difícil e temerosa.”
Vitória numa disputa acirrada, movida por um ideal
Além do Distrito Federal, o TRF da 1ª Região abrange os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e Piauí. O concurso em que Pedro conquistou o primeiro lugar teve seu edital divulgado em 2011, com oferta de 29 vagas, obtendo 8.374 inscrições. Certamente, atraídos pelo status do cargo, pela estabilidade e pelos vencimentos, que beiram os R$22 mil. Mas, ao menos no caso do calouro entre os juízes federais do país, há outro fator determinante para que tenha perseguido tal aprovação.
“Assumir uma função pública, de menor ou maior graduação, é colocar-se no papel de servidor da sociedade. Lidar com a ‘coisa pública’ consiste em responsabilidade não apenas legal, mas também moral. Desde que iniciei o curso de Direito, já tinha como sonho assumir uma função de carreira de Estado, atividade para a qual me sentia vocacionado, por perceber que esse seria o modo pelo qual melhor poderia contribuir para a permanente construção democrática de nosso país. Secundariamente, é claro, contaram as vantagens de praxe do serviço público, como a estrutura das carreiras, o sistema de previdência social, a estabilidade e a independência funcional”.
Não foram poucas as vezes em que o repórter ouviu, durante a produção desta matéria, que o exercício pleno da função de juiz exigiria vivência e bagagem que, naturalmente, não se fazem presentes em quem tem apenas 25 anos vividos. Essa questão também é encarada por Pedro. “Não tenho dúvidas de que a idade é um fator de extrema relevância para aferir a experiência do profissional. No entanto, a maturidade também pode ser verificada por outros aspectos. Tem sido cada vez mais comum a aprovação de jovens candidatos para as funções de Estado, inclusive para a magistratura federal. Parte considerável dos meus futuros colegas encontra-se em uma faixa etária abaixo dos 30 anos. Trata-se de um desafio adicional alcançar tamanha responsabilidade ainda jovem. Por outro lado, idade e maturidade não são necessariamente coincidentes. Chegamos à magistratura trazendo, humildemente, as nossas experiências de mundo (profissionais e pessoais), além de muita disposição para a realização de um trabalho sério e transformador. Creio que não terei restrições dos futuros colegas de trabalho. Certamente, a avaliação a ser realizada sobre mim recairá sobre o meu trabalho, sobre a minha conduta e sobre a minha postura, e não unicamente sobre a minha idade.”
Pedro Felipe diz que o Poder Judiciário no Brasil vive um momento de profunda revisão de suas bases. Métodos de conciliação e de transação, arbitragem, justiça restaurativa e racionalização de recursos são temas em debate. Por outro lado, o alcance de processos políticos na agenda do Judiciário demanda sensibilidade e maior cautela do magistrado no trato com as questões que são levadas ao seu conhecimento. “Como juiz, anseio participar desse momento ímpar de reflexão e de construção dos novos rumos da Justiça brasileira, contribuindo concretamente, nos limites dos meus deveres constitucionais, para a consolidação da democracia e do regime republicano ético em nosso país”.
Exemplo de transformação pela ação da educação
O jovem faz questão de esclarecer um detalhe de sua vida acadêmica. Não é um superdotado. Portanto, seu desempenho acima da média é mesmo fruto de esforço. “Sempre procurei ser muito disciplinado nos estudos. Desde a época do colégio, já era alcunhado de ‘cdf’ ou ‘cabeção’. No entanto, sempre foram brincadeiras sadias. Nunca houve situação constrangedora ou traumatizante. Não sofri bullying. E não estava sozinho. Sempre convivi com excelentes colegas. Na verdade, éramos todos muito estudiosos. Estávamos no mesmo nível acadêmico. Não tenho dúvidas de que a convivência com alunos de excelência foi muito estimulante para mim. Guardo boas recordações desses períodos e fico extremamente feliz ao ver todos os meus amigos de infância obtendo considerável êxito profissional, em suas respectivas áreas”, festeja.
O juiz de 25 anos é mais um prova do poder de transformação pela educação. “Ao mesmo tempo em que acredito que cada jovem tem o direito de decidir livremente os rumos de sua trajetória, assumindo os riscos inerentes às próprias escolhas, percebo como essencial que todos tenham acesso igualitário às oportunidades de educação, de cultura e de lazer. Infelizmente, trata-se de uma projeção ainda utópica. Não tenho dúvidas de que o acesso a um ensino de boa qualidade, durante os anos de educação básica, consistiu em elemento necessário para o alcance das minhas vitórias posteriores.”
Por um grande esforço dos seus pais, Pedro teve a oportunidade de estudar no Instituto Dom Barreto, em Teresina. “Trata-se de uma das melhores escolas do país, conforme atesta anualmente o ranking das instituições com maiores notas no Enem. Nos 15 anos em que lá estive, recebi uma formação interdisciplinar fantástica. Além das disciplinas curriculares comuns, tive aulas de Xadrez, Latim, Empreendedorismo, Filosofia e Sociologia. Mais do que ensinamentos curriculares, o grande trunfo da instituição é o estímulo permanente à leitura e à formação de cidadãos pensantes e autônomos. Recordo-me que, ainda nos primeiros anos do ensino fundamental, lemos quase toda a coleção de livros infantis de Monteiro Lobato. O currículo da UnB também tem enfoques interdisciplinar e filosófico muito fortes. Esses aspectos foram fundamentais para a formação de minhas bases profissional e pessoal, inclusive sob um viés humanista.”
A pedido da FOLHA DIRIGIDA, Pedro dá mais algumas dicas àqueles que, neste 2013, têm como meta o ingresso no serviço público. “Recorro ao velho ditado do senso comum: ‘não há vitória sem luta’. O método dos aprovados é a dedicação, a disciplina, a renúncia, a perseverança e o treino exaustivo. É preciso abandonar a zona de conforto, ousar e assumir riscos. Por outro lado, deixo uma advertência: há vida fora dos estudos. Para suportar bem os anos contínuos de preparação para as provas, é fundamental manter uma boa higiene mental. Preservar programas de lazer lights, leituras paralelas extrajurídicas, atividades físicas regulares, viagens curtas entre um edital e outro... Mas, sem perder o foco nos livros. É temerária a situação do concurseiro que se aliena em relação ao que acontece fora da sua baia de estudos”, aconselha ele, que conclui.
“Em termos de concursos, o nosso pior inimigo somos nós mesmos e os nossos medos bobos. Desde cedo, devemos internalizar: não há sonhos, e sim metas. Para o espírito crítico, livre e empreendedor, não há distâncias inalcançáveis, desafios intransponíveis ou metas insuperáveis. Das inquietações, façamos surgir os sonhos; dos sonhos, os planos; dos planos, as concretizações. Qualquer aprovação, ainda que pareça distante, é perfeitamente alcançável. Afinal, se vários estudantes conseguiram, por que também não poderemos lograr êxito? Trata-se de uma questão de tempo. E este é o nosso tempo!”, sentencia o jovem, com a autoridade de quem, até aqui, soube fazer-se senhor da própria história. E segue juiz de seu destino. Fonte : Folha Dirigida
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Preparação: Conheça situações que são o 'fim do mundo' nos concursos
Há quem acredite que de hoje, dia 21 de dezembro de 2012, ninguém passa. A corrente teoria do fim do mundo está sendo alimentada pelo mito de uma suposta profecia maia. Mas antes de seguir lendo essa matéria, dê uma olhada no seu relógio: se já se passaram algumas horas desta sexta-feira, comemore. Você sobreviveu a mais essa especulação! No entanto, para muitos concurseiros, há sandices que existem há tempos e seguem em voga por aí. Absurdos praticados impunemente. Para os candidatos, fatos como a realização de concursos apenas com cadastro de reserva, a aplicação de provas logo após a divulgação do edital e a permanência de terceirizados no serviço público são exemplos do verdadeiro final dos tempos. O fim da picada!
Para Alexandre Luna, aprovado em primeiro lugar para o cargo de técnico de apoio especializado do Ministério Publico da União e que já realizou quase 30 concursos, muitos "finais de mundo" acontecem nas seleções. "Na área dos concursos, esse sentido figurado tem várias vertentes. Ocorre quando uma instituição abre seleção para diversos cargos e somente nomeia aprovados em alguns deles. Sem falar nos concursos para cadastro de reserva que, na maioria das vezes, não nomeiam ninguém. O fim dos tempos também acontece na divulgação do gabarito definitivo de um concurso, depois dos recursos, quando a banca organizadora insiste em não anular ou mudar a resposta de uma questão que, claramente, está incorreta e apresenta falhas em sua confecção", comenta. O servidor também relembra, entre outros fatos, o dia em que pensou ser o último durante sua incansável saga por uma vaga. "O maior absurdo que já vi no mundo dos concursos foi um edital para a Guarda Municipal, exigindo do candidato o mínimo de 20 dentes", declara.
O concurseiro Thiago Silva está se preparando para o concurso do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e está inseguro quanto aos rumos da seleção. "A não convocação dos candidatos aprovados, sem dúvida, é o que mais desanima na trajetória daqueles que buscam uma oportunidade no serviço público. Depois de muito esforço e uma boa classificação, o candidato deseja, pelo menos, a segurança. Hoje em dia isso nem sempre é possível e eu temo por mim também nos próximos certames. O tempo de espera muitas vezes é longo e nem sempre é recompensado com uma vaga ao final", diz. Para Eduardo Lopes, que está se preparando para concursos na área do magistério, as terceirizações são inaceitáveis. Representam uma espécie de liquidação da ética na administração pública. "Ainda existem muitas terceirizações no nosso país - e isso é algo que eu não aceito, não admito. Acho um absurdo. Milhões de pessoas passam anos e anos estudando em busca do cargo dos sonhos, enquanto alguns apadrinhados estão ocupando os lugares de quem realmente merece", declara.
Outros concurseiros concordam com Eduardo. É o caso de Mirelle Duarte, que está se preparando para seleções abertas em Tribunais. "A terceirização é um grande absurdo. A forma mais justa e honesta de contratação é o concurso. Além dessas terceirizações, existem esses cargos de comissões. O servidor, aquele que ingressa por meio de concurso, deve ser valorizado", comenta. Além de outras dúvidas e incertezas, Thiago Silva se mostra incomodado com a perda de alguns direitos. "Há uma tendência na retirada dos direitos dos servidores públicos, o que é muito prejudicial para o mundo dos concursos, pois nivela o setor por baixo junto às carreiras privadas. Outra coisa que me preocupa é a opção dos governos pela contratação de pessoal terceirizado, no lugar de priorizar a realização de concursos", diz.
Para Alexandre Luna a solução para combater determinados abusos é a criação de uma legislação para os concursos. "Os absurdos atuais que assolam o mundo dos concursos só serão amenizados quando houver uma legislação que trate especificamente dos procedimentos a serem adotados quando da necessidade de realização de um concurso público. Deve ser adotado um procedimento rígido e que estabeleça penas severas, de modo que sejam evitadas aberrações, tais como as fraudes nas bancas organizadoras, a má-fé dos órgãos públicos, e a cobrança de conteúdos absurdos ou que estejam fora do edital", declara. Para Thiago Silva, que já é técnico administrativo do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ), o mundo esteve próximo do fim. "Achei que o mundo ia acabar quando, em 2011, a Dilma avisou que iria trancar os novos concursos e convocações. Eu estava para ser convocado. Na época, fiquei sem chão. É, o mundo não acabou... Eu fui convocado e tomei posse. Não acredito mais em fim dos tempos, não!”.
Pois é, como bem dizem os premonitórios versos da canção de Assis Valente, 'anunciaram, garantiram que o mundo ia se acabar (...) E o tal do mundo não se acabou". Passado o anticlímax, é hora de respirar aliviado. Aproveitar para colocar a mão na massa. Afinal, na área dos concursos, assim como em várias outras esferas, parece haver muito o que consertar... Será que tem jeito? Fonte : Folha Dirigida
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Preparação: Com 187 mil cargos vagos, Estado brasileiro precisa recompor seus quadros
A Portaria nº 1.992 do Ministério do Planejamento, divulgada no último dia 5, trazendo dados referentes ao quadro de pessoal do Executivo federal, revelou a existência de 187.645 cargos vagos, mais de um quarto dos 706.708 aprovados em lei. Para especialistas ouvidos pela FOLHA DIRIGIDA, é fundamental que o governo promova concursos com regularidade, seja para o preenchimento das vagas existentes, seja para a recomposição do quadro em função da saída de muitos servidores em razão de aposentadoria. A medida seria importante, ainda, para melhorar a qualidade dos serviços oferecidas à população e para alavancar o crescimento do país.
Na opinião do secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Josemilton da Costa, a atual situação do quadro de pessoal do governo prejudica a qualidade dos serviços prestados, afetando diretamente a população. “Se eu tenho 187 mil cargos vagos, significa que 519 mil estão fazendo o trabalho que 700 mil deveriam fazer. Evidentemente, que isso gera uma queda na qualidade do trabalho. E quem sofre com isso é a população, que precisa de serviço público”, observou.
Josemilton citou o exemplo da área de saúde como um dos que tem sofrido mais com a timidez do governo na autorização de concursos e nomeações. “Não é a toa que vemos os hospitais com filas quilométricas, como aconteceu recentemente com o Into (Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia), que é um hospital da União. Vimos lá um retrato dessa defasagem de trabalhadores, porque o governo suspendeu os concursos públicos em 2011 e, em 2012, o número de concursos foi muito baixo.”
De acordo com a Portaria nº 1.992, de 2011 para 2012 houve um incremento de 8.807 servidores no Executivo federal, considerando a administração direta, autárquica e fundacional. O aumento no número de servidores efetivos, segundo o Planejamento, se deu especialmente para reforço na área de Educação, com a expansão do ensino universitário, para o atendimento aos cidadãos, nas agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e por meio de programas sociais como o Brasil Sem Miséria e Bolsa Família, e para o reforço da infraestrutura, por meio das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Ainda conforme divulgou o ministério, cresceu em 3,25% a oferta de vagas para servidores com nível superior e houve reforço nas carreiras típicas de Estado, como advocacia pública, arrecadação, finanças, controle administrativo, planejamento e regulação. O Planejamento informou, ainda, que foram modernizadas as estruturas da carreira, em especial as chamadas transversais, como a de analista de infraestrutura.
Para o professor de Administração Pública José Matias-Pereira, da Universidade de Brasília (UnB), é preciso que seja mantida a política de concursos do governo Lula, período no qual foram admitidos cerca de 155 mil servidores, o que equivale a uma média de 19 mil por ano. “O que observamos no Brasil a partir do governo Lula em 2003, foi um esforço muito grande para recompor a máquina. E esse é um esforço que, necessariamente, tem que ser continuado, porque temos um problema muito sério de envelhecimento de servidores públicos federais no Brasil”, afirmou o professor.
O especialista argumentou que a reposição dos servidores que estão se aposentando tem que ser feita buscando-se pessoas com melhor formação e qualificação para que seja oferecido um serviço público cada vez melhor à população. “Quanto mais competente, mais bem preparada, mais bem treinada e mais bem remunerada for a administração pública, maior a possibilidade do país responder a essa demanda de serviços públicos de qualidade”, ponderou ele.
Comparação com países desenvolvidos
Matias-Pereira ressaltou, no entanto, que comparado ao tamanho da população, o número de servidores públicos no Brasil apresenta relação semelhante à registrada em países desenvolvidos, girando em torno de um servidor para cada 25 pessoas. “É importante lembrar que a quantidade de servidores públicos no Brasil não pode ser medida apenas pelos servidores federais. É preciso levar em consideração que temos algo em torno de 2,2 milhões servidores estaduais e cerca de 6 milhões nos municípios, o que dá uma conta próxima de 9 milhões de servidores públicos no país como um todo.”
Apesar da constatação, um estudo divulgado em 2009 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), apontava que, em 2005, o Brasil estava bem atrás de países desenvolvidos no que diz respeito ao total de empregos públicos em relação ao mercado de trabalho em geral. Enquanto por aqui, o número de empregos públicos correspondia a 10,7% do total de ocupados, na Dinamarca esse índice chegava a 39,2%. Na Suécia e na Finlândia, a relação era de 30,9% e 23,4%, respectivamente.
O professor da UnB destacou a importância do país se preocupar em organizar a administração pública e fortalecer as carreiras típicas de estado para atingir patamar de bem estar social já alcançado em países desenvolvidos. “É importante para o Brasil caminhar nessa direção, de ocupar um lugar de destaque, de nação que tem uma qualidade de vida alta, que tem um nível de desenvolvimento elevado”, vislumbrou Matias-Pereira.
A proposta de orçamento da União para 2013, que deverá ser votada este mês no Congresso Nacional, estima 49.347 contratações no Executivo federal, incluindo servidores efetivos, cargos comissionados e funções de confiança. Em 2011, o orçamento previa o preenchimento de 26.952 cargos, porém, de acordo com levantamento do Planejamento, naquele ano foram autorizados a realização de concursos para 14.776 vagas e o preenchimento de 15.794.
Josemilton da Costa, do Condsef, disse esperar que no próximo ano haja um número maior de contratações. Ele argumentou que, se for mantido o patamar de 2011, serão necessários 20 anos para cobrir todos os cargos existentes no governo federal. “Se depender da nossa confederação, esperamos que, em 2013, o governo possa anunciar de 30 a 40 mil vagas a serem preenchidas via concurso público, porque com isso, ganha o governo, ganha a população, ganha o país.”
Vagas disponíveis no Executivo Federal
Ministério da Saúde 55.100
Ministério da Fazenda 23.696
Ministério da Previdência Social 19.007
Ministério da Educação 17.399
Ministério da Defesa 15.981
Ministério da Justiça 13.038
Ministério do Planejamento 7.492
Presidência da República 5.158
Ministério do Trabalho e Emprego 3.651
Outros 27.123
Total 187.645
Câmara dos Deputados aprova projetos que criam quase 8 mil cargos no governo
A Câmara dos Deputados aprovou, no último dia 5, dois projetos de lei (PL 2.205/11 e PL 4.365/12), que criam 7.790 cargos em diversos órgãos federais. Agora, os dois projetos serão apreciados e votados no Senado. O PL 2.205/11 cria 330 cargos no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, 89 na Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), 93 na Agência Nacional de Vigilância Sanitária, 260 na Polícia Rodoviária Federal (PRF), 400 no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), 100 cargos isolados de especialista de infraestrutura sênior e 100 cargos isolados de analista de infraestrutura.
Já o PL 4.365/12 cria 750 cargos no Ministério do Planejamento, 341 para o Ministério do Desenvolvimento Agrário, 510 para o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), 475 para o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), 755 para cargos da carreira da Previdência, Saúde e Trabalho do Ministério da Saúde e 143 para a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
A proposta cria ainda 3.594 cargos da área de Ciência e Tecnologia, o que contemplará a Agência Espacial Brasileira (AEB), os Comandos da Marinha e do Exército, a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet, o Ministério da Saúde e o Instituto Nacional do Câncer (Inca).
Fonte : Folha Dirigida
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Preparação: Instabilidade emocional é mais um desafio a ser superado
Concurseiros possuem uma dura rotina de estudos. Meses e até anos se preparando para o cargo dos sonhos. Nessa maratona passam por fases de entusiasmo e euforia, mas também de tristeza, desânimo. Em alguns momentos, eles têm a noção real do conhecimento adquirido. Em outros, parecem descrentes de si mesmos, sendo capazes de jurar que ainda não aprenderam nada. Tamanha gangorra de sentimentos, é claro, influi no humor e no comportamento desses estudantes. Ela pode significar desde uma injeção extra de ânimo até a sensação de fracasso e desistência. Para os milhares de candidatos que se enquadram neste último tipo de reação, a instabilidade emocional é mais uma forte concorrente a ser derrotada.
Segundo a psicóloga e orientadora profissional, Ana Cavalcante, o concurseiro deve permanecer ciente de suas reais possibilidades e limites. "Essa instabilidade emocional é gerada pela elevada carga de expectativa. O concurseiro está sujeito a uma avaliação, para ele não basta acumular conhecimento. A cobrança é grande, por vezes dele próprio. A resposta ideal para isso seria saber o máximo, ou se possível, saber tudo - o que é impossível. A possibilidade de não ser classificado gera nos candidatos insegurança, dúvida, vontade de estudar mais... Em alguns, provoca prostração. Cada um reage de um jeito. Uma forma de evitar essa instabilidade seria tentar manter o equilíbrio nos estudos, tendo consciência de seu real potencial. Não abrir mão de levar uma vida saudável, para que estudar não seja um fardo. Buscar apoio nos familiares, amigos e descansar", comenta.
Coordenador pedagógico do Curso Maxx, Alexandre Lopes acredita que a instabilidade acontece pela grande quantidade de material a ser estudado. "Deve-se muito ao fato de o estudante que se prepara para um concurso público ter uma vastidão de conteúdos de diferentes disciplinas para estudar. Em alguns momentos, apesar de o concurseiro ter o domínio do conteúdo, ele não consegue 'chegar' aos elementos necessários para resolver determinadas questões. O ideal é que a preparação envolva técnicas de memorização, que fundamentalmente trabalham o modo de se atingir as diferentes memórias. Isso é plenamente possível", declara.
Para a psicóloga do Gran Cursos, Juliana Gebrim, essa instabilidade é natural e o candidato deve ter força para passar por ela. "A melhor forma de lidar com essas crises, nessa fase difícil de preparação, é ter resiliência e encarar que o processo de estudos para um concurso tem início, meio e fim. A resiliência é um conceito da física, tem a ver com a resistência que a pessoa adquire nas pancadas da vida. Principalmente nessa etapa, na qual, necessariamente vai encarar algumas derrotas para alcançar o êxito", comenta.
Segundo Juliana, o medo gera essa insegurança. "Essa alteração de humor sem grandes proporções, ocorre devido ao fato de a maioria das pessoas não ter tolerância em relação às frustrações e não conseguir entender o jogo do ganha e perde da vida. Para sabermos ganhar, temos que aprender a perder. Isso é fundamental. A falta de autoconhecimento e maturidade pode ser uma armadilha emocional para os concurseiros. Mas, na medida em que as pessoas começam a identificar que aquilo não é real e está associado a um medo, elas conseguem dar uma baixa na ansiedade. Quando não temos a certeza surge o medo. E o medo de não passar pode fazer desse simples temor uma realidade", declara.
Ana Cavalcante alertas que o candidato deve ter sempre um plano B. "É preciso manter em mente seus objetivos, avaliar se seu investimento está sendo suficiente, buscar apoio e ajuda profissional se julgar necessário. Ter um plano B para caso o sucesso não seja imediato ajuda a confortar nos momentos de insegurança. Que são pertinentes nesses casos". Para ela, essa instabilidade pode prejudicar o candidato. "O concorrente desacreditado não terá o mesmo empenho daquele que sabe da sua capacidade, das dificuldades e do quanto precisa se dedicar para alcançar o que deseja', comenta.
Para concurseiro, instabilidade ocorre com candidatos sem foco
Muitos candidatos realizam diversos concursos, para diversas áreas. Para Felipe Loureiro, aprovado em primeiro lugar no cargo de técnico de arquivo do BNDES, a falta de foco é um grande problema. "Essa instabilidade de conhecimento acontece muito mais com os candidatos de nível médio, que fazem todos os concursos... Com isso as matérias mudam muito de uma seleção para outra. A cada concurso que o candidato realiza tem que começar algumas matérias do zero e isso gera um pouco de frustração. Determinados conteúdos você só utiliza uma única vez", comenta.
Para Felipe, quem mantém o foco minimiza qualquer problema. "Os candidatos que passam nos concursos são os que procuram minimizar de alguma forma essa diferença de cobrança de matérias do edital, procurando sempre os concursos que possuem as matérias mais parecidas, fazendo com que o conhecimento se acumule. Ou seja, são candidatos mais focados que sabem onde realmente querem trabalhar e que tipo de matéria eles vão encarar na maioria das provas da área escolhida. O melhor remédio contra essa instabilidade é o foco", diz.
Fonte : Folha Dirigida
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Preparação:Tablets ajudam a estudar a toda hora. E em qualquer lugar
"Tempo é dinheiro". Eis um famoso ditado popular que, como nunca antes na história da humanidade, anda de mãos dadas com a verdade. As 24 horas diárias, que parecem tão escassas, são bens cada vez mais preciosos, marcadas a todo momento pelo tic-tac mudo e estressante de relógios presentes no pulso, em celulares, computadores e painéis dos carros - sem falar naqueles grandões, expostos às intempéries das ruas. Economizar tempo, ou melhor, gastá-lo da melhor forma possível, fazendo-o render ao máximo, é lição primordial para o sucesso de qualquer estudante. E é aí que a tecnologia, em parte vilã de toda essa história, se propõe a salvar os concurseiros.
O mesmo tempo que falta à maioria - sempre conectada, disponível em ambiente online quase full time - foi favorecido pela explosão tecnológica, com seu conjunto de metodologias e a ampliação das diversas ferramentas produzidas e reinventadas para uma melhor adaptação. O benefício da tecnologia torna o trabalho mais fácil e produtivo - e para o candidatos de concursos públicos não foi diferente. Com a reestruturação e a criação de novos produtos, a inovação do momento é o tablet, com seus acessórios ou aplicativos. A atualização de forma e conteúdo chegou, enfim, ao fértil campo dos estudos.
A discussão e interação sobre a utilização de tablets e aplicativos na hora de se preparar para provas de concursos públicos é muito comum em sites e redes sociais. A FOLHA DIRIGIDA conversou com o professor de cursos preparatórios Rogério Neiva, que acredita no uso das novas tecnologias como base de ajuda na aprendizagem do concurseiro. Embora a prática exija alguns cuidados, as vantagens são claras. E não são poucas. "Posso destacar os seguintes benefícios: maior portabilidade do conteúdo, pois dispensa a logística de carregar mais livros; menor custo de aquisição do conteúdo; uso de hiperlinks, que facilitam o acesso a informações relacionadas ao conteúdo principal, o que, na visão do teórico francês Pierre Levy, autor do livro “Tecnologias da Inteligência”, seria uma revolução no processo de transmissão do conhecimento; além da facilitação ao acesso e uso de recursos como cursos online e aplicativos específicos para os estudos."
Um grande peso na vida do estudante, os livros e apostilas que necessitam ser levadas de um lugar ao outro, seja no ônibus, metrô ou na mochila em uma caminhada para o cursinho, quase sempre cansam, e não raramente causam problemas de coluna. Para Rogério, criador do sistema Tuctor, que permite ao candidato controlar as horas líquidas de estudo e capturar a quantidade do que foi estudado, a praticidade do tablet é um ponto forte. "Sem dúvida, pois ajuda na logística de acesso e transporte do conteúdo a ser estudado. Basta pensar que um Vade Mecum enorme pode ocupar alguns bits de memória, além de livros em formato de e-book, livros-aula, aulas on line e aplicativos de provas online."
Para cada tipo de uso, um modelo de aparelho
Mas, de acordo com a utilização do tablet e com a necessidade de cada estudante, como escolher o melhor tablet? O que deve ser levado em consideração nessa escolha? De acordo com o blogueiro e empreendedor digital André Darugna, a diversidade de tablets no mercado é vasta. "Existem no mercado algumas boas opções de tablets que rodam alguns tipos de sistemas operacionais, embora inferiores, mas que muitas vezes podem cumprir com a expectativa de um estudante que procura uma ferramenta para leitura, troca de e-mails, vídeos e navegação na internet. O ponto fundamental na escolha é a diversidade de aplicativos, sendo que um tablet sempre vem com as funcionalidades básicas, mas são os aplicativos que o fazem completo, se você optar por um modelo de origem duvidosa não terá a certeza de contar com uma boa loja de aplicativos que poderá potencializar seu investimento."
O aumento das redes sociais no mundo internético pode ter sido um aliado para a divulgação dos aplicativos para concursos, mas também trouxe um dos grandes vilões de concentração para os candidatos. Os professores alertam: sites de relacionamentos, fóruns ou até mesmos jogos podem ser prejudiciais à saúde acadêmica dos concurseiros.
"Quando uma pessoa tem um sonho deve partir em busca dele. Nos dias atuais estamos sendo constantemente bombardeados por informação e o acesso à ela é cada vez mais fácil. É comum as pessoas se preocuparem com a dispersão na hora dos estudos, mas o concurseiro deve ser responsável o suficiente para se dedicar ao que ele escolheu para si. Não é o tablet o vilão da história, já na época dos computadores de mesa se falava sobre o mesmo assunto, depois os celulares popularizaram as mensagens de texto, seguia-se falando sobre a influência dos eletrônicos na qualidade do aprendizado, logo os notebooks e netbooks começaram a ser levados à escola e universidades, o fato é que cada um escolhe seu destino. Assim, dar-se por vencido e cair na tentação de não estudar é uma escolha. Existem pessoas que conseguem utilizar a tecnologia a seu favor, já outras não são maduras o suficiente para utilizá-la de forma correta", disse André.
O concurseiro Lhugo Júnior, de 26 anos, formado em Engenharia da Computação e usuário do método de estudo com o tablet, comentou suas experiências e falou sobre a facilidade no estudo depois de integrar todos os seus materiais em um único produto. "Quando iniciei os estudos percebi que ficaria muito trabalhoso e caro ficar imprimindo todas as folhas para o estudo. Também percebi que era inviável ficar carregando muitos livros... Com o tablet poderia ter centenas de livros e somente precisaria carregá-lo. É muito mais confortável ler um livro digital no tablet do que no computador. Poderia resolver questões de concursos online pelo tablet que também é muito mais confortável que o computador. Não precisaria ficar carregando um monte de documentos e livros para onde quer que eu fosse, bastaria levar o tablet."
Os frutos de um bom estudo sempre são os resultados. Uma boa concentração e um foco maior, além de felicidade e o sucesso em entrar para a carreira pública, é o que mais um concurseiro quer, seja em primeiro lugar ou último da lista final de classificados. "Os resultados que o tablet me trouxe foram vários. Consigo ficar horas estudando quando estou cansado de estudar sentado, posso deitar e estudar com o tablet, resolver questões online. Não precisei gastar dinheiro com impressão de material. Existem muitos sites que fornecem material para concurso no formato PDF, como apostilas e aulas. Eu teria que imprimir muito material se não fosse o tablet. Além disso, com a ajuda do tablet passei em alguns concursos como o do Dataprev-Sul, MPU-RO, Auditor Fiscal-PR e Oficial Complementar da Marinha - em Engenharia da Computação. Um conselho que posso dar para quem pensa em investir num tablet é que ele é realmente uma ferramenta que veio para ajudar. Se o concurseiro souber usá-lo vai agregar muito em seus estudos. Além do que, livros digitais são normalmente mais baratos que livros impressos, cerca de 10% a 30%", aconselhou André Darugna, 1º lugar em Analista em Redes no Ministério Público Estadual de Rondônia (MPE-RO). Fonte : Folha Dirigida
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